NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, O REI DA HUMANIDADE

Não fostes vos que Me acolhestes, mas Eu vos escolhi “(Jo 15,16).

Respondeu-lhes Jesus: Não murmureis entre vós.  Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu hei de ressuscitá-lo no último dia (Jo  6,43-44)

 A.T. = ANTIGO TESTAMENTO  

 N.T. = NOVO TESTAMENTO 

INDICE

                             1 – A.T.  -  ECLESIÁSTICO  43-44 – PODER     DE DEUS SOBRE  TODA A NATUREZA

                             2 – A.T – GÊNESES 43-44

1   -    N.T. – A INCREDULIDADE     João 12

2 -  N.T.- JESUS É O PÃO DA VIDA  -  João 6

3 -   N.T. - ISABEL AO ENCONTRAR-SE COM MARIA -FAMÍLIA É UMA INSTITUIÇÃO DIVINA. -  Lucas 1

4 -    N.T.- JESUS AOS DOZE ANOS -  Lucas 2

5 -  N.T.  - JESUS QUE MINISTRA  - CONTINUA O CHAMADO “Segue-me”. - João 1

6  -    N.T - SE FOR REJEITADO E ENCONTRAR  DIFICULDADES, DESCRENÇAS NÃO DESISTAM  - João 4

7   -    N.T - JESUS DEIXA SECRETAMENTE CAFARNAUM E PERCORRE A JUDÉIA - Lucas 4

3 -   A.T. - SALMOS 43-44

                               4-  A.T - ISAIAS 43-44

8 -   N.T.-JESUS SE JUSTIFICA - João 5

9 -  N.T - OS ATOS REVELAM AS PESSOAS  - Lucas 6

10 -  N.T. - AUTORIDADE E SERVIÇO -   Marcos 10

11 -   N.T. - AMAR COMO O PAI AMA – A NOVA JUSTIÇA É SUPERIOR A ANTIGA  -  Mateus 5

12 - N.T.  - VIVER COMO O SENHOR ORDENA: EM COMUM UNIDADE CRISTà -  Atos 2

13 - N.T .  - DEUS CAMINHA COM O POVO  - Atos  7

14 - N.T.  - AÇÃO DE CATEQUESE DE PEDRO -  Atos 10

15 - N.T. - PALAVRA E CONVERSÃO- Missão para este tempo. -  Atos 13

16 - N. T. - Viagem para Roma – Tempestade e naufrágio – Salvação -  atos 27

17 -  N.T - RESSURREIÇÃO DOS MORTOS -  Más companhias -   1 Cor 15

18 -  N.T - A PECADORA PERDOADA - O PERDÃO GERA O AMOR -  Lucas 7

19 -   N.T. - CURA DE UM LEPROSO-  MARCOS 1

20 -   N.T.- CURA DE UMA HEMORROISSA  - Lucas 8

21  -   N. T. - JESUS E LÁZARO –João 11

 

22 -   N.T.- PRIMEIRA MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES - Marcos 6

23 -   N.T. - PIOR DO QUE ANTES- RETORNO DO ESPÍRITO IMPURO -    Mateus 12

24 - N.T. - Cortar o mal pela raiz   - Marcos  9

25 -  N.T.- JESUS DESMASCARA OS HIPRÓCRITAS  -  Lucas 11

26 -   N.T. - A VERDADEIRA ATITUDE RELIGIOSA -  Marcos  12

5  - A.T. -JEREMIAS 43-44 

27 -    N.T. - O FILHO DO HOMEM VAI SER ENTREGUE - Lucas 9

28 - N.T. – VIGILÂNCIA RESPONSABILIDADE- Lucas 12

29 -   N.T - A MANIFESTAÇÃO DE JESUS PROVOCA   DIVISÃO  - João 7

30  -  N.T. - A MENTIRA ESCRAVIZA  -  João 8

31 – n.t. CONFIRMAÇÃO  -  Mateus 22

32 – N.T. CONFIRMAÇÃO  -    Lucas 20

33  -   N.T. - A DECISÃO PELO REINO DO CÉU.  - Mateus 13

34  -   N.T – QUANDO O SENHOR DA VINHA VOLTAR - Mateus 21

6 -  A.T. - EZEQUIEL 43-44

35 -    N.T – VIGIAR PARA NÃO SER SURPREENDIDO - Mateus 24

 36 -    N.T - O ÚLTIMO JULGAMENTO -   Mateus 25

37  -   N.T –JESUS CHORA SOBRE JERUSALEM  - Lucas 19

38 -    N.T.- JESUS OBEDECE AO PAI –Lucas 22

39 -   N.T.- NO GETSÊMANI - ANGÚSTIA SUPREMA  - Mateus 26

40  -  N.T. - A PRISÃO DE JESUS - Marcos 14

41 -   N.T. - O VERDADEIRO MESSIAS- JESUS NA CRUZ É ESCARNECIDO E INJURIADO - Mateus 27

42 -  N.T - CONVERSÃO ENQUANTO É TEMPO - LEMBRA-TE DE NÓS  - Lucas 23

43 -  N.T.- O SEPULTAMENTO DE JESUS  -Marcos 15

44  -   N.T.- REALIDADE DA RESSURREIÇÃO.-  Lucas 24

             45 -  N.T. - MISERICÓRDIA

               46  - “Apresentando a Obra”

           47  - TESTEMUNHO

           48 -    ORAÇÃO E AGRADECIMENTO

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QUEM AMA DIVULGA

Jesus Cristo Diz: Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas para levá-los à perfeição (Mt 5,17).

O homem escolhe textos para certas ocasiões, mas  Deus vê violência, vícios etc. aumentarem dia a dia. Ele sabe  por que muitos estão se afastando da Eucaristia e  o porquê da indiferença de tantos que Ele ama.

Nada escapa aos Seus olhos (Salmo 10) por isso se manifesta  abra abra 43-44,  lembrando-nos de sua ação  (Gn 43-44);  um povo que clama por Ele (Sl 43-44); mostra-nos o Seu poder (Ecl. 43-44; o amor por todos (Is 43-44); as conseqüências  pela surdez a Sua voz (Jr 43-44) e a volta do Senhor para julgamento final (Ez 43-44).  No Novo Testamento, a verdade, a vida, o essencial  para santificação e salvação,   com reflexões do Papa Francisco e do Padre Fernando J. Cardoso, “que esclarece os textos escolhidos por Deus para este tempo”. (No final encontra-se a apresentação do Padre Tito de Paula e o testemunho, a pedidos, que ajudara a acreditar)

Os textos escolhidos por Deus são quase todos  desconhecidos pelo povo  e é a causa de muitos pecados.

Ainda que soubesses de cor e toda a Bíblia e os ditos de todos os filósofos, que te aproveitaria tudo isto sem o amor e a graça de Deus?(Livro Imitação de Cristo).

1 -     A.T. - ECLESIÁSTICO 43-44   

     Tenhamos fé no poder do Altissimo: O firmamento nas alturas é a sua beleza, o aspecto do céu é uma visão de glória.  O sol, aparecendo na aurora, anuncia o dia. A obra do Altíssimo é um instrumento admirável. (Ecl 43,1-2)

  Diremos muitas coisas, porém faltarão palavras. Mas o resumo de nosso discurso é este: Ele está em tudo. Glorificai o Senhor quanto puderdes, que ele ficará sempre acima, porque é admirável a sua grandeza.  O Senhor fez todas as coisas: ele dá sabedoria àqueles que vivem com piedade (Ecl 43,29.32.37)

À palavra do Santo estão prontas para o julgamento: são indefectivelmente vigilantes. Por sua grandeza condensa as nuvens, e as pedras de granizo caem em estilhaços. As montanhas são abaladas quando ele aparece; por sua vontade sopra o vento do sul. O estrondo do trovão fere a terra, A palavra de Deus faz calar o vento; só com o seu pensar apazigua o abismo, no meio do qual o Senhor plantou as ilhas.

Por ele, tudo tende regularmente para a sua finalidade, tudo foi disposto conforme a sua palavra (Ecl 43, 11.16.18a.25.28).

Será que o mundo todo só acreditara na Sua Manifestação quando Jesus Cristo voltar? (At 1,11).        

O Filho do homem, quando vier, será que vai encontra fé sobre a terra?(Lc 18,8b) 

Se andares nos meus estatutos e guardardes os meus mandamentos e os cumprires, eu vos darei as vossas chuvas a seu tempo, e a terra dará o seu produto, e as arvores do campo darão os seus frutos.(Lv 26,3-4)

      Jesus tem o poder que Deus Pai lhe deu. Ele lhes respondeu: Por que temeis, homens de pouca fé? Então, levantando-se repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se grande bonança. E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem? (Mt 8, 26-27)

Clamemos a Deus  que não nos deixe sem a água,  nos mande chuvas,  que  perdoe os nossos pecados,  a falta de fé quanto ao seu poder,  que o julgamento final não seja pela fome,  peste e  guerra,  (Mt 24,7: Mc 13,8: Lc 21,11)   

   Ele pode agir através da seca, para a conversão e salvação de todos; clamemos: Nosso coração não se desviou de vós, nem nossos passos se apartaram de vossos caminhos, para que nos esmagueis no lugar da aflição e nos envolvais de trevas... Levantai-vos em nosso socorro e livrai-nos, pela vossa misericórdia. (Salmo 43,19-20,27).

 

     Que Deus nos faça misericórdia: O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nos perdoamos aos que nos ofenderam (Mt 6,11-12).

 

  Esquecem-se propositadamente que desde o princípio existiam os céus e igualmente uma terra que a palavra de Deus fizera surgir do seio das águas, no meio da água,  e deste modo o mundo de então perecia afogado na água.  Mas os céus e a terra que agora existem são guardados pela mesma palavra divina e reservados para o fogo no dia do juízo e da perdição dos ímpios.  Mas há uma coisa, caríssimos, de que não vos deveis esquecer: um dia diante do Senhor é como mil anos, e mil anos como, um dia.  O Senhor não retarda o cumprimento de sua promessa, como alguns pensam, mas usa da paciência para convosco. Não quer que alguém pereça; ao contrário, quer que todos se arrependam.  Entretanto, virá o dia do Senhor como ladrão. Naquele dia os céus passarão com ruído, os elementos abrasados se dissolverão, e será consumida a terra com todas as obras que ela contém.  Uma vez que todas estas coisas se hão de desagregar, considerai qual deve ser a santidade de vossa vida e de vossa piedade, enquanto esperais e apressais o dia de Deus, esse dia em que se hão de dissolver os céus inflamados e se hão de fundir os elementos abrasados!  Nós, porém, segundo sua promessa, esperamos novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça.  Portanto, caríssimos, esperando estas coisas, esforçai-vos em ser por ele achados sem mácula e irrepreensíveis na paz.  Reconhecei que a longa paciência de nosso Senhor vos é salutar, como também vosso caríssimo irmão Paulo vos escreveu, segundo o dom de sabedoria que lhe foi dado. (2 Pedro 3,5-15).

Somos alertados por
Deus  Pai, nos capítulos 41 do Antigo Testamento.

Ó morte, como tua lembrança é amarga para o homem que vive em paz no meio de seus bens, para o homem tranqüilo e afortunado em tudo, e que ainda se encontra em condição de saborear o alimento! Ó morte, tua sentença é suave para o indigente, cujas forças se esgotam, para quem está no declínio da idade, carregado de cuidados, para quem não tem mais confiança e perde a paciência. Não temas a sentença da morte; lembra-te dos que te precederam, e de todos os que virão depois de ti: é a sentença pronunciada pelo Senhor sobre todo ser vivo. Que te sobrevirá por vontade do Altíssimo? Dez anos, cem anos, mil anos... Na habitação dos mortos não se tomam em consideração os anos de vida. Os filhos dos pecadores tornam-se objeto de abominação, assim como os que freqüentam as casas dos ímpios. A herança dos filhos dos pecadores perecerá. O opróbrio prende-se à sua posteridade.  Os filhos de um homem ímpio queixam-se de seu pai porque é por sua culpa que estão envergonhados.  Desgraçados de vós, homens ímpios, que abandonastes a lei do Senhor, o Altíssimo! Se nasceis, é na maldição, e quando morrerdes, tereis a maldição como herança. Tudo o que vem da terra voltará à terra. Assim os ímpios passam da maldição à ruína. Os homens se entristecem com (a perda) de seu corpo; porém, até o nome dos ímpios será aniquilado. Cuida em procurar para ti uma boa reputação, pois esse bem ser-te-á mais estável que mil tesouros grandes e preciosos. A vida honesta só tem um número de dias; a boa fama, porém, permanece para sempre. Meus filhos, guardai em paz meu ensinamento: pois uma sabedoria oculta e um tesouro invisível, para que servem essas duas coisas? Mais vale um homem que dissimula a sua ignorância, que um homem que oculta a sua sabedoria. Tende, pois, vergonha do que vou dizer, porque não é bom ter vergonha de tudo, e nem todas as coisas agradam, na verdade, a todos. Envergonhai-vos da fornicação, diante de vosso pai e de vossa mãe; e da mentira, diante do que governa e do poderoso; de um delito, diante do príncipe e do juiz; da iniqüidade, diante da assembléia e do povo; da injustiça, diante de teu companheiro e de teu amigo; de cometeres um roubo no lugar onde moras, por causa da verdade de Deus e de sua aliança. Envergonha-te de pôr os cotovelos sobre a mesa, de usar de fraude no dar e no receber, de não responder àqueles que te saúdam, de lançar os olhos para uma prostituta, de desviar os olhos de teu próximo, de tirar o que a ele pertence, sem devolver-lho. Não olhes para a mulher de outrem; não tenhas intimidades com tua criada, e não te ponhas junto do seu leito. Envergonha-te diante de teus amigos de dizer palavras ofensivas; não censures o que deste. (Ecl. 41,1-28) 

O Senhor e tem o poder de chamar a quem Ele quer (Ecl 43-44), ama a todos (Is 43-44), jamais deixou de nos enviar profetas para que se arrependam (Jr 43-44), alertando-nos da Sua  volta  (Ez 43-44), “basta! Chega de abominações” (Ez, 44,6b).

2 - A.T. - GÊNESES 43-44

O Deus de José, Isaias, Jeremias, Ezequiel é o mesmo do passado e de hoje.

Houve  ação de Deus,  ocasionando falta de chuva, e conseqüente seca sobre Egito, antes porém  revelado em  sonho a um pagão, o faraó do Egito. O faraó orientado por Deus, teve o apoio de José, aproveitando  dos  seus dons espirituais, evitou a fome e foi elevado a governador (Gn 41). Este José, homem   escolhido por Deus para reinar sobre um povo,  por ciúmes seus irmãos o rejeitaram e o venderam como escravo ao Egito.  Seus irmãos ao passarem fome foram até José, onde havia alimento, prostrando-se aos seus pés por duas vezes (Gn 43,26 – Gn 44,14), foram acolhidos, mas tempos depois  foram escravizados.

Este é um alerta por Deus para os dias de hoje, quanto ao Rei escolhido por Deus  Nosso Senhor Jesus Cristo para reinar sobre nós. No Novo Testamento está escrito “Senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos por escabelo dos teus pés (Sl 109,1)? (Mateus 44,b),  confirmado em Mateus 22,43-44 e Lucas 20,43-44.

 

Benjamim, o irmão mais novo de José do Egito, o qual não fez parte de sua venda como escravo para o Egito,  por estar vivendo numa comunidade, no meio dos seus irmãos sofreu as conseqüências da fome e seca (Gn 43-44), pois os seus irmãos rejeitaram José o escolhido  por Deus para reinar sobre eles.

Isto tem haver com os dias de hoje, as conseqüências por rejeitarem os mandamentos  do Rei  Nosso Senhor Jesus Cristo,  o escolhido por Deus para reinar sobre nós

O Senhor disse a meu Senhor: Senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos por escabelo dos teus pés (Sl 109,1)? (Mt 22,43-44)

       Até que eu ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés (Sl 109,1).  Portanto, Davi o chama de Senhor! Como, pois, é ele seu filho? ( Lc  20,43-44) 

 

1 -    N.T. – A INCREDULIDADE

  Muitos dos chefes creram n’ELE, mas por causa dos fariseus não o manifestavam, para não serem expulsos da sinagoga. Assim preferiram a glória dos homens àquela que vem de Deus. Entretanto, Jesus exclamou em voz alta: Aquele que crê em mim, crê não em mim, mas naquele que me enviou (Jo 12,42b-44)

A Capí vida cristã "é uma luta" contra o demônio  e o evangelho ensina como combatê-lo.

            Sacerdotes analisaram os textos da manifestação do Senhor abra abra 43-44 e concluíram que são perfeitos para santificar-nos e vigiarmos para o encontro com o Senhor, que pode ser antes que Ele volte (At 1,11).  Quanto ao dia e àquela hora, ninguém o sabe, nem mesmo os anjos do céu, mas somente o Pai  (Mt 24,36).

— Quantos de nós somos incapazes de dar testemunho de Jesus Cristo, testemunho com a palavra; temos vergonha, temos acanhamento, temos respeito humano, amamos mais a glória dos homens do que a glória que vem de Deus. (*)

Não podemos se omitir da responsabilidade (Lc 12,36-48) de salvar o irmão. É preferível falar a verdade, esclarecer o outro do que tê-lo como amigo e  os dois  terem o destino dos infiéis. “A quem muito se deu muito será cobrado”. Jesus vivia as encrencas por com aqueles que não  aceitavam a Sua Palavra.

 

– Interessante; o evangelho de João condensa todos os pecados num único pecado: a incredulidade! Como se a incredulidade fosse, e de fato o é para o quarto evangelista, a matriz de onde provém todos os outros pecados que cometemos. Também ele condensa a vontade de    Deus num único mandamento: o mandamento do amor, e o mandamento do amor aos irmãos da mesma fé. João não conhece outro pecado que não derive da incredulidade, como não conhece outra vontade de Deus, que não seja o mandamento do amor. Nós estamos aqui, hoje, lendo e proclamando um texto evangélico que é uma catequese completa do quarto evangelista a respeito do Pão da Vida. Jesus Se oferece a nós como verdadeiro Pão da Vida em duas modalidades: a primeira parte do discurso O mostra principalmente pão e alimento na doutrina e na palavra, e só secundariamente na Eucaristia. A última parte do discurso inverterá a ordem, primariamente a Eucaristia, secundariamente a palavra.

     Mas nós devemos acostumar-nos a receber Jesus todo, inteiro, nas duas modalidades concretas em que Ele se dá a nós, quer enverbado no texto, quer encarnado na Eucaristia. –(*)

Uma das coisas mais difíceis que temos que aprender durante a nossa caminhada cristã é ter fé em Deus e acreditar que ele realmente caminha conosco lado a lado nos auxiliando; hoje, isso tem se tornado mais difícil porque o mundo atual, principalmente a ciência ateia, quer impor a idéia de que se deve acreditar só naquilo que é evidente, que se pode pegar, difundindo cada vez com mais força a não necessidade de Deus.

O mundo atual impõe que se acredite somente nos objetos que pode ver, que pode examinar minuciosamente, observar, compor, criar, desfazer a criação, descobrir seus componentes básicos.

Na nossa vida, acontecem muitas experiências, relações, catástrofes, doenças, misérias, provações; acontecimentos que tentam nos dominar e imaginar um Deus longe e fraco. Corremos o risco de nos cansarmos, a ponto de nossa ligação com Deus ficar cada vez mais fraca e ter cada vez menos valor na nossa vida até o ponto de irmos em outras direções fazendo uso da astrologia, das simpatias, de outras crenças que não são compatíveis com a nossa fé cristã.

Jesus quer nos alertar contra este perigo; e, ao mesmo tempo, mostra o que o Senhor dá para aqueles que permanecem vigilantes e fiéis. Antes de tudo, ele encoraja os seus discípulos a não temerem, mesmo sendo um grupo pequeno, pois eles têm Deus como Pai, o qual lhes deu uma herança magnífica: o seu Reino, a plena e eterna comunhão com Deus. Este tesouro deve ser conhecido por eles na fé e deve preencher o coração deles, os quais, devem usar os bens terrenos como instrumentos necessários para a vida, mas o seu coração não devem apegar-se a eles.

 Hoje criou-se um acerta opinião na Igreja, não sustentada de resto pelo magistério, que todos seremos salvos de uma maneira ou de outra. Gostaria de dizer que esta afirmação é absolutamente sem base na Escritura. A Escritura não diz nem que poucos nem que muitos serão salvos. Deus nos deixa sempre numa incerteza salutar para que não haja nem presunção por parte de uns, nem desespero por parte de outros; mas uma coisa é verdade (.....): é preciso ousar, é preciso buscar sempre mais e nunca se contentar com o que já se possui. O que se possui pode ser muito pouco e pessoas preguiçosas e indolentes, certamente não terão lugar no Reino de Deus. Padre Fernando J.Cardoso

Podemos faz refletir sobre a discussão com os fariseus  (Mc 7,1-23), que queriam seguir com suas tradições cheias de pecados: maus pensamentos, devassidões, roubos, assassinatos, adultérios, cobiças, perversidades, fraudes, desonestidade, inveja, difamação, orgulho, insensatez (Mc 7,21-22)  e não queriam entende-Lo, então Jesus disse: A bom entendedor meia palavra basta(Mc 7,16).

“Enquanto a igreja dorme meus filhos estão na rua”. Isto foi dito por um sacerdote numa reunião carismática. Fazei comparecer o povo cego apesar de ter olhos, e os surdos que têm ouvidos! (Is 43,8)

“Se é verdade que fora da Igreja ninguém será salvo, é não menos verdade que não basta estar de qualquer modo dentro da Igreja para ser salvo”.(Livro: INICIAÇÃO TEOLÓGICA – O MISTERIO DA IGREJA).

Se nos examinássemos a nos mesmos, não seriamos julgados. Mas por seus julgamentos o Senhor nos corrige, para que não são sejamos condenados com o mundo (1 Cor 11,31-32).

Qual será a sorte daqueles que são infiéis ao Evangelho de Deus?   E, se o justo se salva com dificuldade, que será do ímpio e do pecador?  Assim também aqueles que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem as suas almas ao Criador fiel, praticando o bem .( 1 Pedro 4,17b-19)

Não esperar o som da trombeta, que vai soar (1 Cor 15,52).

Naquela ocasião, Jerusalém estava completamente cega e sua cegueira é o símbolo da cegueira das metrópoles que recusam sistematicamente a visita de Deus.

O homem se esquece de Deus, da-LHE as costas e  Ele apresenta  os pecados  da ambição, os prazeres e faz lembrar que o tempo nesta terra é curto, a alma não morre (1 Cor 15), a vida é eterna no céu (Mt 13,4-45) ou no inferno (Mc 9,43-44).  Jesus Cristo não escondeu a verdade, porque  o Seu objetivo  é a salvação do ser humano para outra vida, pois ninguém morre, mas se transforma (1 Cor 15).

    De fato, os povos do nosso tempo tornaram-se insensíveis as Ultimas Coisas (Papa João Paulo II), Morte (1 Cor 15),  julgamento Final (Lc 12,36-48 – Mt 24,27-44.  Mt 25,31-46), Céu  (Mt 13,40-44) e Inferno ( Mc 9,43-44)

    

       2 -  N.T.- JESUS É O PÃO DA VIDA

 O Senhor não cessa de chamar a conversão e provar a verdade da Eucaristia:

 É o sinal divino de que no Sacramento da Comunhão está o alimento de nosso espírito, da nossa fé, da nossa esperança nas Promessas de Cristo, para a nossa salvação.

Murmuravam então dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu. E perguntavam: Porventura não é ele Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe conhecemos? Como, pois, diz ele: Desci do céu? Respondeu-lhes Jesus: Não murmureis entre vós. Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu hei de ressuscitá-lo no último dia. Está escrito nos profetas: Todos serão ensinados por Deus (Is 54,13). Assim, todo aquele que ouviu o Pai e foi por ele instruído vem a mim. Não que alguém tenha visto o Pai, pois só aquele que vem de Deus, esse é que viu o Pai (Jo 6,41-46).

Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha carne viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu. (Jo 6,53-58a)

Na Eucaristia, ele continua a alimentar-nos com sua carne imolada e sangue derramado. Alimenta-nos com sua intimidade mais íntima, isto é, nos torna absolutamente íntimos a Ele no momento em que morreu e ressuscitou por nós.(*)

Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor. Que cada um examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que come e bebe sem distinguir o corpo de Senhor, come e bebe a sua própria condenação. (1 Cor 11,27-29)

O Papa Francisco quanto as orações nos recomenda que não sejamos como papagaios, isto é  orar sem meditar; a oração é falar com Deus, a leitura da Bíblia é ouvir sua Palavra.
----O atual Papa Francisco conduziu investigação para comprovar um dos maiores milagres eucarísticos da história recente, ocorrido em Buenos Aires em 1996.
       O Cardeal Jorge Bergoglio, Arcebispo de Buenos Aires, hoje Papa Francisco, ordenou que se chamasse um fotógrafo profissional para tirar fotos do acontecimento para que os fatos não se perdessem. Depois foram conduzidas pesquisas de laboratório coordenadas pelo Dr. Castanon.
          Os Estudos mostraram que a matéria colhida da Hóstia era uma parte do ventrículo esquerdo, músculo do coração de uma pessoa com cerca de 30 anos, sangue tipo AB de uma pessoa que tivesse sofrido muito com a morte, tendo sido golpeado e espancado. Os cientistas que realizaram o exame e os estudos não sabiam que era material proveniente de uma Hóstia Consagrada, isso só lhes foi revelado após a análise, e foram surpreendidos porque haviam encontrado glóbulos vermelhos, glóbulos brancos pulsando durante a análise, como se o material tivesse sido colhido direto de um coração ainda vivo.
        

Meditar:  Sobre a vida de Nosso Senhor Jesus Cristo quando  homem aqui na terra, sua idade, seu tipo de sangue, e na hóstia depois de consagrada, e que está presente nela, o sangue do coração de Jesus Cristo vivo, atual, ali naquele pedacinho de trigo que passou a ser depois de consagrada, para nos fortificar, alimentar nossa vida espiritual no dia a dia. 
           A Hóstia Consagrada tornou-se Carne e Sangue
          Às 19h de 18 de agosto de 1996, o Padre Alejandro Pezet celebrava a Santa Missa em uma igreja no centro comercial de Buenos Aires. Como estava já terminando a distribuição da Sagrada Comunhão, uma mulher veio até a ele e informou que tinha encontrado uma hóstia descartada em um candelabro na parte de trás da igreja. Chegando ao lugar indicado, o Padre Alejandro Pezet viu a hóstia profanada. Como ele não pudesse consumi-la, colocou-a em uma tigela com água, como manda a norma local, e colocou-a no Santuário da Capela do Santíssimo Sacramento, aguardando que dissolvesse na água.
          Meditação: 
Isto é mais um sinal de Deus para estes dias, Ele esta vendo o que se passa neste mundo com os humanos, para muitos que não comparecem as missas e deixam de comungar, ou se o fazem não dão a importância devida. 
Sobre quem jogo aquela hóstia. Qual seu ministério, ou quem fez e porque fez tal coisa. 
        O que essa pessoa sabia sobre a hóstia e porque estava de posse dessa hóstia consagrada e errar ao jogar para fora da igreja.
        Na segunda-feira, 26 de agosto, ao abrir o Tabernáculo, viu com espanto que a Hóstia havia se tornado uma substância sangrenta. Relatou o fato então ao Arcebispo local, Cardeal Dom Jorge Bergoglio, que determinou que a Hóstia fosse fotografada profissionalmente. As fotos foram tiradas em 6 de setembro de 1996. Mostram claramente que a Hóstia, que se tornou um pedaço de Carne sangrenta, tinha aumentado consideravelmente de tamanho.
         Meditação:

  Toda hóstia consagrada se cair no chão, deve ser levada ao um recipiente com água, e guardada até se dissolver completamente e depois a água em alguma planta. Isto é o que se ensina, mas então porque foi jogada fora da Igreja.


           Análises Clínicas
Durante anos, a Hóstia permaneceu no Tabernáculo e o acontecimento foi mantido em segredo estrito. Desde que a Hóstia não sofreu decomposição visível, o Cardeal Bergoglio decidiu mandar analisá-la cientificamente.
Uma amostra do Tecido foi enviado para um laboratório em Buenos Aires. O laboratório relatou ter encontrado células vermelhas e brancas do sangue e do tecido de um coração humano. O laboratório também informou que a amostra de Tecido apresentava características de material humano ainda vivo, com as células pulsantes como se estivessem em um coração.
            Testes e análises clínicas: "Não há explicação científica"
Em 1999, foi solicitado ao Dr. Ricardo Castañón Gomez que realizasse alguns testes adicionais. Em 5 de outubro de 1999, na presença de representantes do Cardeal Bergoglio, o Dr. Castañón retirou amostras do tecido ensangüentado e enviou a Nova York para análises complementares. Para não prejudicar o estudo, propositalmente não foi informada à equipe de cientistas a sua verdadeira origem.
O laboratório relatou que a amostra foi recebida do tecido do músculo do coração de um ser humano ainda vivo.
             O Resultado desta analise, revela que a hóstia sagrada é de um coração vivo, o que vem comprovar o que esta na Sagrada Escritura: Quem come a minha carne e bebe meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no ultimo dia (Jo 6,54)
              Cinco anos mais tarde (2004), o Dr. Gomez contatou o Dr. Frederic Zugibe e pediu para avaliar uma amostra de teste, novamente mantendo em sigilo a origem da amostra. Dr. Zugibe, cardiologista renomado, determinou que a matéria analisada era constituída de "carne e sangue" humanos. O médico declarou o seguinte:
          "O material analisado é um fragmento do músculo cardíaco que se encontra na parede do ventrículo esquerdo, músculo é responsável pela contração do coração. O ventrículo cardíaco esquerdo bombeia sangue para todas as partes do corpo. O músculo cardíaco tinha uma condição inflamatória e um grande número de células brancas do sangue, o que indica que o coração estava vivo no momento da colheita da amostra, já que as células brancas do sangue morrem fora de um organismo vivo. Além do mais, essas células brancas do sangue haviam penetrado no tecido, o que indica ainda que o coração estava sob estresse severo, como se o proprietário tivesse sido espancado."
        Meditação:

 A analise vem comprovar o mau trato, sofrimento de Jesus pelos soldados antes de ser pregado na cruz.
        Esse acontecimento,  sinal de Deus Pai, é um alerta quanto a indiferença, o afastamento, e com certeza depois de quem tomar conhecimento deste milagre, jamais terá a vontade de se afastar das missas, e comungar com o devido respeito, sentindo o amor de Jesus por nos, que se deixou ser morto, pregado numa cruz em remissão de nossos pecados.

Evidentemente, foi uma grande surpresa para o cardiologista saber a verdadeira origem do tecido. Dois cientistas australianos, o cientista Mike Willesee e o advogado Ron Tesoriero, testemunharam os testes. Ao saberem de onde a amostra tinha sido recolhida, demonstraram grande surpresa. Racional, Mike Willesee perguntou ao médico por quanto tempo as células brancas do sangue teriam permanecido vivas se tivessem vindo de um pedaço de tecido humano que permaneceu na água. "Elas deixariam de existir em questão de minutos", disse o Dr. Zugibe. O médico foi então informado que a fonte da Amostra fora inicialmente deixada em água durante um mês e, em seguida, durante três anos em um recipiente com água destilada, sendo depois retirada para análise.

Dr. Mike Willesee Zugibe declarou que não há maneira de explicar cientificamente este fato: "Como e por que uma Hóstia Consagrada pode mudar e tornar-se Carne e Sangue humanos? Permanece um mistério inexplicável para a ciência, um mistério totalmente fora da minha jurisdição".

Milagre de Lanciano

Há mais de 12 séculos deu-se grande e prodigioso milagre eucarístico na Igreja Católica, e muitos outros, porém  não é anunciado com freqüência.

 Jesus diz: a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida (Jo 6,55). Isto é depois de consagrada por um sacerdote

Por volta dos anos 700, na cidade italiana de Lanciano (antigamente Anciano), viviam no mosteiro de S. Legoziano os Monges de S. Basílio e entre eles havia um que se fazia notar mais por sua cultura mundana do que pelo conhecimento das coisas de Deus. Sua fé parecia vacilante, e ele era perseguido todos os dias pela dúvida de que a hóstia consagrada fosse o verdadeiro Corpo de Cristo e o vinho o Seu verdadeiro Sangue.

Mas, a Graça Divina nunca o abandonou, fazendo-o orar continuamente para que esse insidioso espinho saísse do seu coração.

Foi quando, certa manhã, celebrando a Santa Missa, mais do que nunca atormentado pela sua dúvida, após proferir as palavras da Consagração, ele viu a hóstia converter-se em Carne viva e o vinho em Sangue vivo. Sentiu-se confuso e dominado pelo temor, diante de tão espantoso milagre, permanecendo longo tempo transportado a um êxtase sobrenatural.

A Hóstia-Carne apresentava, como ainda hoje se pode observar, uma coloração ligeiramente escura, tornando-se rósea se iluminada pelo lado oposto, e tinha uma aparência fibrosa; o Sangue era de cor terrosa (entre o amarelo e o ocre), coagulado em cinco fragmentos de forma e tamanho diferentes.

A partir de 1713, até hoje, a Carne passou a ser conservada numa custódia de prata, e o Sangue, num cálice de cristal.

Aos reconhecimentos eclesiásticos do Milagre, a partir de 1574, veio juntar-se o pronunciamento da Ciência moderna através de minuciosas e rigorosas provas de laboratório.

Foi em novembro de 1970 que os Frades Menores Conventuais, sob cuja guarda se mantém a Igreja do milagre (desde 1252 chamado de S.Francisco), decidiram, devidamente autorizados, confiar a dois médicos, de renome profissional e idoneidade morar, a análise cientifica das relíquias. Para tanto, convidaram o Dr. Odoardo Linoli, Chefe de Serviço dos Hospitais Reunidos de Arezzo e livre docente de Anatomia e Histologia Patológica e de Química e Microscopia Clinica, para, assessorado pelo Prof. RuggeroBertelli, Prof. Emérito de Anatomia Humana Normal na Universidade de Siena, proceder aos exames

Após alguns meses de trabalho, exatamente a 4 de março de 1971, os pesquisadores publicaram um relatório contendo o resultado das analises.

§A Carne é verdadeira carne.

§O Sangue é verdadeiro sangue.

§A carne é do tecido muscular do coração (miocárdio, endocárdio e nervo vago)

§A Carne e o Sangue são do mesmo tipo sanguineo (AB) e pertencem a espécie humana.

§Coincidência extraordinária: É o mesmo tipo de Sangue (AB) encontrado no Santo Sudário de Turim.

§Espanta: trata-se de carne e sangue de uma Pessoa Viva, vivendo atualmente, pois que esse sangue é o mesmo que tivesse sido retirado, naquele mesmo dia, de um ser vivo.

§No Sangue foram encontradas, além das proteínas normais, os seguintes minerais: cloretos, fósforo, magnésio, potássio, sódio e cálcio.

§A conservação da Carne e do Sangue, deixados em estado natural por12 séculos e expostos a ação de agentes atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno extraordinário.

E antes mesmo de redigirem o documentário sobre o resultado das pesquisas, realizadas em Arezzo, os Doutores Linoli e Bertelli, enviaram aos Frades um telegrama nos seguintes termos: “ E o Verbo se fez Carne!”

 

3 -   N.T. - ISABEL AO ENCONTRAR-SE COM MARIA -FAMÍLIA É UMA INSTITUIÇÃO DIVINA.

Isabel ficou cheia do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio (Lc 1,41b-44).

Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que está em vós e que recebestes de Deus?… e que, portanto, não pertenceis a vós mesmos? Alguém ­pagou alto preço pelo vosso resgate; glorificai, portanto, a Deus em vosso corpo (1 Cor 6,19-20).

- Templo de Deus, finalmente, é o coração de cada um de nós e aquele que o profanar será afastado da Sua presença, pois Seu templo é santo. Nossas igrejas são apenas locais apropriados para assembléias e celebrações comunitárias, mas o Templo em que Deus deseja habitar é, no interior do corpo do Ressuscitado, a Igreja formada de pedras vivas, sendo cada um de nós uma determinada pedra viva insubstituível e pessoal.(*)

A criança estremeceu de alegria no meu seio (Lc 1,44b). Lembra-nos da vida de um inocente. Um alerta de Deus para a vida e do assassinato de um indefeso.

“Uma mulher grávida não leva no ventre uma escova de dente, tampouco um tumor. A ciência ensina que desde o momento da concepção, o novo ser tem todo o código genético” (Papa Francisco) 

O Evangelho, onde resplandece gloriosa a Cruz de Cristo, convida insistentemente à alegria. Apenas alguns exemplos: «Alegra-te» é a sauda­ção do anjo a Maria (Lc 1, 28). A visita de Maria a Isabel faz com que João salte de alegria no ventre de sua mãe (cf. Lc 1, 41). No seu cântico, Maria proclama: «O meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador» (Lc 1, 47). E, quando Jesus come­ça o seu ministério, João exclama: «Esta é a mi­nha alegria! E tornou-se completa!» (Jo 3, 29). O próprio Jesus «estremeceu de alegria sob a ação do Espírito Santo» (Lc 10, 21). A sua mensagem é fonte de alegria: «Manifestei-vos estas coisas, para que esteja em vós a minha alegria, e a vossa alegria seja completa» (Jo 15, 11). A nossa alegria cristã brota da fonte do seu coração transbordan­te. Ele promete aos seus discípulos: «Vós haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza há-de conver­ter-se em alegria» (Jo 16, 20). E insiste: «Eu hei-de ver-vos de novo! Então, o vosso coração há-de alegrar-se e ninguém vos poderá tirar a vossa ale­gria» (Jo 16, 22). Depois, ao verem-No ressusci­tado, «encheram-se de alegria» (Jo 20, 20). O livro dos Atos dos Apóstolos conta que, na primitiva comunidade, «tomavam o alimento com alegria» (2, 46). Por onde passaram os discípulos, «houve grande alegria» (8, 8); e eles, no meio da perse­guição, «estavam cheios de alegria» (13, 52). Um eunuco, recém-batizado, «seguiu o seu caminho cheio de alegria» (8, 39); e o carcereiro «entregou--se, com a família, à alegria de ter acreditado em Deus» (16, 34). Porque não havemos de entrar, também nós, nesta torrente de alegria?

6. Há cristãos que parecem ter escolhido viver uma Quaresma sem Páscoa. Reconheço, porém, que a alegria não se vive da mesma maneira em todas as etapas e circunstâncias da vida, por ve­zes muito duras. Adapta-se e transforma-se, mas sempre permanece pelo menos como um feixe de luz que nasce da certeza pessoal de, não obs­tante o contrário, sermos infinitamente amados. Compreendo as pessoas que se vergam à triste­za por causa das graves dificuldades que têm de suportar, mas aos poucos é preciso permitir que a alegria da fé comece a despertar, como uma secreta mas firme confiança, mesmo no meio das piores angústias: «A paz foi desterrada da minha alma, já nem sei o que é a felicidade (…). Isto, porém, guardo no meu coração; por isso, mante­nho a esperança. É que a misericórdia do Senhor não acaba, não se esgota a sua compaixão. Cada manhã ela se renova; é grande a tua fidelidade. (...) Bom é esperar em silêncio a salvação do Se­nhor» (Lm 3, 17.21-23.26). (Papa Francisco)

 

4 -    N.T.- JESUS AOS DOZE ANOS

“Acabados os dias da festa, quando voltavam, ficou o menino Jesus em Jerusalém, sem que os seus pais o percebessem. Pensando que ele estivesse com os seus companheiros de comitiva, andaram caminho de um dia e o buscaram entre os parentes e conhecidos” (Lc 2,43-44).

Mas não o encontrando, voltaram a Jerusalém à procura dele. Três dias depois o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. Todos os que o ouviam estavam maravilhados da sabedoria de suas respostas (Lc 2,45-47).

Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso e “Jesus crescia em estatura e graça diante de Deus (Lc 2,51a-52).

José e Maria, os pais de Jesus, embora conhecessem a sua divindade nunca o abandonaram. É um exemplo do Senhor para esposos e esposas da importância na vida dos filhos, os quais devem acompanhá-los e não fugir do compromisso, do sacramento matrimonial, casos contrários, facilitará que o mundo os destrua e se percam, o que pode ser de vários modos apresentados no tempo atual. Como as crianças podem ter amor a Deus passando horas e horas diante dos filmes e desenhos animados pagãos? Que os pais sejam conscientes da missão que receberam e transmitam aos seus filhos o testemunho de uma fé robusta e dos verdadeiros valores humanos e cristãos. E possam receber a recompensa dos servos bons e fiéis, aqui e por toda a eternidade.

Deus Pai, enviou Jesus para ser criado e viver na família e salvar a humanidade que é instituição divina para gerar filhos (Gn 1,28), é um bem insubstituível para eles, que devem ser frutos do amor, portanto a separação, adultérios, união ilícitas, banalização do sacramento do matrimonio, só causa desgraça para si e na vida dos filhos, que não pediram para vir a este mundo. O desenlace matrimonial, o isolamento na comunidade, é a frustração de quem foi feito por um Deus comunidade, que enviou seu Filho, numa família, para viver em comunidade cristã na terra e eternamente prolongar sua realidade na comunhão celeste. O jovem ou a jovem, primeiro deve ser catequizada para fazer a opção certa, que é seguir a doutrina cristã, despertando para a Eucaristia, pois Jesus nos diz: Não murmureis entre vós. Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu hei de ressuscitá-lo no último dia (Jo 6,43b-44 )

Quanto ao matrimonio, se tiver na mente o que nos fala São Paulo em Ef 5,21-32, não se deixará cair nas mãos do maligno.

Como seremos realmente fortes na fé sem combater nossos vícios? Como estaremos prontos para levar cruz na doença, nas dificuldades da vida conjugal, no desafio da educação dos filhos, na luta do combate aos vícios, na busca sincera de sermos retos, decentes e honestos por amor de Cristo? Como permanecer firmes na fé católica sem a oração e a procura das coisas de Deus?

Frente ao desânimo que poderia aparecer na vida, em quem trabalha na evangelização ou em quem se esforça por viver a fé como pai e mãe de família, quero dizer com força: Tenham sempre no coração esta certeza! Deus caminha a seu lado, nunca lhes deixa desamparados! Nunca percamos a esperança! Nunca deixemos que ela se apague nos nossos corações! O “dragão”, o mal, faz-se presente na nossa história, mas ele não é o mais forte. Deus é o mais forte, e Deus é a nossa esperança! É verdade que hoje, mais ou menos todas as pessoas, e também os nossos jovens, experimentam o fascínio de tantos ídolos que se colocam no lugar de Deus e parecem dar esperança: o dinheiro, o poder, o sucesso, o prazer. Freqüentemente, uma sensação de solidão e de vazio entra no coração de muitos e conduz à busca de compensações, destes ídolos passageiros.(Papa Francisco)

-É a grande diferença, melhor, são as grandes diferenças que existem, lamentavelmente, entre muitas famílias de hoje e A Família de Nazaré. Mas quem sabe você é uma exceção. Quem sabe você se aproxima mais da Família de Nazaré do que de muitas famílias desgarradas e desagregadas de hoje. Se isto é verdade, louve e bendiga a Deus. O dom, no entanto, transforma-se em tarefa em suas próprias mãos, porque o futuro é incerto para todos.-(*)

“Crianças necessitam do direito a serem criados e educados por um pai e por uma mãe”: Jorge Mario Bergoglio, sobre a adoção de crianças por casais gays

“Não sejamos ingênuos: não se trata de uma simples luta política; é um ataque destrutivo ao plano de Deus” Palavra do agora Papa Francisco, então arcebispo de Buenos Aires, em 2010, antes da sanção da lei que aprovou o casamento homossexual no país.

5 -  N.T.  - JESUS QUE MINISTRA  - CONTINUA O CHAMADO “Segue-me”.

No dia seguinte, tinha Jesus a intenção de dirigir-se à Galiléia. Encontra Filipe e diz-lhe: Segue-me. (Filipe era natural de Betsaida, cidade de André e Pedro.) (Jo 1,43-44)

– É verdade que Jesus chamou a doze, mas chamou outras pessoas também ao seu seguimento que não nos são conhecidas. O episódio do texto, que hoje se proclama, tem certas analogias com o chamamento apostólico. E como Jesus, no passado, chamou diversas pessoas, continua a chamar ainda hoje; é verdade que todos nós podemos responder a Jesus de maneira diversa. E é verdade também que esta diversidade é querida pelo próprio Jesus. Há quem responda ao apelo de Jesus: “Segue-me!” Através de uma vida de pobreza, de obediência e de castidade, como são os religiosos na Igreja. Há quem o siga no ministério apostólico episcopal ou presbiteral, que também comporta mais ou menos as mesmas condições. Há quem o siga na vida matrimonial. Não importa a modalidade do seguimento de Jesus, o que deveria ficar claro, e o que desejo esclarecer neste momento, é o seguinte: seja qual for avocação, à vida religiosa, à vida consagrada, ao presbiterato ou ao matrimônio, o que se deseja é a radicalidade! Deus deseja de uns e de outros a radicalidade.

Sim! Até mesmo daqueles que se propõem a segui-lo no matrimônio ou numa profissão qualquer, profana deste mundo, ainda assim há que ser esta pessoa radical. A única coisa que não tolera em ninguém, Jesus Cristo, é a mediocridade, as meias medidas, as meias verdades, consagrar-se mas não de tudo, um passo a frente e outro atrás, claudicando em duas partes, isto Ele não aceita. Cada um de nós tem uma vocação bem específica e bem pessoal, mas hoje cada um de nós deve refletir a respeito dessa radicalidade.

Não é o homem quem busca a Deus com seu próprio esforço e O encontra. Mas é Deus quem desce ao homem, embora sem poupá-lo de esforço e colaboração:

Muitos seguem Jesus de maneiras muito variadas, tornando-se sacerdotes, religiosos, missionários ou então seguem Jesus em uma vida leiga santa, depois de uma segunda conversão.

Precisamos de santos sem véu ou batina. Precisamos de santos que estejam no mundo e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas, que não sejam mundanos (Papa João Paulo II). Acreditamos que o Espírito Santo sopra onde quer e só cabe a Deus o julgamento. Coisas puras e boas estão nos sacramentos, nos preceitos Divinos.

Deus sempre avisou com antecedência antes de agir para a salvação e conversão de muitos e esta Sua manifestação é uma missão a todos os Seus discípulos assumirem a responsabilidade *Lc 12,36-48) de anunciá-la, e que todos aceitem, se preparem, e a outros também, o encontro com Ele, permanecendo de prontidão para a Sua volta, que pode ser a qualquer hora. 43 Feliz daquele servo que o senhor achar procedendo assim, quando vier! 44 Em verdade vos digo: confiar-lhe-á todos os seus bens.(Lc 12,43-44).

Após receber uma graça sem cura pela medicina, através de uma oração a Nossa Senhora, na qual entre agradecimentos se assume o  compromisso de servir a Deus e trilhar com os santos o caminho do céu,  e o chamado as três hora da madrugada, por duas vezes (hora da misericórdia divina),   após o reconhecimento de  um inútil veio a   ordem “abra, abra 43-44” . Por serem textos Bíblicos, não resta alternativa senão obedecer, quando nos é dado conhecer: “Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem ,matar a alma; temei antes aquele que pode precipitar a alma e o corpo na geena”. (Mt 10,28). Eis que vos revelo um mistério: nem todos morreremos, mas todos seremos transformados (1 Cor 15,51).

Naquele dia e hora, três da madrugada, Jesus obrigou todos os seus discípulos a entrar na barca e irem a Sua frente (Mt 14,22-33), portanto a responsabilidade do anuncio de Sua manifestação, o chamado, três horas da madrugada,  é para todos os discípulos de hoje, a caminhar a sua frente, enfrentar as dificuldade dos dias atuais.

Jesus  testava a fé dos seus discípulos,  esperou estivessem em dificuldades,  dai  foi    até eles andando sobre as águas.  Pedro vendo que era Jesus pediu  que o mandasse ir até Ele, e logo pulou na água, mas não teve fé e começou a fundar.  Jesus  deu –lhe a mão, socorreu Pedro,  só assim  acreditaram que Ele era e é o Filho de Deus. Hoje também é um teste para todos, que cada um se examine em que sentido; é aconselhável pensar e tirar conclusões durante esta vida  e dizer sim,  mesmo quanto àqueles que estão casados atendendo ao sacramento do matrimonio  que é uma instituição divina, e ainda mais, a misericórdia a pecadores, para ver  se convertam realmente, não  surdos a Sua voz (Jr 43-44) e observar o Seu poder e Sua ação.

Todo pecado e toda a blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito não lhes será perdoada (Mt 12,31).

A blasfêmia contra o Espírito Santo consiste em atribuir, por maldade, ao espírito do mal, obras boas devidas manifestamente à ação do Espírito Santo (Bíblia da Ave Maria).

Há diferentes atividades, mas um mesmo Deus que realiza todas as coisas em todos. A cada um é dada a manifestação do Espirito em vista do bem comum. (1 Cor 12,6-7).

Uma manifestação diabólica  não teria o objetivo a conversão de pecadores, não indicaria a justificativa de Jesus (Jo 5,19-47), não teria ao objetivo de fazer com que acreditassem em Jesus Cristo e   como agir para que  Ele nos ressuscite no ultimo dia (Jo 6,22-71), tampouco fizesse com que muitos passassem a acreditar na ressurreição dos mortos. O conteúdo desta manifestação não é escolha dos homens e sim de Deus que nos alerta para que acreditem,  cumpram, coloquem nos corações para o dia a dia  integralmente a sua manifestação, assim então vigilantes se aguardará a Sua volta, quando julgara os vivos e  os mortos.  Deus sempre usou de  profetas, para alertar de sua ação quando vê a desobediência aos seus mandamentos  pelos  seres humanos que tanto ama, pois quer a salvação de todos (Is 43-44)

-Como Deus teve um desígnio para com o Batista (João Batista - Mc 1,4) continua a ter um desígnio especial, pessoal e particular para cada um. Ninguém imagine ser apenas um número ou, pior do que isto, não ter nenhuma significação diante de Deus. Examine, olhe, contemple de longe o passado de sua existência e, nessa contemplação, certamente detectará, com a graça e o auxilio divino, a presença de Deus em sua própria vida, presença única e irrepetível, como foi a de João – (Pde. Fernando Cardoso)

 Quando os próprios fundamentos se abalam, que pode fazer ainda o justo?”(Sl 10,3).

Vou enviar um anjo adiante de ti para te proteger no caminho e para te conduzir ao lugar que te preparei. Está de sobreaviso em sua presença, e ouve o que ele te diz. Não lhe resistas, pois ele não te perdoaria tua falta, porque meu nome está nele. Mas, se lhe obedeceres pontualmente, se fizeres tudo o que eu te disser, serei o inimigo dos teus inimigos, e o adversário dos teus adversários. Porque meu anjo marchará adiante de ti e te conduzirá Prestarás culto ao Senhor, teu Deus, que abençoará teu pão e tua água, e te preservarei da enfermidade. (Ex 23,20-23a.25).

Fazei Senhor com que todos saibam reconhecer os sinais dos tempos e empenhem-se em entender a Sua linguagem, Vamos nos preparar e a outros também, assumindo a responsabilidade (Lc 12,36-48) para recebê-Lo? Porém o fim do mundo se antecipa por ocasião da morte de cada um, o julgamento ainda é futuro e Deus não colocou por enquanto um ponto final em nossas existências. Ainda temos tempo depois não haverá mais ocasião para o arrependimento. Através de uma conversão profunda modifiquemos radicalmente a nossa posição diante de Deus. O prolongamento que nos dá é um tempo de graça que nos concede.

Em verdade, em verdade vos digo: vem a hora, e já está aí, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão. Pois como o Pai tem a vida em si mesmo, assim também deu ao Filho o ter a vida em si mesmo, e lhe conferiu o poder de julgar, porque é o Filho do Homem. Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que se acham nos sepulcros sairão deles ao som de sua voz: os que praticaram o bem irão para a ressurreição da vida, e aqueles que praticaram o mal ressuscitarão para serem condenados (Jo5,25-29).Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no ultimo dia (Jo 6,54).

 

6  -    N.T - SE FOR REJEITADO E ENCONTRAR DIFICULDADES, DESCRENÇAS NÃO DESISTAM

“Passados os dois dias, Jesus partiu para a Galiléia. (Ele mesmo havia declarado que um profeta não é honrado na sua pátria)” (Jo 4,43-44)

Jesus nos da o exemplo de que o anuncio da salvação não deve parar. Depois de muitos milagres não se deteve num mesmo lugar, continuou a anunciar em outros, se preocupava com aqueles que não tinham ouvido a sua palavra, e num determinado dia e lugar, disse “O Filho do homem veio para salvar o que estava perdido” (Mt 18,11b)

Mas, atenção! Jesus não disse: se vocês quiserem, se tiverem tempo, vão; mas disse: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações». Partilhar a experiência da fé, testemunhar a fé, anunciar o Evangelho é o mandato que o Senhor confia a toda a Igreja, também a você. É uma ordem, sim; mas não nasce da vontade de domínio, da vontade de poder. Nasce da força do amor, do fato que Jesus foi quem veio primeiro para junto de nós e não nos deu somente um pouco de Si, mas se deu por inteiro, Ele deu a sua vida para nos salvar e mostrar o amor e a misericórdia de Deus. Jesus não nos trata como escravos, mas como pessoas livres, como amigos, como irmãos; e não somente nos envia, mas nos acompanha, está sempre junto de nós nesta missão de amor reencarnado na Eucaristia. –(*)

1. Ide. Durante estes dias, aqui no Rio, vocês puderam fazer a bela experiência de encontrar Jesus e de encontrá-lo juntos, sentindo a alegria da fé. Mas a experiência deste encontro não pode ficar trancafiada na vida de vocês ou no pequeno grupo da paróquia, do movimento, da comunidade de vocês. Seria como cortar o oxigênio a uma chama que arde. A fé é uma chama que se faz tanto mais viva quanto mais é partilhada, transmitida, para que todos possam conhecer, amar e professar que Jesus Cristo é o Senhor da vida e da história (cf. Rm 10,9).

Para onde Jesus nos manda? Não há fronteiras, não há limites: envia-nos para todas as pessoas. O Evangelho é para todos, e não apenas para alguns. Não é apenas para aqueles que parecem a nós mais próximos, mais abertos, mais acolhedores. É para todas as pessoas. Não tenham medo de ir e levar Cristo para todos os ambientes, até as periferias existenciais, incluindo quem parece mais distante, mais indiferente. O Senhor procura a todos, quer que todos sintam o calor da sua misericórdia e do seu amor.

De forma especial, queria que este mandato de Cristo -“Ide” - ressoasse em vocês, jovens da Igreja na América Latina, comprometidos com a Missão Continental promovida pelos Bispos. O Brasil, a América Latina, o mundo precisa de Cristo! Paulo exclama: «Ai de mim se eu não pregar o evangelho!» (1Co 9,16). Este Continente recebeu o anúncio do Evangelho, que marcou o seu caminho e produziu muito fruto. Agora este anúncio é confiado também a vocês, para que ressoe com uma força renovada. A Igreja precisa de vocês, do entusiasmo, da criatividade e da alegria que lhes caracterizam! Um grande apóstolo do Brasil, o Bem-aventurado José de Anchieta, partiu em missão quando tinha apenas dezenove anos! Sabem qual é o melhor instrumento para evangelizar os jovens? Outro jovem! Este é o caminho a ser percorrido por vocês!

Sem medo. Alguém poderia pensar: «Eu não tenho nenhuma preparação especial, como é que posso ir e anunciar o Evangelho»? Querido amigo, esse seu temor não é muito diferente do sentimento que teve Jeremias – acabamos de ouvi-lo na leitura – quando foi chamado por Deus para ser profeta: «Ah! Senhor Deus, eu não sei falar, sou muito novo». Deus responde a vocês com as mesmas palavras dirigidas a Jeremias: «Não tenhas medo... pois estou contigo para defender-te» (Jr 1,8). Deus está conosco!

«Não tenham medo!» Quando vamos anunciar Cristo, Ele mesmo vai à nossa frente e nos guia. Ao enviar os seus discípulos em missão, Jesus prometeu: «Eu estou com vocês todos os dias» (Mt 28,20). E isto é verdade também para nós! Jesus nunca deixa ninguém sozinho! Sempre nos acompanha.

Além disso, Jesus não disse: «Vai», mas «Ide»: somos enviados em grupo. Queridos jovens, sintam a companhia de toda a Igreja e também a comunhão dos Santos nesta missão. Quando enfrentamos juntos os desafios, então somos fortes, descobrimos recursos que não sabíamos que tínhamos. Jesus não chamou os Apóstolos para que vivessem isolados; chamou-lhes para que formassem um grupo, uma comunidade. Queria dar uma palavra também a vocês, queridos sacerdotes, que concelebram comigo esta Eucaristia: vocês vieram acompanhando os seus jovens, e é uma coisa bela partilhar esta experiência de fé! Certamente isso lhes rejuvenesceu a todos. O jovem contagia-nos com a sua juventude. Mas esta é apenas uma etapa do caminho. Por favor, continuem acompanhando os jovens com generosidade e alegria, ajudem-lhes a se comprometer ativamente na Igreja; que eles nunca se sintam sozinhos! E aqui desejo agradecer cordialmente aos grupos de pastoral juvenil, aos movimentos e novas comunidades que acompanham os jovens na sua experiência de serem Igreja, tão criativos e tão audazes. Sigam em frente e não tenham medo!

Três palavras: Ide, sem medo, para servir. Ide, sem medo, para servir. Seguindo estas três palavras, vocês experimentarão que quem evangeliza é evangelizado, quem transmite a alegria da fé, recebe mais alegria. Queridos jovens, regressando às suas casas, não tenham medo de ser generosos com Cristo, de testemunhar o seu Evangelho. Na primeira leitura, quando Deus envia o profeta Jeremias, lhe dá o poder de «extirpar e destruir, devastar e derrubar, construir e plantar» (Jr 1,10). E assim é também para vocês. Levar o Evangelho é levar a força de Deus, para extirpar e destruir o mal e a violência; para devastar e derrubar as barreiras do egoísmo, da intolerância e do ódio; para construir um mundo novo. Queridos jovens, Jesus Cristo conta com vocês! A Igreja conta com vocês! O Papa conta com vocês! Que Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, lhes acompanhe sempre com a sua ternura: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações». Amém. (Papa Francisco) (**)

7   -    N.T - JESUS DEIXA SECRETAMENTE CAFARNAUM E PERCORRE A JUDÉIA

Mas ele disse-lhes: É necessário que eu anuncie a boa nova do Reino de Deus também às outras cidades, pois essa é a minha missão. E andava pregando nas sinagogas da Galiléia. (Lc 4,43-44)

Continuemos o anuncio do Reino de Deus, esse mandato assumido não é como um peso, mas como motivo de alegria de sermos discípulos do Senhor, por termos sidos enviados com o tesouro do evangelho.

– Quem de vós, se tiver 100 ovelhas e perder uma, não deixa as 99 no redil e vai ao encalço da centésima, que se havia perdido? “ pergunta retórica que hoje nos propõe Jesus”. Na verdade, a resposta não é óbvia, porque pouquíssimos pastores deixariam 99 ovelhas no redil, a ir à busca e ao encalço da centésima, que se havia perdido ou extraviado.

É triste, mas afinal de contas, uma sobre noventa e nove não faz uma falta exagerada. Pois bem; o texto é página de Revelação, e Deus nos mostra, hoje, através deste texto, que não está disposto a perder quem quer que seja. Ninguém pode dizer que seja uma pessoa insignificante para Deus; ninguém pode dizer que ocupa o último lugar em Sua recordação ou em Seu coração; a todos e a cada um Deus tem carinho especial, porque Deus concebe um plano para cada um de nós, um plano pessoal, um plano único, um plano intransferível.

No Livro do Apocalipse, o autor escreve que Deus reserva a cada um de nós uma pedrinha, na qual vem escrito um nome, e somente conhece aquele que a recebe de Suas mãos. E nós a receberemos na eternidade. Na eternidade, cada um descobrirá o lugar que, pessoalmente, desde sempre, ocupou na mente, no coração e nas preocupações de seu Deus. Descobrirá também, de maneira surpreendente, atônito, como Deus fez tudo, absolutamente tudo, para não perdê-lo. E descobrirá uma coisa a mais, e uma coisa que me comove realmente dizer:

Depois de tantas ofensas que nós realizamos neste mundo, depois de tanta malversação de Sua graça, depois de tanta negligência ou falta de fervor, depois de Lhe voltarmos as costas repetidas vezes, Ele quer ser as nossas delícias eternas, Ele quer casar-se plenamente com cada um de nós, Ele deseja um matrimônio eterno com aqueles que eram vulgares pecadores, mas foram lavados e purificados pelo sangue de Jesus Cristo, e tornados dignos de se unirem, para sempre, com Ele, em matrimônio indissolúvel, na vida eterna. E isto é sinônimo de bem aventurança eterna; isto é sinônimo de céu; isto é sinônimo de vida plenamente bem sucedida no amplexo, no abraço sem fim de Deus.

Cada um de nós tem o direito de hoje tomar o lugar desta centésima ovelha. Para cada um de nós Deus fez o possível e o impossível, para não nos perder definitivamente.- (*)

3 -   A.T. - SALMOS 43-44

O povo que ama, respeita a Deus, sente e vê seus irmãos sofrendo, num sistema vigente nestes dias, pela falta de caridade, egoísmo e outros males, se sente esquecido, oprimido, dispersado entre os indiferentes, que desconhecem a doutrina cristã.  Por que te deprimes, ó minha alma, e te inquietas dentro de mim? Espera em Deus, porque ainda hei de louvá-lo (Sl 41,6) .

É uma vida no meio de inimigos, sujeito a morte todos os dias diante de tantos homicídios, roubos, opressões, falta de segurança, falta de paz: Não nos rejeiteis continuamente! Por que ocultais a vossa face e esqueceis nossas misérias e opressões? Nossa alma está prostrada até o pó, e colado no solo o nosso corpo. Levantai-vos em nosso socorro e livrai-nos, pela vossa misericórdia. (Sl 43,24b-27)

— Mas a lição para nós é importante: Deus permite que os homens façam conosco o que bem entenderem, e permite que sejamos vítimas até de seus caprichos! É claro, quando os homens não podem fazer coisa alguma mais, então se inicia a obra de Deus. Jesus mesmo diz: “Não deveis temer aquele que mata o corpo, mas nada pode fazer com a alma! Temei, antes, aquele que pode lançar corpo e alma no fogo do inferno!” — Padre Fernando Cardoso. (*)

Salmo 44, 11-18

Ouve, filha, vê e presta atenção: esquece o teu povo e a casa de teu pai. De tua beleza se encantará o rei; ele é teu senhor, rende-lhe homenagens. Habitantes de Tiro virão com seus presentes, próceres do povo implorarão teu favor. Toda formosa, entra a filha do rei, com vestes bordadas de ouro. Em roupagens multicores apresenta-se ao rei, após ela vos são apresentadas as virgens, suas companheiras. Levadas entre alegrias e júbilos, ingressam no palácio real. Tomarão os vossos filhos o lugar de vossos pais, vós os estabelecereis príncipes sobre toda a terra. Celebrarei vosso nome através das gerações. E os povos vos louvarão eternamente.Avançar

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1 Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. 2 Estava grávida e gritava de dores, sentindo as angústias de dar à luz. 3 Depois apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão vermelho, com sete cabeças e dez chifres, e nas cabeças sete coroas. 4 Varria com sua cauda uma terça parte das estrelas do céu, e as atirou à terra. Esse Dragão deteve-se diante da Mulher que estava para dar à luz, a fim de que, quando ela desse à luz, lhe devorasse o filho. 5 Ela deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro. Mas seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono. 6 A Mulher fugiu então para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um retiro para aí ser sustentada por mil duzentos e sessenta dias. 7 Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. O Dragão e seus anjos travaram combate, 8 mas não prevaleceram. E já não houve lugar no céu para eles. 9 Foi então precipitado o grande Dragão, a primitiva Serpente, chamado Demônio e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com ele os seus anjos. 10 Eu ouvi no céu uma voz forte que dizia: Agora chegou a salvação, o poder e a realeza de nosso Deus, assim como a autoridade de seu Cristo, porque foi precipitado o acusador de nossos irmãos, que os acusava, dia e noite, diante do nosso Deus. 11 Mas estes venceram-no por causa do sangue do Cordeiro e de seu eloqüente testemunho. Desprezaram a vida até aceitar a morte. 12 Por isso alegrai-vos, ó céus, e todos que aí habitais. Mas, ó terra e mar, cuidado! Porque o Demônio desceu para vós, cheio de grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta. 13 O Dragão, vendo que fora precipitado na terra, perseguiu a Mulher que dera à luz o Menino. 14 Mas à Mulher foram dadas duas asas de grande águia, a fim de voar para o deserto, para o lugar de seu retiro, onde é alimentada por um tempo, dois tempos e a metade de um tempo, fora do alcance da cabeça da Serpente. 15 A Serpente vomitou contra a Mulher um rio de água, para fazê-la submergir. 16 A terra, porém, acudiu à Mulher, abrindo a boca para engolir o rio que o Dragão vomitara. 17 Este, então, se irritou contra a Mulher e foi fazer guerra ao resto de sua descendência, aos que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus. 18 E ele se estabeleceu na praia. (Ap 12,1-18)

Anuncio do Nascimento de Jesus

26 No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. 28 Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. 29 Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. 30 O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. 32 Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, 33 e o seu reino não terá fim. 34 Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem? 35 Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.(Lucas 1,26-35)

          4-  A.T - ISAIAS 43-44

Deus abomina a idolatria e nos pede o resgate dos afastados, é aconselhável observarmos a responsabilidade em Lucas 12,36-48:

Traze meus filhos das longínquas paragens, e minhas filhas dos confins da terra; todos aqueles que trazem meu nome, e que criei para minha glória. Fazei comparecer o povo cego apesar de ter olhos, e os surdos que têm ouvidos! Que todas as nações se congreguem e que os povos se reúnam! Quem dentre eles soube predizer o que se passa, e foi o primeiro que no-lo fez saber? Que apresentem suas testemunhas para justificar suas pretensões, que sejam ouvidas para que se possa dizer: É exato. Vós sois minhas testemunhas, diz o Senhor, e meus servos que eu escolhi, a fim de que se reconheça e que me acreditem e que se compreenda que sou eu. Nenhum deus foi formado antes de mim, e não haverá outros depois de mim. Fui eu, sou eu o Senhor, não há outro salvador a não ser eu. Sou eu quem predisse e salvei, e não um deus estranho entre vós. Vós sois minhas testemunhas, diz o Senhor, eu sou Deus desde toda a eternidade. Ninguém poderia escapar de minha mão; quando executo, quem poderia destruir minha obra? (Is 43,7-12)

Isaias 41

*1 Ilhas, calem-se diante de mim, e que os povos se reanimem. Depois, então, venham falar, compareçamos juntos para o julgamento. 2Quemdespertou no oriente aquele que a vitória segue a cada passo? Quem lhe entrega as nações e quem lhe põe os reis debaixo dos pés? Quem faz com que os outros reis sejam para a sua espada como poeira e, para o seu arco, como cisco que voa? 3Ele os persegue e passa adiante tranqüilamente, por uma vereda que seus pés mal tocam. 4Quemfez e executou tudo isso? Aquele que anuncia o futuro de antemão: eu, Javé, que sou o primeiro e estou com os últimos. 5Ilhas, vejam isso e tremam, e os confins da terra estremeçam.6Cada um ajuda  o seu  companheiro e diz ao seu irmão: “Coragem!” 7O escultor anima o ourives, aquele que forja com martelo anima a quem bate na bigorna, falando da solda: «Ela está boa». Depois firma a estátua com pregos para que não se mova.

Javé defende o oprimido -*8Mas você, Israel, é o meu servo, eu escolhi você, Jacó, descendente do meu amigo Abraão. 9Desde os confins do mundo eu tomei você e o chamei dos extremos da terra, e te disse: «Você é o meu servo; eu o escolhi e jamais o rejeitei». 10 Não temas, porque eu estou contigo, não fiques apavorado, pois eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, sim , eu te ajudo; eu  te  sustento com minha  destra justiceira, 11 serão envergonhados e humilhados todos os que se enfurecem contra você. serão reduzidos a nada e perecerão os que lutam contra você. 12 Você vai procurar, mas não encontrará aqueles que o combatem. Serão reduzidos a nada e deixarão de existir os que guerreiam contra você, 13 porque eu sou Javé, o seu Deus, que o sustento pela mão direita e lhe digo: «Não temas; eu mesmo o ajudarei». 14 Não temas, vermezinho de Jacó, bichinho Israel. Eu mesmo o ajudarei - oráculo de Javé. O seu redentor é o Santo de Israel. 15 Eu vou fazer de você uma debulhadora de trigo, bem afiada, nova e de muitas pontas. Você vai debulhar as montanhas até reduzi-las a , e converterá as colinas em palha. 16 Você

 as abanará e o vento levará tudo embora, o vendaval as dispersará. E você se alegrará com Javé e se orgulhará do Santo de Israel.

Água para os sedentos -*17 Os pobres e os indigentes buscam água, mas não a encontram; estão com a língua seca de sede. Eu mesmo, Javé, responderei a eles; eu, o Deus de Israel, não os abandonarei. 18 Pois eu vou rasgar córregos em colinas secas, abrir fontes pelos vales; transformarei o deserto num lago e a terra seca em minas de água. 19 No lugar do deserto colocarei cedro, acácia, mirto e oliveira; na terra plantarei ciprestes, olmeiros e pinheiros, 20 para que todos vejam e saibam, reflitam e aprendam que a mão de Javé fez isso, e quem o criou foi o Santo de Israel.

Javé, o Senhor do futuro -*21 Apresentem seus argumentos - diz Javé. Tragam suas razões - diz o Rei de Jacó. 22 Adiantem-se e nos anunciem o que vai acontecer; contem-nos as suas profecias passadas, e nós prestaremos atenção; e nos anunciem o futuro, para que comprovemos sua realização. 23 Contem o que vaia acontecer no futuro, e saberemos que vocês são mesmo deuses. Façam alguma coisa, boa ou má, para que a vejamos e os respeitemos. 24 Vocês são menos do que um nada e vossa obra é menos do que zero, escolher-vos é apenas uma abominação.

25 Eu o despertei no norte e ele veio; do lado do nascer do sol eu o chamei pelo nome. Ele pisará os governantes como se fossem lama, como o oleiro

 que está amassando barro. 26 Quem

 anunciou isso desde o começo, para que ficássemos sabendo? Quem falou isso antes de acontecer, para que disséssemos: «É isso mesmo»? Ninguém o anunciou, ninguém o proclamou, ninguém ouviu as palavras de vocês. 27 Eu o anunciei primeiro em Sião, e enviei a Jerusalém um mensageiro com boas notícias. 28 Procurei, mas não encontrei ninguém; entre eles, ninguém era capaz de dar um conselho, ninguém a quem eu pudesse perguntar e que me desse uma resposta. 29 Todos eles não valem coisa alguma; o que eles fazem é um nada, e seus ídolos são sopro e ilusão. (Is 41,1-29)

 

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Se abandonarmos a Deus para seguir nossos próprios instintos, construiremos a nossa própria ruína: Ele, que formou o coração de cada um, está atento a cada uma de suas       ações. (Sl 32,15). O Senhor por Sua misericórdia nos quer de volta: “Porque és precioso aos meus olhos, porque eu te aprecio e te amo (Is 43,4b).

A idolatria consiste em idolatrar homens, consiste no apego ao dinheiro, a bens materiais, pondo-os acima de tudo, adorando-os, fazendo-os para si o único objetivo, sendo indiferentes a Deus, aos seus mandamentos.

Aos olharmos para uma cruz, com a imagem de Jesus Cristo pregado a ela, nos recordamos de sua morte para nossa salvação, levantamos os olhos para o alto e o adoramos, ao olharmos para a imagem de Maria, mãe de Jesus, nos recordamos de sua presença diante de Seu filho amado, e a louvamos por ter dado o seu sim, criando-O,acompanhando-O até a morte na cruz.

O que muitos não sabem a respeito da imagem de Nossa Senhora Aparecida, relatado no livro de autoria de José Wagner Cabral de Azevedo.

Chega a Tambaú e se dirige a Casa Paroquial o Padre Clauss. Combinam. 
Ele enviará a imagem de Nossa Senhora Aparecida, a Santa padroeira do Pe. Donizetti”. Poucos dias depois, a encomenda chega a Estação Ferroviária. O Padre programa uma recepção especial, a triunfal em termos locais. Nada mais apropriado do que uma procissão para receber a imagem da Padroeira do Brasil e levá-la à igreja de Santo Antônio. “As quatro horas – hora prefixada – ainda chovia a cântaros. Mas a procissão teve inicio- é milagre dos milagres, no caminho a chuva ia fazendo alas, respeitando a procissão. Só volta a chover quando a procissão chega ao seu destino. “Esse foi o primeiro milagre de Nossa Senhora em Tambaú“, termina a descrição o locutor da rádio.

Mas há testemunhas oculares desse fato. “ O Padre mandou buscar a imagem de Nossa Senhora, em Aparecida do Norte. A imagem chegou de trem . Foi levada para a igreja Santo Antônio em procissão. Eu estava lá. Chovia demais. Na hora a da procissão a chuva parou. Quando terminou a procissão começou a chover de novo. O povo comentou: Nossa Senhora Aparecida fez um milagre”, assegura Maria do Rosário Meirelles. Sobre o fato também se recorda Maria de Oliveira Bagnato : “Eu estava em Tambaú no dia em que a imagem de Nossa Senhora Aparecida chegou de trem. Estava chovendo muito forte. Era parte da tarde. Eu estava no Grupo Escolar preparando aulas. Falaram que chovia, mas ninguém se molhou. O povo dizia que houve um milagre. Falaram muito na ocasião, o Padre mesmo falou sobre esse fato”

8 -   N.T.-JESUS SE JUSTIFICA

Com efeito, como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá vida, assim também o Filho dá vida a quem ele quer. Assim também o Pai não julga ninguém, mas entregou todo o julgamento ao Filho. Desse modo, todos honrarão o Filho, bem como honram o Pai. Aquele que não honra o Filho, não honra o Pai, que o enviou. Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida. Em verdade, em verdade vos digo: vem a hora, e já está aí, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão. Pois como o Pai tem a vida em si mesmo, assim também deu ao Filho o ter a vida em si mesmo, e lhe conferiu o poder de julgar, porque é o Filho do Homem. Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que se acham nos sepulcros sairão deles ao som de sua voz: os que praticaram o bem irão para a ressurreição da vida, e aqueles que praticaram o mal ressuscitarão para serem condenados. Vós perscrutais as Escrituras, julgando encontrar nelas a vida eterna. Pois bem! São elas mesmas que dão testemunho de mim. E vós não quereis vir a mim para que tenhais a vida… Não espero a minha glória dos homens, mas sei que não tendes em vós o amor de Deus. Vim em nome de meu Pai, mas não me recebeis. Se vier outro em seu próprio nome, haveis de recebê-lo… Como podeis crer, vós que recebeis a glória uns dos outros, e não buscais a glória que é só de Deus? (Jo 5,21-29.39-44

9 -  N.T - OS ATOS REVELAM AS PESSOAS

Uma árvore boa não dá frutos maus, uma árvore má não dá bom fruto. Porquanto cada árvore se conhece pelo seu fruto. Não se colhem figos dos espinheiros, nem se apanham uvas dos abrolhos (Lc 6,43-44).

—Tanto João quanto Jesus exigem dos que os escutam uma atitude que se traduza concretamente em conversão; tanto João quanto Jesus exigem que esta conversão não seja superficial nem setorial, que ela envolva todos os aspectos daquelas pessoas; tanto João quanto Jesus falam de um juízo ao encontro de que caminhamos e tanto João quanto Jesus dizem que toda árvore frutífera que, no entanto, se recusar a produzir fruto bom, será cortada e lançada ao fogo.(*)

10 -  N.T. - AUTORIDADE E SERVIÇO

Entre vós, porém não será assim: todo o que quiser tornar-se grande entre vós, seja o vosso servo; e todo o que entre vós quiser ser o primeiro, seja escravo de todos. ( Mc 10,43-44 )

- Uma discussão a respeito de quem, dentre os discípulos, seria o primeiro. À primeira vista, parece-nos uma discussão ridícula e, no entanto, não é apenas uma discussão daquela época, é uma discussão acirrada de todos os tempos e, até mesmo, por desgraça, uma discussão no interior da Igreja.

Até mesmo onde não deveria haver esta discussão, ela existe. Quem será o maior? Quem é o mais carreirista? Quem é aquele que chegará mais depressa, a galgar os degraus mais importantes? Quem receberá honrarias? Quem receberá títulos? Quem será promovido? Isto existe lá fora, é bem característica de pessoas vaidosas e cheias de si, mas lamentavelmente existe também dentro da Igreja. Existe onde não deveria existir. Está nos meios clericais, e está nos meios laicais.

É onipresente esta necessidade intrínseca de aparecer, de fazer por interesse pessoal, de se mostrar. Há uma necessidade intrínseca em muitos de se exibirem, quando não em outras coisas, ao menos em religião; ao menos dentro da Igreja, a modo de brilhar mais que os outros. Todas essas pessoas jamais depararam-se seriamente com o texto que temos diante dos olhos.

Existe uma maneira de se querer entrar no Reino dos Céus, tornando-nos voluntariamente, insignificantes; tornando-nos, voluntariamente, distantes de toda essa vocação, melhor, de toda essa tentação de exibicionismo religioso, ou qualquer que ele seja.

A nossa vida vale quanto valemos nós, diante de Deus, e nada mais. E nós valemos, diante de Deus, por aquilo que, na verdade, somos e realizamos, para com Ele e para com o próximo. Nós valemos, diante Dele, na medida concreta de nosso amor diário; amor na direção vertical e amor na direção horizontal. Nós valemos tanto quanto servimos, e podemos repetir esta frase a modo de refrão: valeremos aos olhos de Deus, na medida em que servirmos desinteressadamente e, voluntariamente, buscarmos, sempre, o último lugar.- (*)_

11    N.T. - AMAR COMO O PAI AMA – A NOVA JUSTIÇA É SUPERIOR A ANTIGA

Tendes ouvido o que foi dito: Amarás o teu próximo e poderás odiar teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos [maltratam e] perseguem (Mt 5,43-44)

Procurar amar até os próprios inimigos para sermos perfeitos, é o que o Senhor manda, a ira pertence a Ele.

Temos na homilia do Padre Fernando Cardoso, embora não seja referente a este texto, o amor ao inimigo.

—As duas últimas cartas atribuídas a João – respectivamente a segunda e a terceira – são na verdade dois pequenos bilhetes. Na liturgia não se dá grande importância a estes dois textos; no entanto, um deles aparece hoje como primeira leitura. A tônica do autor das três epístolas atribuídas a João é a caridade, ou seja, o amor fraterno vivido entre cristãos por possuírem uma mesma fé e um lote comum na esperança do Reino de Deus. Os Cristãos, por serem irmãos na fé, se amassem verdadeiramente; se numa comunidade, por serem todos filhos de um mesmo pai, por possuírem todos o mesmo espírito, se quisessem bem, rivalizassem entre eles os sentimentos de bondade, generosidade, delicadeza e perdão. Muitas comunidades respirariam ar bem mais evangélico se cada membro se compenetrasse da responsabilidade que lhe incumbe pelo fato de ser filho de Deus e olhasse para o outro como um filho de Deus também.

Ajude a todos esta reflexão. Na Vida Eterna – para onde queremos ingressar – não haverá inimizades, ninguém se sentirá distante, inferior, superior ou desinteressado do outro. Aqueles que possuem fé e sobretudo crêem que a Vida Eterna já começa aqui e que lá se tornará plenamente manifesto o que já se vive ainda que precariamente neste mundo, começam a se amar agora como se amarão no futuro.

Inicie cada um seu dia com a seguinte reflexão: hoje quero olhar para todas as pessoas que encontrar como outro filho ou filha de Deus, como alguém com o qual eu estou destinado a viver junto Dele em amor por toda a eternidade. Não convém, pois, que a falta de amor se manifeste em nossa vida.(*) 

12 - N.T.  - VIVER COMO O SENHOR ORDENA: EM COMUM UNIDADE CRISTÃ

De todos eles se apoderou o temor, pois pelos apóstolos foram feitos também muitos prodígios e milagres em Jerusalém e o temor estava em todos os corações. Todos os fiéis viviam unidos e tinham tudo em comum. (At 2,43-44)

      No folheto de missa dominical, “O DOMINGO”, 27-04-2014, há referencia à carta dos Apóstolos 2,42-47, onde contem os versículos 43 e 44, apontado por Deus em Sua Manifestação. Percebe-se que também, está neste folheto, umas palavras do Papa Francisco: “Nada de medo e encurralamento, é preciso ir às periferias de nossas cidades e proclamar o amor e a misericórdia de Deus. “As paróquias, as escolas, as instituições são para sair. Se não o fizerem, tornam-se uma ONG, e a Igreja não pode ser uma ONG”. Nada de se encastelar em sacristias confortáveis nem de ficar sentados em cátedras macias. A Igreja não pode mofar, enclausurada entre quatro paredes com portas e janelas fechadas.

Naquele tempo depois do discurso de Pedro é que formaram comunidade e hoje está faltando a iniciativa  para concretizar verdadeiras comunidades católicas, união de cristãos (violentos se unem, corruptos e outros também para concretizar seus objetivos),  ouçamos o que o Papa Francisco diz, assim poderia tornar realidade o que o Senhor nos pede de Atos dos Apóstolos com base nos versículos 43 e 44. 

      O Senhor nos ordena à unidade cristã (At 2,43-44), observando tudo que está em Sua Manifestação. Com comunidades cristãs, abertas (At 2,43-44) assim o Senhor ajuntara outros que  estão a caminho da   salvação.

 Deus quer salvar-nos em comunidade e não de forma isolada. A experiência de fé é inseparável da experiência comunitária. Necessitamos fazer crescer entre nos, cada vez mais, a consciência da dimensão comunitária da fé, pois nossa cultura nos atrai para uma vida de individualismo que é contraria no sentido do comunitário (Diocese de Amparo).

Uma comunidade cristã fechada em si mesma compromete o crescimento da missão de Jesus Cristo.

Uma comunidade deve ser sem egoísmo,  sem individualismo, não se posicionando em  ser os primeiros (Mc 10,43-44), onde não haja  más companhias (1 Cor 15,33-34), agregando todas as pastorais, ministérios e outros, num movimento que favoreça  o crescimento da missão de Jesus que deseja a salvação de todos, e que ninguém volte ao mau caminho e se torne pior do que antes (Mt 12,43-44).

Na Igreja, a variedade, que é uma grande riqueza, sempre se funde na harmonia da unidade, como um grande mosaico onde todos os ladrilhos concorrem para formar o único grande desígnio de Deus. E isto deve impelir a superar sempre todo o conflito que possa ferir o corpo da Igreja. Unidos nas diferenças: não há outra estrada para nos unirmos. Este é o espírito católico, o espírito cristão: unir-se nas diferenças.

 

O grande risco do mundo atual, com sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada. Quando a vida interior se fecha nos próprios in­teresses, deixa de haver espaço para os outros, já não entram os pobres, já não se ouve a voz de Deus, já não se goza da doce alegria do seu amor, nem fervilha o entusiasmo de fazer o bem. Este é um risco, certo e permanente, que cor­rem também os crentes. Muitos caem nele, trans­formando-se em pessoas ressentidas, queixosas, sem vida. Esta não é a escolha duma vida digna  e plena, este não é o desígnio que Deus tem para nós, esta não é a vida no Espírito que jorra do coração de Cristo ressuscitado. (Papa Francisco)

 

13 - N.T .  - DEUS CAMINHA COM O POVO

Aceitastes a tenda de Moloc e a estrela do vosso deus Renfão, figuras que vós fizestes para adorá-las! Assim eu vos deportarei para além da Babilônia (Am 5,25ss.). A Arca da Aliança esteve com os nossos pais no deserto, como Deus ordenou a Moisés que a fizesse conforme o modelo que tinha visto. (At 7,43-44)

Não se adorará outros deuses, mas somente a Deus Pai que esta no céu, banindo-se a idolatria que gera conseqüências como o Senhor mostra em Jeremias 43-44.

As dificuldades continuam ainda hoje, no mundo, na pátria, nas famílias e nas comunidades. São momentos em que não devemos desanimar. Uma luz sempre se acende, diante de quem tem fé e esperança.

 

14 - N.T.  - AÇÃO DE CATEQUESE DE PEDRO

Dele todos os profetas dão testemunho, anunciando que todos os que nele crêem recebem o perdão dos pecados por meio de seu nome. Estando Pedro ainda a falar, o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a (santa) palavra ( At 10,43-44). 

Convido todo o cristão, em qualquer lugar e situação que se encontre, a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de O procurar dia a dia sem cessar. Não há motivo para alguém poder pensar que este con­vite não lhe diz respeito, já que «da alegria trazida pelo Senhor ninguém é excluído. Quem arrisca, o Senhor não o desilude; e, quando alguém dá um pequeno passo em direção a Jesus, descobre que Ele já aguardava de braços abertos a sua che­gada. Este é o momento para dizer a Jesus Cris­to: «Senhor, deixei-me enganar, de mil maneiras fugi do vosso amor, mas aqui estou novamente para renovar a minha aliança convosco. Preciso de Vós. Resgatai-me de novo, Senhor; aceitai--me mais uma vez nos vossos braços redentores». Como nos faz bem voltar para Ele, quando nos perdemos! Insisto uma vez mais: Deus nunca Se cansa de perdoar, somos nós que nos cansamos de pedir a sua misericórdia. Aquele que nos con­vidou a perdoar «setenta vezes sete» (Mt 18, 22) dá-nos o exemplo: Ele perdoa setenta vezes sete. Volta uma vez e outra a carregar-nos aos seus ombros. Ninguém nos pode tirar a dignidade que este amor infinito e inabalável nos confere. Ele permite-nos levantar a cabeça e recomeçar, com uma ternura que nunca nos defrauda e sempre nos pode restituir a alegria. Não fujamos da res­surreição de Jesus; nunca nos demos por mortos, suceda o que suceder. Que nada possa mais do que a sua vida que nos impele para diante! (Papa Francisco)

---Tomemos uma serie de crianças prestes a iniciar os estudos. Nada sabem, por hipótese; “podem” apenas vir, a saber, algo. Mas este “poder” varia de criança a criança, desde a apoucada (= limitado) até a inteligentíssima. Também depende das circunstâncias em que cada uma se encontra. Em nenhum aluno se verificara idêntica atualização  do “poder aprender”.

Logo, a noção de ‘potencialidade’ deverá revestir-se de flexibilidade quase infinita, a fim de se adaptar aos inúmeros e diversissímos casos individuais. De modo semelhante, quando colocamos, entre os membros “potenciais” da Igreja, pagãos, cismáticos, católicos  excomungados, não entendemos estabelecer entre eles paridade completa. Muito ao contrario, afirmamos essencial graduação. Alguns acham-se longíssimo de se tornarem cristãos – e salvo milagre jamais se tornarão: vós não credes não sois das minhas ovelhas. “ (Jo 10,26). Outros estão ainda longe , outros, mais ou menos perto, outros pertíssimos, alguns enfim já iniciaram sua incorporação à IGREJA. Disse JESUS ao escriba: Não estás longe do reino de Deus (Mc 12,34).--- (Livro “Iniciação Teológica I – O mistério da Igreja)

 

 

15 - N.T. - PALAVRA E CONVERSÃO- Missão para este tempo.

Depois que a assembléia terminou, muitos judeus e prosélitos devotos seguiram Paulo e Barnabé, os quais com muitas palavras os exortavam a perseverar na graça de Deus. No sábado seguinte, afluiu quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus( At 13,43-44).

A comunidade cristã deve ser caracterizada pela disponibilidade cultivada pela iluminação da Palavra de Deus e perseverando na Sua graça, na fé, no matrimonio, para ganharmos a vida eterna (At 13,43-44), seguindo aqueles que provam ter uma boa conduta (Lc 6,43-44), não excluindo ninguém, amando até os próprios inimigos (Mt 5,43-44), podendo ser atendidos os verdadeiros necessitados (Mt 25,31-46), ação esta que faz parte do julgamento final.

 A segunda vinda de Jesus Cristo não deve ser ignorada (II Pedro 3,1-16). O Senhor não quer que alguém pereça; ao contrario quer que todos se arrependam (II Pedro 3,9)

 

Que vossa caridade não seja fingida. Aborrecei o mal, apegai-vos solidamente ao bem. Amai-vos mutuamente com afeição terna e fraternal. Adiantai-vos em honrar uns aos outros. Não relaxeis o vosso zelo. Sede fervorosos de espírito. Servi ao Senhor. Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração. Socorrei as necessidades dos fiéis. Esmerai-vos na pratica da hospitalidade. Abençoai os que voz perseguem; abençoai-os, e não os praguejeis. Alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram. Vivei em boa harmonia uns com os outros. Não voz deixais levar pelo gosto das grandezas; afeiçoai-vos com as coisas modestas. Não sejais sábios aos vossos próprios olhos. (Rm 12,9-17).

Nada fazendo por competição e vangloria, mas cuidando com humildade, julgando cada um os outros superiores a si mesmo, nem cuidando cada um só do que é seu, mas também do que é dos outros. Tendo em vós o mesmo sentimento de Cristo Jesus (Fil 2,3-5).

16 - N. T. - Viagem para Roma – Tempestade e naufrágio - Salvação

O centurião, porém, querendo salvar Paulo, impediu que o fizessem e ordenou que aqueles que pudessem nadar fossem os primeiros a lançar-se ao mar e alcançar a terra. Os demais, uns atingiram a terra em tábuas, outros em cima dos destroços do navio. Desse modo, todos conseguiram chegar à terra, sãos e salvos. (At 27,43-44)

O Senhor recentemente acrescentou o Salmo 113 (115) e Eclesiástico 50.

Orar de dia ou a noite, tendo um sacerdote, que cuide do seu povo, que vive no Egito (sistema de hoje) (Sl 113) (Heb 114), e o liberte da perdição, clamando por misericórdia (Eclesiástico 50,1-7), ou um predileto do Senhor (At 27,9-44), que viva sob a luz do evangelho, que resgate (Isaias 43-44) o afastado que ainda desconhece a palavra que os salva e o ressuscite para vida eterna (1 Cor 15,43-44), ao se tornar uma pessoa conduzida pelo Espírito de Jesus e se deixe conduzir por este Espírito, assim sua morte perigosa, aquela que se deve temer, já ficou para trás.

As guerras, as violências e as injustiças mostram que a humanidade continua a rejeitar Cristo e o Seu Reino.

Benjamim não participou da venda do Rei, José do Egito, o escolhido por Deus, mas sofreu por estar vivendo no meio dos que rejeitaram o Rei, e só foram aceitos por este após atenderem a exigência de levá-lo a sua presença (Gêneses 43-44). Observar o que Deus nos fala em (Lc 12,31-47).

Quantos desde criança não lhes é dado conhecer a Deus e seus mandamentos, e depois sem a luz do Espírito Santo, causam maldade, egoísmo, visando seu próprio beneficio, chegando até a serem bandidos, criminosos.

Vós, irmãos, fostes chamados a liberdade. Não abuseis, porém, da liberdade como pretexto para prazeres carnais. Pelo contrario, fazei-vos servos uns dos outros pela caridade (Gálatas 5,12)

Porque o Senhor é justo, Ele ama a justiça e os homens retos contemplarão a Sua face” (Sl 10,7)

 

17 -  N.T - RESSURREIÇÃO DOS MORTOS -  Más companhias

   Não vos deixeis enganar: “Más companhias corrompem os bons costumes. Despertai, como convêm, e não pequeis! Porque alguns vivem na total ignorância de Deus – para vergonha vossa o digo (l Cor 15,33-34).

– A saga, sempre pertencente ao ciclo de Abraão, hoje nos fala de Ló, que habitava naquelas cidades condenadas por Deus de que falávamos ontem: Sodoma e Gomorra. O texto popular nos diz que os anjos insistiam com Ló para que deixasse a cidade o mais depressa possível, e como Ló se tardasse em sair, estes o puxavam pelos braços, porque a destruição daquelas cidades era iminente. E aqui vai a pausa para meditação de todos nós.

Muitas vezes na vida, não fosse Deus a nos arrancar de situações trágicas onde nos metemos por nós mesmos, por imprudência, por convívio com companhias desastrosas; não fosse apremura (prevenir com antecedência) de Deus em nos arrancar dessas situações e circunstâncias trágicas em que nos envolvemos culpavelmente, estaríamos perdidos. Somente no final de nossa existência e na Vida Eterna, quem sabe, Deus nos mostrará de quantas tragédias nos arrancou; de quantos abismos, cavados por nós mesmos, Ele nos tirou em tempo. O texto de Ló pode não ser histórico, no sentido moderno que damos a este vocábulo. No entanto, é Palavra de Deus e Deus serve-Se desta saga popular para dizer que Ele tem mais cuidado conosco, do que nós mesmos.

Ele se preocupa muito mais com a nossa vida, com as nossas escolhas, acertadas ou desacertadas, do que nós mesmos. E na Eternidade ser-Lhe-emos imensamente gratos, para sempre, porque nos retirou de verdadeiros abismos, resgatou-nos de verdadeiras tragédias que seriam capazes de nos devorar e destruir toda a nossa existência. De resto, já percebemos tragédias desse tipo com outras pessoas. Não é que Deus goste mais de nós do que dos outros, mas quem sabe terá também chegado, com relação aos outros, às últimas conseqüências, apenas retirando-Se diante de verdadeira contumácia no mal. Eu espero que isto não aconteça com nenhum de nós. – (*) 

Deus quer tornar o mundo mais humanitário, mas as preocupações do dia a dia faz com que se esqueça da ressurreição (1 Cor 15), prejudicando a si próprio e a outros que já foram para a transformação, a outra vida, sem terem tomado a decisão certa para o paraíso (Mt 13,43-44).

Semeado no desprezo, ressuscita glorioso; semeado na fraqueza, ressuscita vigoroso; semeado corpo animal, ressuscita corpo espiritual. Se há um corpo animal, também há um espiritual. O que afirmo, irmãos, é que nem a carne nem o sangue podem participar do Reino de Deus; e que a corrupção não participará da incorruptibilidade. Eis que vos revelo um mistério: nem todos morreremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta (porque a trombeta soará). Os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. É necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que este corpo mortal se revista da imortalidade. Quando este corpo corruptível estiver revestido da incorruptibilidade, e quando este corpo mortal estiver revestido da imortalidade, então se cumprirá a palavra da Escritura: Graças, porém, sejam dadas a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo! (1 Cor 15,43-44.50-54.57 )

Cremos na ressurreição dos mortos – assim dizemos no nosso credo constantemente – mas cremos mesmo? Cremos na ressurreição dos mortos quando um parente querido exala o último suspiro e o vemos inerte dentro de um caixão, prestes a ser conduzido ao cemitério? Cremos que por de trás daquela cessação absoluta de vida não está o nada, mas todo o seu contrário, uma plenitude – desde que essa pessoa tenha optado por Deus em Cristo? Nossa fé na ressurreição e na vida eterna é realmente nossa maior esperança?– (Padre Fernando J.C. Cardoso)

—Se fizéssemos uma pesquisa em nossas igrejas, ficaríamos surpreendidos com a diversidade de posições a respeito de conteúdos essenciais da fé católica. Quem crê firmemente numa vida após a morte? Quem crê na presença real de Cristo na eucaristia? Quem aceita a moral pregada pela Igreja e se esforça por vivê-la conscientemente? Quem se importa com os diversos documentos emanados pelo Magistério da Igreja a respeito de temas atuais, diante dos quais os católicos deveriam possuir um posicionamento homogêneo e receptivo? Esses exemplos são suficientes para levar-nos a um exame de consciência sério. Vivemos hoje tal clima democrático, que alguém pode vir a sentir-se totalmente livre em construir sua própria fé. Ninguém tirará esse direito de quem quer que seja, no entanto, essa pessoa deve estar consciente de ter já superado em muito os limites do Cristianismo.- Padre Fernando Cardoso

Pensemos na outra vida, a eterna, porque ninguém morre, mas se transforma (1 Cor 15,43-44), não esperemos o som da trombeta, que vai soar (1 Cor 15,52).

O texto vem nos acordar para uma realidade que ninguém pode fugir: a certeza da transitoriedade da vida terrena, a vida que passa! Quanto ao dia e hora da nossa passagem, Deus preferiu ocultar de nós, só nos deu uma pista: se trata de algo surpreendente, inesperado, o que pode nos deixar apreensivos. No entanto, para quem vive dentro do plano de Deus, o dia e a hora não importa, o importante é estar o tempo todo em sintonia com Deus, ciente de que, há uma vida melhor por vir, uma vida em plenitude: a vida eterna!

-A vida eterna não é esta mesma vida e o que acontece aqui é provisório. Na vida eterna seremos todos casados com Deus em Cristo e esta será a beatitude eterna, porque nosso partner não será mais um ser humano limitado, será o infinito de Deus. Isto não significa que pessoas casadas em Cristo neste mundo não tenham na vida eterna alguma relação especial entre si, porém o matrimônio, enquanto tal, permanece neste mundo; lá, ainda que permanecendo os mesmos, seremos totalmente diversificados, porque teremos um corpo esplendoroso que Paulo – no limite da linguagem – chama corpo espiritual.

Diante do mundo atual Jesus é duro em Suas Palavras, e naquele tempo muitos o abandonaram por isso.

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   Assim, pois, como Cristo padeceu na carne, armai-vos também vós deste mesmo pensamento: quem padeceu na carne rompeu com o pecado,  a fim de que, no tempo que lhe resta para o corpo, já não viva segundo as paixões humanas, mas segundo a vontade de Deus.  Baste-vos que no tempo passado tenhais vivido segundo os caprichos dos pagãos, em luxúrias, concupiscências, embriaguez, orgias, bebedeiras e criminosas idolatrias.  Estranham eles agora que já não vos lanceis com eles nos mesmos desregramentos de libertinagem, e por isso vos cobrem de calúnias.  Eles darão conta àquele que está pronto para julgar os vivos e os mortos.  Pois para isto foi o Evangelho pregado também aos mortos; para que, embora sejam condenados em sua humanidade de carne, vivam segundo Deus quanto ao espírito.  O fim de todas as coisas está próximo. Sede, portanto, prudentes e vigiai na oração.  Antes de tudo, mantende entre vós uma ardente caridade, porque a caridade cobre a multidão dos pecados (Pr 10,12).

Exercei a hospitalidade uns para com os outros, sem murmuração.  E, se o justo se salva com dificuldade, que será do ímpio e do pecador?  Assim também aqueles que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem as suas almas ao Criador fiel, praticando o bem . (1 Pedro 4,9,19)

Os discípulos de Jesus viram quando Ele:elevou-se (da terra), e uma nuvem o ocultou aos seus olhos. Enquanto o acompanhavam com seus olhares, vendo-o afastar-se para o céu, eis que lhes aparecerem dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: “Homens da Galíleia, por que ficais ai a olhar para o céu? Esse Jesus que acaba de vos ser arrebatado para o céu voltara do mesmo modo que o vistes subir para o céu (At 2,9b-11).

- Naquele dia, serão efetivamente depostos dos tronos os poderosos e exaltados os humildes. Naquele dia, serão mandados para fora de mãos vazias os ricos e serão os pobres acolhidos e terão aquilo de que necessitam para viver dignamente(*)

 

18 -  N.T - A PECADORA PERDOADA - O PERDÃO GERA O AMOR

Simão respondeu: A meu ver, aquele a quem ele mais perdoou. Jesus replicou-lhe: Julgaste bem. E voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não me deste água para lavar os pés; mas esta, com as suas lágrimas, regou-me os pés e enxugou-os com os seus cabelos (Lc 7,43-44).

A passagem do Evangelho de hoje permite-nos avançar mais um passo. Jesus encontra uma mulher pecadora durante um almoço em casa de um fariseu, suscitando o escândalo dos presentes: Jesus deixa-Se tocar por uma pecadora e até lhe perdoa os pecados, dizendo: «São-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou; mas àquele a quem pouco se perdoa, pouco ama» (Lc 7, 47). Jesus é a encarnação do Deus Vivo, Aquele que traz a vida fazendo frente a tantas obras de morte, fazendo frente ao pecado, ao egoísmo, ao fechamento em si mesmo. Jesus acolhe, ama, levanta, encoraja, perdoa e dá novamente a força de caminhar, devolve a vida. Ao longo do Evangelho, vemos como Jesus, por gestos e palavras, traz a vida de Deus que transforma. É a experiência da mulher que unge com perfume os pés do Senhor: sente-se compreendida, amada, e responde com um gesto de amor, deixa-se tocar pela misericórdia de Deus e obtém o perdão, começa uma vida nova. Deus, o Vivente, é misericordioso. Estais de acordo? Digamo-lo juntos: Deus, o Vivente, é misericordioso! Todos: Deus, o Vivente, é misericordioso. Outra vez: Deus, o Vivente, é misericordioso! (Papa Francisco)

Diante desse texto, não podemos deixar de trazer à lembrança tantas famílias desarticuladas, desunidas, onde algumas vezes impera ódio mortal entre irmãos ou parentes. Desunião familiar é verdadeira chaga, que pode começar entre marido e mulher, mas depois se propaga entre irmãos. Que tragédia, quando percebemos em família que irmãos não se falam, evitam-se, ofendem-se e nunca mais entrarão em acordo.

Rezemos pelas famílias que se encontram nessa situação. Além da oração, que é fundamental, ajuda vinda de fora, serviço habilidoso e tempo são capazes de curar feridas que, de outra maneira, apenas aumentariam.

Em primeiro lugar, se alguém possui ódio no coração, reconcilie-se primeiro com o irmão a quem ofendeu ou com quem está ofendido, porque sua relação com Deus pode estar dessa forma comprometida.

Nem sempre as coisas se passam de maneira tranquila. Há casos em que pessoas ofendidas não desejam conceder o perdão; nem tudo depende apenas de nós. Em situações como essas, faz-se o que se pode e se entrega a Deus a situação que não pôde ser amigavelmente resolvida.

Ao lado de grandes perdões, existem também perdões menores e quase diários, que devemos conceder ou pedir. Caso emblemático é o perdão entre marido e esposa. Se não se perdoam recíproca e freqüentemente, um muro de separação se vai levantando entre ambos, a ponto de a convivência, mais tarde, tornar-se impossível. É possível, a esse propósito, perdoar o cônjuge infiel? Eis uma questão que não pode ser aqui resolvida. Trata-se de algo muitíssimo delicado, mas conheço pessoas que, na oração, encontraram força para perdoar a parte infiel. Naturalmente não se trata aqui de perdoar “setenta vezes sete”. Não esqueçamos que perdoar significa também saber pedir perdão. Não somos apenas credores de perdão; somos também devedores. (Padre Fernando J. Cardoso)

19 -   N.T. - CURA DE UM LEPROSO

O que é impossível para a medicina não é para Ele, a Sua misericórdia é infinita.

Jesus o despediu imediatamente com esta severa admoestação: "Vê que não o digas a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote e apresenta, pela tua purificação, a oferenda prescrita por Moisés para lhe servir de testemunho."(Mc 1,43-44)

– Os Evangelistas Sinóticos trazem-nos a pessoa de um leproso, que se prostra diante de Jesus. Ele exclama: “Senhor, se queres, podes purificar-me.” Este leproso não tem nome, é anônimo, mas é um paradigma. Em primeiro lugar, um paradigma de todos aqueles leprosos que Jesus, em vida, deve ter curado. Mas paradigma para nós também, que lemos este texto da Palavra de Deus e o aplicamos a nós, no hoje de nossa existência.

Este leproso, repito, não tem nome porque leva o nome de cada um de nós. Cada um de nós, em seu lugar, pode dizer o próprio nome: “Senhor, sou eu; sou eu que me encontro nesta situação.” Aquilo que aconteceu na pele daquele infeliz, é apenas sinal distante e longínquo de uma realidade que está no íntimo de cada um de nós; o nosso pecado. Um único pecado que depois se transforma em diversos pecados; uma única seiva venenosa que, subindo e vindo à pele, manifesta-se de maneiras diversas e variadas. São as vezes todas em que não nos pomos em sintonia com o nosso Deus. Sim, cada um de nós, uns mais, outros menos, encontra-se nessa situação. Vivemos um falso eu; vivemos uma vida falsa; vivemos muitas vezes anos em uma vida enganosa, enganosa a nós mesmos e enganosa aos demais.

Não nos resta outra oportunidade se não esta que o Evangelho hoje nos mostra. Prostrarmo-nos, nós também, aos pés do Senhor, e fazer nossa, pessoal, a súplica desse infeliz. “Senhor, se queres, podes curar-me.” E cada um, em um exame de consciência honesto, é capaz de detectar as próprias manchas, as próprias máculas, os próprios pecados que se aninham no fundo do coração e que desagradam tanto a Deus, desfigurando-nos enormemente. Muitos de nós, pecadores, temos um cuidado imenso com uma aparência externa corporal que, aos poucos, vai-se destruindo e que, um dia, terminará no pó da sepultura e não pensamos naquela beleza interna, ou em sua ausência, que perdurará por toda a eternidade. Não esperemos mais. Façamos nossa a súplica insistente desse leproso. Nós somos estes infelizes. (*)

20 -   N.T.- CURA DE UMA HEMORROISSA

Ora, uma mulher que padecia dum fluxo de sangue havia doze anos, e tinha gasto com médicos todos os seus bens, sem que nenhum a pudesse curar, aproximou-se dele por detrás e tocou-lhe a orla do manto; e no mesmo instante lhe parou o fluxo de sangue. (Lc 8,43-44)

21 -   N. T. - JESUS E LÁZARO

Da morte para a vida

Depois destas palavras, exclamou em alta voz: Lázaro, vem para fora! E o morto saiu, tendo os pés e as mãos ligados com faixas, e o rosto coberto por um sudário. Ordenou então Jesus: Desligai-o e deixai-o ir embora. (Jo 11,43-44 )

A ressurreição de Lázaro explicada e sobretudo recebida no coração, neste quinto domingo da Quaresma, mostra-nos, de maneira imperfeita, nosso futuro. Para onde nós nos encaminhamos? Não na verdade para um ressucitamento como Lázaro, mas porque cremos em Cristo que é Palavra, Verdade e a Vida, a ressurreição e a vida, esperamos ressuscitar com Ele para a escatologia.

Se nós crêssemos em Jesus apenas neste mundo, seríamos miseráveis. Mas não é assim; nós colocamos as melhores esperanças em Cristo, porque a fé teologal que recebemos no batismo, e que é obra de Deus em nós, afirma-nos intimamente que o destino glorioso de Jesus é o nosso destino também; com uma condição que propõe O autor das pastorais: se com Ele agora sofrermos, com Ele reinaremos; se com Ele agora nos deixarmos crucificar e renunciarmos ao que não convém ao Cristão neste mundo, tomaremos parte em Seu triunfo pascal. O texto de Lázaro é apenas uma antecipação, tanto quanto possível neste mundo, do que nos espera no ato da morte.

22 -   N.T. - PRIMEIRA MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES

Banquete da Vida

Recolheram do que sobrou doze cestos cheios de pedaços de pão, e os restos dos peixes. Foram cinco mil os homens que haviam comido daqueles pães. (Mc 6,43-44)

- No Livro dos Números, texto hoje proposto pela liturgia, os filhos de Israel murmuram contra Moisés no deserto. Têm saudades das cebolas e das carnes do Egito como também da vida que lá viviam, apesar da dura escravidão. Murmuram contra Moisés, porque lá ao menos tinham o que comer e porque agora estão insatisfeitos com o maná que lhes cai do céu. Moisés não suporta o peso de toda essa lamentação e se queixa a Deus: pede-Lhe que o leve deste mundo. Diz a Deus, sem rodeios, que para ele é melhor morrer do que suportar o peso de todos esses israelitas rebelados.

Jesus, no Evangelho de hoje, comporta-Se de maneira distinta e oposta a Moisés. Não Se lamenta quando a multidão se encontra de estômago vazio e não a envia para casa a fim de que se arranje como puder. Orienta Seus discípulos a assumirem a responsabilidade do alimento material para quem O seguiu e ouviu Suas palavras o dia todo: “Dai-lhes vós mesmos de comer” e, apesar da penúria da situação, apenas cinco pães e dois peixes, rende graças a Deus. É interessante esse pormenor: Jesus, aparentemente, não tinha motivo nenhum para render graças a Deus; o que eram cinco pães e dois peixes para saciar aquela multidão? Porém, a partir da ação de graças de Jesus, o pouco que Lhe fora apresentado multiplica-se. Aqueles pães multiplicados por Deus são distribuídos à multidão para que todos comam à saciedade, sobrando ainda pedaços que são recolhidos em cestos.

Aprendamos nós também a render graças a Deus até mesmo quando temos pouco em nossas mãos, porque nossa ação de graças pode transformar aquela insuficiência em algo capaz de saciar-nos e aos que estão ao nosso redor, para além das nossas medidas e para além dos nossos sonhos. Deus não Se deixa vencer em generosidade, mas quer, contudo, que façamos nossa parte e Lhe sejamos agradecidos.

O milagre da multiplicação dos pães é aquele que tem maior atestação nos quatro Evangelhos; é citado duas vezes apenas em Marcos e em Mateus. Evidentemente, a Igreja primitiva não estava interessada em multiplicar pães materiais e repetir esse gesto de Jesus. No entanto, já na fase da pregação oral, anterior aos Evangelhos escritos, esse gesto de Jesus foi considerado como anunciador da Eucaristia.

Os pães materiais podem ser multiplicados por todos os que têm responsabilidade social. Se hoje a humanidade padece fome é por causa da má distribuição de suas riquezas. O que se gasta em armamento nuclear, por exemplo, é mais do que suficiente para saciar todos os famintos. Mas há um pão que nenhum de nós é capaz de produzir: aquele que nos alimenta para a Vida Eterna. É o Corpo de Cristo que Ele próprio nos oferece durante nossa peregrinação neste mundo rumo ao Céu. Não basta, no entanto, comungar. É preciso estar consciente do que se faz e, sobretudo, pedir a Jesus Cristo que, por Sua vez, nos comungue também.

Cada Eucaristia deveria ser para nós um degrau de nossa ascensão à intimidade com Deus.- (*)

– Nós não temos mais instrumentos para reconstruir o fato histórico como efetivamente se deu. Mas isto também não é o mais importante. No texto de Marcos nós temos que Jesus primeiro dirige a Palavra, ensina e depois alimenta aqueles que receberam seu ensinamento. E o que vemos no texto, fazemos todos os dias. Todos os dias a Palavra nos é apresentada. Pode ser que a negligenciemos. Pode ser que não encontremos tempo. Pode ser que tenhamos, ou julguemos ter, coisas mais importantes ou coisas mais necessárias. No entanto, ela está sempre a nosso dispor. Para quem recebe a Palavra em sua revelação, existe também o segundo modo de receber Jesus, complementar que é a Eucaristia. Na Eucaristia, ele continua a alimentar-nos com sua carne imolada e sangue derramado. Alimenta-nos com sua intimidade mais íntima, isto é, nos torna absolutamente íntimos a ele no momento em que morreu e ressuscitou por nós.(*)

O importante é libertar-se do espírito de posse e abrir o coração para a partilha.

 

23 -   N.T. - PIOR DO QUE ANTES- RETORNO DO ESPÍRITO IMPURO

Quando o espírito impuro sai de um homem, ei-lo errante por lugares áridos à procura de um repouso que não acha. Diz ele, então: Voltarei para a casa donde saí. E, voltando, encontra-a vazia, limpa e enfeitada. (Mt 12,43-44)

—Fazer o bem por poucos dias pode estar a nosso alcance de mão, mas perseverar na fé em Cristo nas horas alegres e, sobretudo, nas amarguras da vida e durante toda a existência, que pode ser longa, não é fácil. É preciso, para tanto, uma graça de Deus. Conhecemos pessoas que começaram tão bem a vida em Cristo, mas pouco a pouco foram relaxando, até desertarem completamente nossas fileiras. Não são pessoas conhecidas de todos nós? Não temos desertores a cada dia, em nossa Igreja? Não existem pessoas que nos abandonam, e abandonam a própria vivência da fé? Pois bem, o autor da Carta nos põe de sobreaviso para que nós não nos deixemos contaminar por um relaxamento que, pouco a pouco, sem que o percebamos sequer, nos vá afastando sempre mais de Deus, nos vá tornando sempre mais indiferentes e frios com relação a Deus, assim nos mundanizando sempre mais. Se isto acontecer em nossa vida, teremos verdadeiramente naufragado na fé, e a coroa da Vida Eterna não é prometida àqueles que tiveram bons princípios, mas naufrágio final. A coroa da Eternidade bem aventurada é prometida àqueles que sustentaram uma longa batalha, sem voltarem para trás, e agora recebem de Deus o prêmio do servo ou do servidor fiel e vigilante até o fim.

– Ai de ti, Corazim, ai de ti Betsaida, e tu, Cafarnaum, imaginas por acaso que serás elevada ao céu?” Estas foram cidades à beira do Lago de Jenesaré, local onde Jesus iniciou Seu ministério, e a proclamação do Evangelho do Reino de Deus. Foram cidades, sobretudo a última, Cafarnaum, que O hospedaram por longos dias. Nós poderíamos dizer que aqueles habitantes todos foram privilegiadíssimos. Tiveram, em seu meio, habitando naquele povoado, A Luz do Mundo, O Senhor do Universo, Aquele que é o Salvador de toda a humanidade. E, no entanto, fecharam-se à mensagem de Jesus. Não O reconheceram e não O receberam.

Bem, isto nos diz o Evangelho. Em contrapartida, a sorte dessas cidades que O negligenciaram, será menos tolerável do que a sorte de proverbiais cidades pagãs, como Tiro e Sidônia. Também menos castigada será Sodoma, do que estas cidades. O texto pode ser aplicado também a cada um de nós. É muito comum constatarmos pessoas que, durante um período da vida, viveram uma vida Cristã fervorosa, profunda, eram pessoas de oração, eram pessoas de Eucaristias bem participadas, eram pessoas que viviam a vida sacramental da Igreja. E depois, pouco a pouco, se foram esfriando, até tornarem-se, em não poucos casos, pessoas totalmente indiferentes, frias e distantes da Igreja.

Que terá acontecido com estas pessoas? Porque começaram tão bem e correm agora seríssimo risco de terminar tão mal? É um mistério o coração de cada homem e de cada mulher. Seria melhor que o contrário fosse verdade. Que embora começando mal, terminassem bem. Mas essas pessoas, lamentavelmente, reproduzem, microscopicamente e na própria vida, o que aconteceu com estas cidades, tão privilegiadas, mas que não souberam corresponder às graças que Deus, em Cristo, lhes concedeu. Olhemos Betsaida, olhemos Corazim, mas olhemos também para o coração de cada um de nós, a ver se aquilo lá não se repete aqui também. – (*)

24 - N.T. - Cortar o mal pela raiz

        Se a tua mão for para ti ocasião de queda, corta-a; melhor te é entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para a geena, para o fogo inextinguível  [onde o seu verme não morre e o fogo não se apaga].  (Mc 9,43-44)

Pois como o Pai tem a vida em si mesmo, assim também deu ao Filho o ter a vida em si mesmo, e lhe conferiu o poder de julgar, porque é o Filho do Homem. Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que se acham nos sepulcros sairão deles ao som de sua voz: os que praticaram o bem irão para a ressurreição da vida, e aqueles que praticaram o mal ressuscitarão para serem condenados. (Jo5,26-29)

Fornicação, impureza, libertinagem, brigas, ciúmes, ódio ambição, discórdia,  partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já preveni: os que praticarem não herdarão o reino de Deus! Ao contrario, o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. (Galatas 5,19b-23a)

— Quantos de nós somos incapazes de dar testemunho de Jesus Cristo, testemunho com a palavra; temos vergonha, temos acanhamento, temos respeito humano, amamos mais a glória dos homens do que a glória que vem de Deus. Pde. Fernando Cardoso

— Aqueles que anunciam verdadeiramente a Palavra de Deus, devem anunciá-la com pureza. E a Palavra de Deus, de quando em quando, traz condenação. A Palavra de Deus é séria e Deus não está disposto a ser conivente com quaisquer ações humanas, encerrando depois a história do modo mais brilhante possível.

Ninguém ouse medir forças com Deus; ninguém ouse provocar Deus. Existem limites. Nós dizemos que Deus é bom, que Deus é misericordioso e não quer a perdição de quem quer que seja. Mas também não deseja que um pecador renitente contumaz, continue em uma estrada mortífera que não tem outro desfecho ou outro fim, que não o próprio inferno. E, lamentavelmente, devemos dizer que há muitos por aí construindo já seu próprio inferno. Que não sejamos nós a fazê-lo. – (*)

25 -  N.T.- JESUS DESMASCARA OS HIPRÓCRITAS

Ai de vós, fariseus, que gostais das primeiras cadeiras nas sinagogas e das saudações nas praças públicas! Ai de vós, que sois como os sepulcros que não aparecem, e sobre os quais os homens caminham sem o saber. (Lc 11,43-44)

O Senhor diz tudo em sua apresentação no Salmo 10, nada escapa aos seus olhos, não passa despercebido o que na verdade não possui, e se agem por interesse próprios.

Ai daqueles que fazem longas palestras só para aparecer, mas deixam de lado a justiça e o amor de Deus.

 

26 -   N.T. - A VERDADEIRA ATITUDE RELIGIOSA

E ele chamou os seus discípulos e disse-lhes: Em verdade vos digo: esta pobre viúva deitou mais do que todos os que lançaram no cofre,porque todos deitaram do que tinham em abundância; esta, porém, pôs, da sua indigência, tudo o que tinha para o seu sustento. (Mc 12,43-44)

—Aparentemente, a viúva de que trata o Evangelho de hoje, ao depositar duas moedinhas de pouco valor no cofre de Jerusalém, não tinha motivo nenhum para se envaidecer; pelo contrário, humanamente falando, eram os ricos que poderiam se orgulhar das ofertas generosas depositadas naquele cofre. A pobre viúva, no entanto, não passou despercebida de Jesus que, a partir de um ângulo discreto, a observava atentamente. “Aquela viúva”, disse Ele aos discípulos, “deu mais do que todos os outros, que deram de suas sobras; ela deu tudo o que possuía para viver naquele dia”.

Este texto é curto e, no entanto, denso e nos faz refletir: O que damos nós a Deus? Na verdade, em nosso país sentimos vergonha em certos lugares ao contar a coleta – existe uma quantidade enorme de moedas de 10 e 25 centavos. Não estou me lamentando, estou apenas levantando uma questão: o que damos a Deus?

Damos de nossas sobras, damos o melhor do nosso tempo ou o pior? Damos a partir de algum sacrifício ou estamos interessados em uma graça ou favor Seu? Comportamo-nos com Deus como aquele filho mercantilista que olha todos os dias para as mãos do seu pai a ver o que consegue de lá arrancar para si? Damos a Deus as poucas sobras de nossa existência? Existem, porém, pessoas generosíssimas para com Deus; pessoas que dão a Deus a melhor atenção, o melhor tempo, a melhor disposição, o melhor afeto e o coração todo inteiro, mas, não posso afirmar que sejam maioria; muitos devem hoje corar de vergonha diante deste texto, porque não imitam aquela pobre mulher; dão pouco demais, não são generosos para com Deus. Deus não exige de nenhum de nós coisas espetaculares, coisas que estão bem além do nosso alcance, coisas extraordinárias; Deus pede que, a partir do dia a dia – ainda que seja a partir da pobreza – mas, com muito amor, nós Lhe ofereçamos o melhor de nós. Eis um texto que nos faz refletir. (*)

Dar em “esmola” então é bem mais que consignar valores monetários, é o fruto que brota espontâneo no coração do discípulo que entendeu a presença de Deus na sua vida como o maior tesouro (recordamos que o coração na Escritura é o lugar onde se tomam as decisões fundamentais). Dar em esmola é próprio do discípulo que, possuindo o Senhor em sua vida como centro, vê o mundo com o Seu olhar, um olhar de compaixão e desprendimento. É próprio do discípulo que tem um olhar de amor que vê a Deus como tesouro e vê o outro como amado por Deus: «onde estiver o vosso tesouro, aí estará o vosso coração». É o agir que nasce da contemplação do reinar de Deus em nossa vida.

5  - A.T. -JEREMIAS 43-44 

Não é aconselhável ignorar a voz do Senhor

 

Desde o início, contudo, jamais cessei de enviar-vos os profetas, meus servos, a fim de dizer-vos que não devíeis cometer tão detestáveis abominações. Não me escutaram, porém, e nem deram ouvidos, recusando abandonar sua maldade e cessar de oferecer incenso a deuses estranhos.(Jr 44,4-5).

--Existem pessoas que jamais se puseram seriamente diante de um Deus que lhes fala e seriamente se perguntaram se, com a própria vida, respondem a este Deus ou não; pessoas que jamais pararam ou se detiveram um minuto apenas a ouvir a Palavra de Deus. Sim, ouvidos afinadíssimos para ouvir o evangelho do mundo, para ouvir conversas perniciosas, para ouvir tudo aquilo que é inútil e não nos faz crescer. Quantos programas de televisão, quantas conversas inúteis, se não perniciosas? Realmente, para isto estes ouvidos estavam afinados, para ouvir a Palavra de Deus não tinham tempo.(Pde. Fernando Cardoso)

A revista Cidade Nova, de 01/2010, publicou que um jovem focolarino, médico, uruguaio, vivendo no Brasil, em 2002 em Santa Maria do Gurupá (SP) foi cruelmente assassinado ao dar carona a dois homens assaltantes, que depois de presos, um dos assaltantes (conseqüências das más companhias (1Cor 15,34) revelou que ficou impressa em sua mente, levando-o ao arrependimento a seguinte frase dita por aquele que assassinaram: “ Eu sou de Deus… a minha vida, a sua, a nossa, valem mais do que qualquer outra coisa. Se arruinarem a minha vida, arruinarão também a de vocês”

1Decorria o sétimo mês. Ismael, filho de Natanias, filho de Elisama, de linhagem real e um dos grandes do rei, apresentou-se, acompanhado de dez homens, diante de Godolias, filho de Aicão, em Masfa, e juntos comeram.2 Então Ismael, filho de Natanias, e seus dez companheiros, a golpes de espada, atentaram contra a vida de Godolias, filho de Aicão, filho de Safã. E assim mataram aquele que o rei de Babilônia nomeara governador da terra,3 bem como todos os judeus que estavam com ele. Ismael matou, igualmente, todos os guerreiros caldeus que lá se encontravam.4 Dois dias depois da morte de Godolias, quando ainda todos a ignoravam,5 chegou a Siquém, de Silo e de Samaria um grupo de oitenta homens, de barba raspada, vestes rasgadas e o rosto desfigurado. Traziam oferendas e incenso para a casa do Senhor 6 Ismael, filho de Natanias, saiu de Masfa ao encontro deles, banhado em lágrimas. Quando, afinal, os encontrou, disse-lhes: Vinde a Godolias, filho de Aicão.7 Apenas, porém, chegaram ao meio da cidade, mandou Ismael decapitá-los, e lançar seus corpos em uma cisterna.8 Entre as vítimas, contudo, encontravam-se dez homens que disseram a Ismael: Não nos mates. Temos no campo provisões escondidas de trigo, cevada, azeite e mel. Diante disso, suspendeu Ismael o massacre e não os matou como os demais, seus irmãos.9 A cisterna em que Ismael lançara os cadáveres dos homens que matara era imensa e fora perfurada pelo rei Asa, quando se defendia contra Baasa, rei de Israel. Foi essa cisterna que Ismael encheu de cadáveres.10 Em seguida, aprisionou quantos ainda restavam em Masfa, as princesas reais e toda a população que lá ficara, entregue por Nabuzardã, chefe dos guardas, aos cuidados de Godolias, filho de Aicão. Conduzindo seus cativos, pôs-se Ismael a caminho das terras dos filhos de Amon.11 Ante a notícia de todo o mal que cometera Ismael, filho de Natanias, Joanã, filho de Carée e os oficiais de guerra que o acompanhavam12 reuniram todos os seus homens a fim de atacar Ismael, filho de Natanias. Alcançaram-no perto da piscina de Gabaon.13 Quando todo o povo que estava com Ismael avistou Joanã, filho de Carée, e todos os oficiais de guerra que vinham com ele, encheu-se de alegria.14 E a multidão que Ismael trouxera de Masfa abandonou-o e foi unir-se a Joanã, filho de Carée.15 Entretanto, Ismael, filho de Natanias, conseguiu escapar de Joanã, com mais oito homens, fugindo para a terra dos filhos de Amon.16 Então, Joanã, filho de Carée, e os oficiais que o acompanhavam, puseram-se à testa da tropa de sobreviventes de que Ismael, filho de Natanias, se apoderara em Masfa, após o assassínio de Godolias, filho de Aicão. Guerreiros, mulheres, crianças e eunucos, fê-los todos regressar de Gabaon.17 Puseram-se então a caminho, detendo-se em Camaã, nas proximidades de Belém, para de lá se retirarem para o Egito.18 Queriam assim furtar-se aos caldeus, dos quais receavam represálias, dado que Ismael, filho de Natanias, assassinara Godolias, filho de Aicão, nomeado para governar a terra pelo rei de Babilônia (Jr 41,1-18)

27  -    N.T. - O FILHO DO HOMEM VAI SER ENTREGUE

Todos ficaram pasmados ante a grandeza de Deus. Como todos se admirassem de tudo o que Jesus fazia, disse ele a seus discípulos: Gravai nos vossos corações estas palavras: O Filho do Homem há de ser entregue às mãos dos homens!(Lc 9,43-44)

Muitos são indiferentes ao poder divino e ao martírio de Jesus.

Toda manhã olhar para o Céu, dar gloria a Deus, reconhecer a Sua grandeza, a existência embora invisível aos nossos olhos.

28 - N.T. – VIGILÂNCIA E RESPONSABILIDADE

Estai, pois, preparados, porque, à hora em que não pensais, virá o Filho do Homem. 43 Feliz daquele servo que o senhor achar procedendo assim, quando vier! 44 Em verdade vos digo: confiar-lhe-á todos os seus bens. Mas, se o tal administrador imaginar consigo: Meu senhor tardará a vir, e começar a espancar os servos e as servas, a comer, a beber e a embriagar-se, o senhor daquele servo virá no dia em que não o esperar e na hora em que ele não pensar, e o despedirá e o mandará ao destino dos infiéis. O servo que, apesar de conhecer a vontade de seu senhor, nada preparou e lhe desobedeceu será açoitado com numerosos golpes. Mas aquele que, ignorando a vontade de seu senhor, fizer coisas repreensíveis será açoitado com poucos golpes. Porque, a quem muito se deu, muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém, dele mais se há de exigir (Lc12,40.43-48).

 

“Precisamos de uma Igreja capaz de fazer companhia, de ir para além da simples escuta; uma Igreja, que acompanha o caminho das pessoas, especialmente aquelas que padecem as dores deste nosso tempo”.(Papa Francisco)

O Papa Francisco disse: "Eu quero agito nas dioceses, que vocês saiam às ruas. Eu quero que a Igreja vá para as ruas, eu quero que nós nos defendamos de toda acomodação, imobilidade, clericalismo. Se a Igreja não sai às ruas, se converte em uma ONG. A igreja não pode ser uma ONG".

“Um cristão, se não for revolucionário nos tempos atuais, não é cristão” Papa Francisco.

Cristo ama efusivamente a gente que ele confia à nossa responsabilidade. Não podemos decepcionar a esperança em nós depositada.

A Igreja tem as suas raízes no ensinamento dos Apóstolos, testemunhas autênticas de Cristo, mas olha para o futuro, tem a firme consciência de ser enviada – enviada por Jesus – a ser missionária, levando o nome de Jesus com a oração, o anúncio e o testemunho. Uma Igreja que se fecha em si mesma e no passado ou uma Igreja que olha somente para as pequenas regras de hábitos, de atitudes é uma Igreja que trai a própria identidade; uma Igreja que trai a própria identidade! Então, redescubramos hoje toda a beleza e a responsabilidade de ser Igreja apostólica! E lembrem-se: Igreja apostólica porque rezamos – primeira tarefa – e porque anunciamos o Evangelho com a nossa vida e com as nossas palavras. (Papa Francisco)

A Igreja é apostólica porque é enviada a levar o Evangelho a todo o mundo. Continua no caminho da história a mesma missão que Cristo confiou aos Apóstolos: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que eu vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28, 19-20). Isto é aquilo que Jesus nos deu para fazer! Insisto neste aspecto da missionariedade, porque Cristo convida todos a “ir” ao encontro dos outros, envia-nos, pede-nos para nos movermos e levar a alegria do Evangelho! Mais uma vez perguntemo-nos: somos missionários com a nossa palavra, mas, sobretudo, com a nossa vida cristã, com o nosso testemunho? Ou somos cristãos fechados no nosso coração e nas nossas igrejas, cristãos de sacristia? Cristãos só nas palavras, mas que vivem como pagãos? Devemos fazer-nos estas perguntas, que não são uma repreensão. Também eu digo a mim mesmo: como sou cristão, com o testemunho verdadeiro?

Cada um, ao assumir no dia a dia as tarefas e, sobretudo, as pessoas que Deus lhe confiou, está preparando sua eterna e feliz presença junto a Cristo, como está escrito em Lc. 13,37 e 22,27, “o Senhor que serve” (o único que serve de verdade).

E essa vigilância consiste na fidelidade no serviço confiado a cada um (Mt. 24,43-51; 25,1-13)

O Senhor espera de nós uma conversão sincera e uma correspondência cada vez mais generosa: espera que estejamos vigilantes para que não adormeçamos na frouxidão, para que andemos sempre despertos.

Buscamos a eternidade, não ignorando a presença de Jesus em nosso meio, não se isolar, não se desanimar diante das dificuldades da vida, tenhamos fé, assim preparamos nosso encontro com o Pai.

-- Quem conhecia a vontade do Senhor e, contudo, não se preparou será castigado severamente, e o que não conhecia essa vontade se salva pela ignorância; a quem muito se deu, muito lhe será pedido; a quem pouco se deu, pouco lhe será pedido.

Essa vigilância há de ser contínua, perseverante, porque contínuo é o ataque do demônio que, “como um leão que ruge, dá voltas buscando a quem devorar” (1Pd. 5,8). “Vela com o coração, vela com a fé, com a caridade, com as obras; prepara as lâmpadas, cuida de que não se apaguem, alimenta-as com o azeite interior de uma reta consciência; permanece unido ao Esposo pelo Amor, para que Ele te introduza na sala do banquete, onde a tua lâmpada nunca se extinguirá” (Santo Agostinho).

Não devemos ficar preocupados com o dia ou a hora da morte. Deus quis ocultar o momento da morte de cada um e do fim do mundo. Imediatamente depois da morte, todo homem comparece para o juízo particular: “Assim, está estabelecido que os homens morram uma só vez; e depois disto, o juízo” (Hb. 9,27). Daí o cristão não poder aceitar a reencarnação! Quem morre não volta mais! Morre-se uma só vez! Estejamos preparados para esse encontro definitivo com o Senhor. Ele pedirá contas a cada um segundo as suas circunstâncias pessoais: todo o homem tem nesta vida uma missão para cumprir; dela teremos de responder diante do tribunal divino e seremos julgados segundo os frutos, abundantes ou escassos, que tenhamos dado.

O discípulo que permanece de prontidão predispõe-se para encontrar o Senhor, qualquer que seja a hora em que ele chegue. Quem age assim, é chamado de "bem-aventurado", pois experimentará a alegria de ser acolhido pelo Senhor que vem. Por conseguinte, nada de se deixar seduzir pelas riquezas, a ponto de se esquecer desse encontro com ele.

Ficai preparados!” Todas essas palavras nos convidam ao desapego, à vigilância, à atitude de disponibilidade, de entrega e esperança diante de Deus. E como tudo isso é difícil, num mundo que propõe como ideal de vida o conforto, a fartura de bens, o individualismo, a confiança somente no que se vê, a dispersão interior e exterior! Como os adultos podem prender o coração às coisas de Deus, empanturrando-se de dispersão, de novelas e de futilidades mundanas? Como rezar bem se nos apegamos ao conforto desmesurado? Como manteremos nosso fervor dispersos em mil bobagens? Como seremos realmente fortes na fé sem combater nossos vícios? Como estaremos prontos para levar cruz na doença, nas dificuldades da vida conjugal, no desafio da educação dos filhos, na luta do combate aos vícios, na busca sincera de sermos retos, decentes e honestos por amor de Cristo? Como viver tudo isso sem a vigilância? Como permanecer firmes na fé católica sem a oração e a procura das coisas de Deus? O Senhor virá na noite desse mundo: “E caso chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão” se nos encontrar vigilantes! Vigiemos, portanto!

      Esta advertência é para todos, e de modo especial, para nós, pastores do rebanho, a quem o Senhor constituiu “administrador fiel e prudente”. Que não caiamos na ilusão de pensar:“ Meu patrão está demorando” e nos entreguemos à infidelidade! Não temamos; vigiemos, sejamos fiéis até o fim! Não reneguemos o Evangelho! – Eis o apelo do Senhor hoje! (Papa Bento XVI 

29 -   N.T - A MANIFESTAÇÃO DE JESUS PROVOCA DIVISÃO

Outros diziam: Este é o Cristo. Mas outros protestavam: É acaso da Galiléia que há de vir o Cristo? Não diz a Escritura: O Cristo há de vir da família de Davi, e da aldeia de Belém, onde vivia Davi? Houve por isso divisão entre o povo por causa dele. Alguns deles queriam prendê-lo, mas ninguém lhe lançou as mãos. Voltaram os guardas para junto dos príncipes dos sacerdotes e fariseus, que lhes perguntaram: Por que não o trouxestes?(Jo 7,41-45)

Existem hoje em dia pessoas que não têm liberdade de optar pelo Cristianismo; países que não respeitam os Direitos Humanos; nações que não aceitam a Carta de São Francisco e a liberdade de consciência ou liberdade religiosa; e muitos que sofrem por serem cristãos e discípulos do Senhor. Jesus prossegue dizendo que haverá divisão e choque entre os membros de uma mesma comunidade. Exatamente naquela célula sacrossanta onde deveriam reinar o amor e a concórdia, o respeito e a solidariedade haverá divisão: pai contra filho, mãe contra filha, nora contra sogra e tudo isso por causa de Jesus. Esta é também uma realidade dos tempos de hoje em nossa Igreja e em muitas famílias instaura-se a divisão por motivos eminentemente religiosos, com pais que não aceitam a vocação religiosa de filhos ou filhas. Conheci pessoas que preferiam ver o filho morto a vê-lo num seminário ou numa casa religiosa.

O Evangelho de Lucas nos diz que o final será esse, o que não significa que estejamos já nos últimos dias da nossa história, porque nem sabemos a que distância estamos do Apocalipse; no entanto, estes sinais deverão estar sempre presentes para que cada geração – e isso é importante notar – sinta-se a última geração. Isso é salutar, é didático para nós. Só vivemos uma geração, depois da qual tudo estará encerrado para nós.­(Pde. Fernando C.Cardoso)

 

30  -  N.T. - A MENTIRA ESCRAVIZA

O Senhor nos ama e perdoa, e a missão continua aos discípulos de Jesus (Lucas 10,1-12), para resgatar os afastados (Is 43-44), até os que não querem compreender vivem obstruindo, impedindo a divulgação da Palavra de Deus, mas Jesus diz: - Por que não compreendeis a minha linguagem? É porque não podeis ouvir a minha palavra. Vós tendes como pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai. Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele. Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira. ( Jo 8,43-44)

Cada vez mais nossa sociedade se paganiza, cada vez mais rejeita o cristianismo, cada vez mais fortemente apostata da fé na qual foi plasmada e cada vez menos compreende o Evangelho e suas exigências.

“Em verdade, em verdade vos digo: se alguém guardar a minha palavra não verá jamais a morte” (Jo 8,51)

A vida só é perfeita quando vivida sob a luz do Evangelho.

O diabo é aquele que se opõe à vontade de Deus e se absolutiza, ocupando o lugar de Deus e criando uma sociedade mentirosa e assassina, que adora ídolos opressores, e ê incapaz de assimilar a mensagem libertadora de Jesus. (Bíblia Sagrada)

 

31 – n.t. CONFIRMAÇÃO

FILHO DE DEUS PAI, CONCEBIDO PELO ESPIRITO SANTO  - JESUS ESTA SENTADO A DIREITA DE DEUS PAI,   E VIRÁ JULGAR OS VIVOS E OS MORTOS

41 Como os fariseus se agrupassem, Jesus interrogou-os: 42 Que pensais vós de Cristo? De quem é filho? Responderam: De Davi! 43 Como então, prosseguiu Jesus, Davi, falando sob inspiração do Espírito, chama-o Senhor, dizendo: 44 O Senhor disse a meu Senhor: Senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos por escabelo dos teus pés (Sl 109,1)? 45 Se, pois, Davi o chama Senhor, como é ele seu filho?.(Mt 22,41-45)

Ao atender a solicitação de um sacerdote para uma introdução a Sua manifestação o Senhor se antecipou e da a conclusão do seu poder: Salmo 10 (Heb 11):Eis que os maus entesam  seu arco e ajustam a flecha na corda, para ferir, de noite, os que têm o coração reto. Quando os próprios fundamentos se abalam, que pode fazer ainda o justo? Entretanto, o Senhor habita em seu templo, o Senhor tem seu trono no céu. Sua vista está atenta, seus olhares observam os filhos dos homens. O Senhor sonda o justo como o ímpio, mas aquele que ama a injustiça, ele o aborrece. Sobre os ímpios ele fará cair uma chuva de fogo e de enxofre; um vento abrasador de procela será o seu quinhão. Porque o Senhor é justo, ele ama a justiça; e os homens retos contemplarão a sua face (Salmo 10,2-7)

32 – N.T. CONFIRMAÇÃO

FILHO DE DEUS PAI, CONCEBIDO PELO ESPIRITO SANTO  - JESUS ESTA SENTADO A DIREITA DE DEUS PAI,   E VIRÁ JULGAR OS VIVOS E OS MORTOS

 

. 41 Jesus perguntou-lhes: Como se pode dizer que Cristo é filho de Davi? 42 Pois o próprio Davi, no livro dos Salmos, diz: Disse o Senhor a meu Senhor: Senta-te à minha direita, 43 até que eu ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés (Sl 109,1). 44 Portanto, Davi o chama de Senhor! Como, pois, é ele seu filho? 45 (Lc 20,41-45)

      Muitos  são indiferentes a   Jesus, e Ele diz: Se aqueles dias não fossem abreviados, criatura alguma escaparia; mas por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados (Mt 24,22). Estejamos vigilantes quanto a Sua próxima vinda, quando aparecerá nas nuvens do céu, revestido de poder e majestade. Naquele tremendo e glorioso dia, passara o mundo presente e surgira novo céu e nova terra.  Não O releguemos a segundo plano, com a preocupação do desejo de ter e ser, ou aproveitar enquanto o Senhor da vinha não vem (Mc 12,1-10)

 

 

33  -   N.T. - A DECISÃO PELO REINO DO CÉU.

Então Jesus, deixando as multidões, entrou em casa. E os seus discípulos chegaram-se a ele, pedindo-lhe: “Explica-nos a parábola do joio no campo”. Ele, respondeu: disse: “O que semeia a boa semente é o Filho do Homem. O campo é o mundo. A boa semente são os filhos do Reino. O joio são os filhos do maligno. O inimigo que o semeou é o Diabo. A colheita é o fim do mundo. Os ceifadores são os anjos. E assim como se recolhe o joio para jogá-lo no fogo, assim será no fim do mundo. O Filho do Homem enviará seus anjos, que retirarão de seu Reino todos os escândalos e todos os que fazem o mal e os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes. Então, no Reino de seu Pai, os justos resplandecerão como o sol. Aquele que tem ouvidos, ouça. O Reino dos céus é também semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo (Mt 13,36-44)

“Quem semeia a boa semente é o Filho do Homem.” E o leitor compreende, perfeitamente, a atividade do Jesus terrestre.

-O campo é o mundo, tanto à época de Jesus, quanto em nossa época. Lá, era Jesus, agora, somos os enviados de Jesus quem semeamos a boa semente. A boa semente são os filhos do Reino, isto é, aqueles que se convertem, efetivamente, para Deus; são aqueles que foram arrancados do poder das trevas, e transferidos para o Reino do Filho amado. O joio são os filhos do maligno. O diabo, caríssimos irmãos, não gera filhos como Deus, não tem essa capacidade, mas é uma maneira esta, alegórica, de dizer que todos aqueles que praticam a iniqüidade, colocam-se em uma espécie de raio de ação, que tem como epicentro Satanás. A colheita representa o fim do mundo, enquanto aqueles que colhem, são os anjos de Deus. O bom trigo será recolhido no celeiro eterno, enquanto a erva daninha, que para nada prestava, será banida e lançada ao fogo.

Isto acontecerá no dia do julgamento reservado ao Filho do Homem. A Ele compete julgar esta história, e colocar-lhe um ponto final. Nós não sabemos como esta história se encaminha, como será seu futuro, e qual será seu ponto final. No entanto, a fé nos diz que Jesus Cristo, Senhor da história por tê-la recebido das mãos do Pai, após a ressurreição, fará um último e definitivo julgamento. A partir daquele momento, separar-se-ão de vez e para sempre, uns dos outros. Por enquanto, ainda há tempo para escolhermos onde exatamente gostaríamos de nos encontrar.- Padre Fernando Cardoso (*)

Reflitamos quanto à consciência que devemos ter do nosso tempo de vida terrena, e conscientizarmos de que o nosso tempo presente deve ser um tempo útil à nossa caminhada rumo à eternidade. É importante aproveitamos bem este tempo, pois ele é o único tempo que possuímos como espaço sagrado que Deus nos concede para construirmos o nosso tesouro no céu.

 

 

34 -   N.T – QUANDO O SENHOR DA VINHA VOLTAR

A vinha do Senhor é a Igreja, que Ele mesmo plantou com todo o amor de Pai. A fé consiste na obediência ao Senhor, que a salva.

Ouvi outra parábola: havia um pai de família que plantou uma vinha. Cercou-a com uma sebe, cavou um lagar e edificou uma torre. E, tendo-a arrendado a lavradores, deixou o país. Vindo o tempo da colheita, enviou seus servos aos lavradores para recolher o produto de sua vinha. Mas os lavradores agarraram os servos, feriram um, mataram outro e apedrejaram o terceiro. Enviou outros servos em maior número que os primeiros, e fizeram-lhes o mesmo. Enfim, enviou seu próprio filho, dizendo: Hão de respeitar meu filho. Os lavradores, porém, vendo o filho, disseram uns aos outros: Eis o herdeiro! Matemo-lo e teremos a sua herança! Lançaram-lhe as mãos, conduziram-no para fora da vinha e o assassinaram. Pois bem: quando voltar o senhor da vinha, que fará ele àqueles lavradores? Responderam-lhe: Mandará matar sem piedade aqueles miseráveis e arrendará sua vinha a outros lavradores que lhe pagarão o produto em seu tempo. Jesus acrescentou: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular; isto é obra do Senhor, e é admirável aos nossos olhos (Sl 117,22)? Por isso vos digo: ser-vos-á tirado o Reino de Deus, e será dado a um povo que produzirá os frutos dele. [Aquele que tropeçar nesta pedra, far-se-á em pedaços; e aquele sobre quem ela cair será esmagado] (Mt 21,33-44).

-É uma alusão claríssima ao que foi feito com Jesus crucificado fora das portas de Jerusalém. Que fará então o Rei com estes homicidas? Fará perecer miseravelmente esses assassinos, e arrendará a vinha a outros operários, mais solícitos, mais dóceis, que possam produzir fruto abundante. “O Reino dos Céus vos será tirado e será entregue a um povo que produza fruto.” É o epílogo da triste história das relações sempre mais tensas e, por final, completamente opostas entre Jesus e Israel, que deixou de ser, com exclusividade, o povo de Deus.

O Reino foi-lhe tirado e, em seu lugar, entraram as Nações. Mas, em primeiro lugar, não podemos nos manifestar de maneira vaidosa ou orgulhosa pois, assim como aconteceu com eles, se não nos portamos bem, o Reino nos será tirado também. E isto vale, sobretudo, para a Igreja Católica em sua posição atual. Existiram e existem lugares onde o Catolicismo foi, no passado, um celeiro de fervor e até de vocações. E hoje, lamentavelmente, quase não há mais nada. Eu me refiro, por exemplo, à situação atual da Igreja nos Países Baixos da Europa. O Reino vos será tirado e será entregue a um povo mais solícito e mais dócil a Deus. Cada um de nós pode aplicar-se a si também este texto e se perguntar se está correspondendo, nesta Quaresma, ao que Deus espera de si. Caso contrário, saibamos que existem pessoas que, se tivessem recebido o que recebemos nós, quem sabe seriam muito melhores e teriam já feito muito maiores progressos do que nós. Padre Fernando J. Cardoso(*)

6 -  A.T. - EZEQUIEL 43-44

Todos são chamados a conversão, a manter a vigilância, pois a volta do Senhor é certa :

Filho do homem, disse-me (a voz), é aqui o lugar do meu trono, o lugar onde pus a planta dos meus pés, minha morada definitiva entre os israelitas. De hoje em diante, nem o povo de Israel, nem seus reis profanarão mais o meu santo nome pelas suas fornicações nem pelos cadáveres de seus reis, seus lugares altos, pondo seu limiar junto ao meu limiar, e sua porta junto à minha porta, não havendo entre mim e eles senão um muro. É assim que manchavam o meu santo nome pelas abominações que cometiam. Por isso exterminei-os em minha cólera. (Ez 43,7-8)

 

A restauração do templo: o santuário

 

1Depois (este homem) me fez entrar no templo, cujas pilastras mediu; tinham seis côvados de largura de um lado, e seis côvados de largura do outro lado, largura da tenda.2 A largura da entrada era de dez côvados; os dois lados da porta tinham ambos cinco côvados. Ele mediu a extensão do templo: quarenta côvados; e sua largura, vinte côvados.3 Em seguida, penetrou no interior e mediu as pilastras da entrada: dois côvados; depois a porta: seis côvados, com uma largura de sete côvados.4 Mediu aí a extensão de vinte côvados e uma largura de vinte côvados do lado do templo, e me disse: É o santo dos santos.5 Mediu a parede do edifício: seis côvados, e a largura do edifício lateral que rodeia a torre do templo: quatro côvados.6 As câmaras laterais, superpostas, eram em número de três vezes trinta. Elas tocavam numa parede construída em torno de todo o edifício, de modo a se apoiar nela sem tocar a parede do templo.7 À medida que subia, a largura aumentava de um andar a outro, porque o templo tinha uma galeria circular em cada andar, de sorte que a largura do edifício era mais considerável em cima; subia-se do andar inferior ao superior pelo meio.8 Eu vi em redor do templo uma fiada saliente. Eram os fundamentos das câmaras laterais, que mediam uma cana inteira, seis côvados.9 A espessura da parede exterior do edifício lateral era de cinco côvados. A esta se ajuntava o alicerce do edifício lateral do templo.10 O espaço não construído até as câmaras laterais era de vinte côvados, em toda a volta do templo.11 As portas do edifício lateral davam para a fiada, formando uma entrada para o norte e uma entrada para o sul. A largura dessa fiada era de cinco côvados em todo o redor.12 A construção que se elevava defronte do espaço livre, a ocidente, era da largura de setenta côvados; o muro que o cercava era da espessura de cinco côvados e do comprimento de noventa.13 Ele mediu o templo, que tinha uma extensão de cem côvados, o espaço livre, a construção e suas paredes, tendo também um comprimento de cem côvados.14 A largura da fachada do templo, com o espaço livre do lado do oriente, era de cem côvados.15 Ele mediu o comprimento do edifício diante do espaço livre que estava atrás da construção, com as galerias de uma e outra parte: cem côvados.16 O interior do templo, os vestíbulos do átrio, os limiares, as janelas gradeadas e as galerias em volta nos três lados diante dos limiares, eram forradas de madeira, do chão até as janelas, as quais estavam fechadas.17 Acima da porta, no interior e no exterior do templo, e por toda a parede em redor, por dentro e por fora, tudo estava coberto de figuras:18 querubins e palmas, uma palma entre dois querubins. Os querubins tinham duas faces:19 uma figura humana de um lado, voltada para a palmeira, e uma face de leão voltada para a palmeira, do outro lado, esculpidas em relevo em toda a volta do templo.20 Desde o piso até acima da porta, havia representações de querubins e palmeiras, assim como na parede do templo.21 A porta do templo era de ângulos retos. Diante do santuário, havia alguma coisa como um altar de madeira.22 Sua altura era de três côvados, enquanto a largura era de dois côvados. Havia ângulos (protuberantes); sua base e suas paredes eram de madeira. Disse-me o homem: É aqui a mesa que está diante do Senhor.23 O templo e o santo dos santos tinham cada um uma porta,24 e cada porta era de dois batentes, que tinham duas bandeiras, duas bandeiras para cada batente.25 Assim como nas paredes, querubins e palmeiras eram figurados nas portas do templo. Na fachada do vestíbulo no exterior, havia um anteparo de madeira.26 Havia janelas gradeadas e palmeiras de uma e outra parte, nos lados do vestíbulo, nas câmaras laterais do templo, e nos anteparos.(Ez 41,1-26)

35 -    N.T – VIGIAR PARA NÃO SER SURPREENDIDO

Quanto àquele dia e àquela hora, ninguém o sabe, nem mesmo os anjos do céu, mas somente o Pai. Assim como foi nos tempos de Noé, assim acontecerá na vinda do Filho do Homem. Nos dias que precederam o dilúvio, comiam, bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. E os homens de nada sabiam, até o momento em que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim será também na volta do Filho do Homem. Dois homens estarão no campo: um será tomado, o outro será deixado. Duas mulheres estarão moendo no mesmo moinho: uma será tomada a outra será deixada. Vigiai, pois, porque não sabeis a hora em que virá o Senhor. – Sabei que se o pai de família soubesse em que hora da noite viria o ladrão, vigiaria e não deixaria arrombar a sua casa. Por isso, estai também vós preparados porque o Filho do Homem virá numa hora em que menos pensardes. (Mt 24, 36-44).

Jesus sofreu, morreu e ressuscitou para a nossa salvação e virá com poder e Glória para julgar os vivos e os mortos, pelo que observamos pode estar próximo, mas para muitos o fim pode ser antecipado pela morte, da qual ninguém escapa. O importante e enquanto há vida terrestre se decida pela vida eterna no Reino do Céu.

 36 -    N.T - O ÚLTIMO JULGAMENTO

Quando o Filho do Homem voltar na sua glória e todos os anjos com ele sentar-se-á no seu trono glorioso. Todas as nações se reunirão diante dele e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. Colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda.

Então o Rei dirá aos que estão à direita: – Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim. Perguntar-lhe-ão os justos: – Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos peregrino e te acolhemos, nu e te vestimos? Quando foi que te vimos enfermo ou na prisão e te fomos visitar?

Responderá o Rei: – Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes. Voltar-se-á em seguida para os da sua esquerda e lhes dirá: – Retirai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos. Porque tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber; era peregrino e não me acolhestes; nu e não me vestistes; enfermo e na prisão e não me visitastes. Também estes lhe perguntarão: – Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, peregrino, nu, enfermo, ou na prisão e não te socorremos? E ele responderá: – Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que deixastes de fazer isso a um destes pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer. E estes irão para o castigo eterno, e os justos, para a vida eterna (Mt 25,31-46).

—Esse julgamento final que nós não esperamos para os nossos dias, é bom dizer, antecipa-se por ocasião da morte de cada um. Sim, por ocasião de nossa morte, dá-se para cada um de nós o fim do mundo pessoal. O meu fim do mundo se antecipa ou se antecipará, no dia em que eu partir, definitivamente, deste mundo. E naquele momento também não haverá mais ocasião para o arrependimento e, sobretudo, a revisão de vida.

Todo o bem ou o mal que nós fizermos ao longo da nossa existência se incorpora, definitivamente, à nossa biografia. É a única biografia que teremos, pois só vivemos uma única vez e é lamentável examinar a biografia, ainda que incompleta, de tantos seres humanos pelo mundo. Quantos capítulos abandonados, quantos capítulos mal escritos, quanto tempo de vida mal vivida. Que biografia desedificante; que biografia desencorajante

Enquanto temos tempo, tratemos de acrescentar capítulos mais belos, através de uma conversão profunda que modifique radicalmente a nossa posição diante de Deus. Ainda temos tempo. O julgamento ainda é futuro e Deus não colocou, por enquanto, um ponto final em nossas existências. O prolongamento que nos dá é um tempo de graça que nos concede. (*)

--Perdemos o sentido da responsabilidade fraterna; caímos na atitude hipócrita do sacerdote e do levita de que falava Jesus na parábola do Bom Samaritano: ao vermos o irmão quase morto na beira da estrada, talvez pensemos «coitado» e prosseguimos o nosso caminho, não é dever nosso; e isto basta para nos tranqüilizarmos, para sentirmos a consciência em ordem. A cultura do bem-estar, que nos leva a pensar em nós mesmos, torna-nos insensíveis aos gritos dos outros, faz-nos viver como se fôssemos bolas de sabão: estas são bonitas, mas não são nada, são pura ilusão do fútil, do provisório. Esta cultura do bem-estar leva à indiferença a respeito dos outros; antes, leva à globalização da indiferença. Neste mundo da globalização, caímos na globalização da indiferença. Habituamo-nos ao sofrimento do outro, não nos diz respeito, não nos interessa, não é responsabilidade nossa!

Herodes semeou morte para defender o seu bem-estar, a sua própria bola de sabão. E isto continua a repetir-se... Peçamos ao Senhor que apague também o que resta de Herodes no nosso coração; peçamos ao Senhor a graça de chorar pela nossa indiferença, de chorar pela crueldade que há no mundo, em nós, incluindo aqueles que, no anonimato, tomam decisões socioeconômicas que abrem a estrada aos dramas como este. «Quem chorou?» Quem chorou hoje no mundo? pedimos perdão pela indiferença por tantos irmãos e irmãs; pedimo-Vos perdão, Pai, por quem se acomodou, e se fechou no seu próprio bem-estar que leva à anestesia do coração; pedimo-Vos perdão por aqueles que, com as suas decisões a nível mundial, criaram situações que conduzem a estes dramas. Perdão, Senhor!

Encontrarmos, nós, o Senhor que nos consola e irmos consolar o povo de Deus: esta é a missão. Hoje as pessoas precisam certamente de palavras, mas sobretudo têm necessidade que testemunhemos a misericórdia, a ternura do Senhor, que aquece o coração, desperta a esperança, atrai para o bem. A alegria de levar a consolação de Deus!

-Saibamos distinguir o que recebemos de Deus, através de nossos atos, e transformemos em misericórdia e gratuidade, para os necessitados, para o nosso próximo, para que naquele dia, do julgamento final, Deus nos coloque “do lado dos benditos de Meu Pai” e não “do lado dos malditos” que devem ir para o fogo eterno.

- O Senhor neste texto nos adverte sobre a falta de caridade, com a formação de uma comunidade cristã poderíamos praticá-la com toda segurança o que nos leva a salvação, mas se continuarmos a viver numa cidade como Ninive daquele tempo não conseguiremos entrar no Reino do Céu.

Dentro de um tempo longo, porém não indeterminado, uma cidade que teima em voltar as costas para Deus, uma cidade que teima em afastar completamente Deus, e até mesmo Sua sombra, uma cidade que deseja assumir a maioridade da existência histórica, sem Deus, é uma cidade, seja ela qual for – Nínive no passado e as nossas no presente – fadada a ter um final trágico. E este final trágico nós, de alguma maneira, já podemos saboreá-lo de antemão.

Cidade violenta, cidade desumana, cidade onde se perpetram dezenas, senão centenas de homicídios, cidade cheia de corruptos e corruptores, cidade onde existem opressores. Tudo isto é o preço que se paga pelas cidades que se chamam hoje Nínive, isto é, avessas à conversão para Deus. E Deus continua a querer o bem e a salvação dessas cidades que, sem que o saibamos, misteriosamente, estão caminhando em uma trajetória mortífera.- (*)

37 -   N.T - JESUS CHORA SOBRE JERUSALEM

POR VER O QUE ACONTECERÁ A UMA CIDADE OU O MUNDO QUE DA AS COSTAS A ELE E A SUA PALAVRA

Virão sobre ti dias em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, te sitiarão e te apertarão de todos os lados; destruir-te-ão a ti e a teus filhos que estiverem dentro de ti, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não conheceste o tempo em que foste visitada (Lc 19,43-44).

— Jesus chorou sobre Jerusalém. Como bom judeu patriota, comoveu-Se com a sorte que esperava aquela cidade. “Ah! se compreendesses Aquele que hoje te pode trazer a paz!”

Nesse mesmo Evangelho, capítulos depois, já a caminho do Calvário, Lucas nos diz que Jesus deteve-Se diante do choro de algumas mulheres que Lhe mostravam compaixão. “Não choreis por mim, chorai antes por vós e por vossos filhos, porque dias virão em que se dirá: bem-aventurados os ventres que não geraram e os peitos que não amamentaram. Se isto acontece com o lenho verde, que dirá com o lenho seco”. Profecia elíptica e obscura a respeito da sorte que esperava Jerusalém.

Jesus hoje contempla não mais a Jerusalém do Seu tempo, mas nosso coração e é possível que repita: Ah! se este soubesse, ao menos hoje, Aquele que lhe pode trazer a paz! Ah! se ele conhecesse ao menos agora Aquele que pode dar à sua vida um sentido transcendente! Ah! se ele compreendesse Aquele que lhe pode trazer a salvação!

Naquela ocasião, Jerusalém estava completamente cega e sua cegueira é o símbolo da cegueira das metrópoles que recusam sistematicamente a visita de Deus. Tenhamos presentes as grandes cidades do nosso país. É verdade que nelas é diariamente praticado o bem, mas nem sempre contemplamos esse bem, pois a maior parte das vezes ele passa despercebido. A seu lado, porém, quanta tragédia! Cidades irrespiráveis, inseguras e violentas! Quantos assaltos, roubos, assassinatos, quanta extorsão, quanta opressão, quantas pessoas a provocar o sofrimento e a dor de outras, quanto egoísmo…

Nenhuma cidade se despede do Salvador e permanece segura e incólume. O que acabamos de mencionar é apenas a ponta do iceberg da cidade que marginaliza Jesus Cristo, o único que lhe poderia trazer a paz.

Essas mesmas considerações podem ser feitas microscopicamente, tendo-se diante dos olhos a própria vida com seus desastres a provocar um novo choro amargo do Salvador. Ah! se tu compreendesses Aquele que te visita e te poderia trazer a paz ! Pde. Fernando Cardoso (*)

Encerrou-se um tempo Judeu; encerrou-se um mundo judaico; e é por isto que nós lemos este texto hoje, quando, naturalmente, colocamo-nos diante dos olhos o último fim de todos, que será o final desta história.

Assim como se encerrou uma era judaica, da mesma maneira encerrar-se-á a era histórica.

Nós não sabemos como isto acontecerá; não sabemos se será uma obra de Deus, ou se permitirá Deus que os próprios homens destruam o seu planeta e a Sua criação.

Esperamos sim, Céus novos e uma Terra nova, onde reine e habite a Justiça. Dito isto, a espiritualidade destes últimos dias do ano litúrgico deverá ser a espiritualidade do peregrino, a espiritualidade daquele que tem consciência de a cada dia aproximar-se mais de seu final, daquele que vive com lucidez a hora presente e a história presente, sabendo e consciente de que tudo isto, até mesmo as instituições mais estáveis, são precárias e provisórias, e nada há neste mundo que não seja penúltimo.

Você é capaz de conviver com o penúltimo? Você está consciente de que tudo é penúltimo ou ante-penúltimo? Como nos preparamos então para um encontro pessoal com Cristo que pode estar mais perto do que nós mesmos imaginemos?

Não brinquemos com a hora presente porque é exatamente hoje, não sabemos como será amanhã, que se joga a nossa eternidade.-(*)

38 -    N.T.- JESUS OBEDECE AO PAI

Apareceu-lhe então um anjo do céu para confortá-lo. Ele entrou em agonia e orava ainda com mais instância, e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra. Depois de ter rezado, levantou-se, foi ter com os discípulos e achou-os adormecidos de tristeza. Disse-lhes: Por que dormis? Levantai-vos, orai, para não cairdes em tentação. ( Lc 22,43-46 )

- Ao rezar, não vos disperseis com muitas palavras, deixai de usar muitas palavras.” O que significa isto? Isto não significa rezar apenas um Pai Nosso, por exemplo, a cada dia de nossa vida. Isto significa rezar sem aquele desespero, rezar sem afã, rezar sem aquela ansiedade que caracterizava orações pagãs e, vez por outra, orações judaicas também. Uma coisa é prolongar-se na meditação e na contemplação da Palavra de Deus. Outra coisa é ser rezador. Por exemplo, rezar mil Pai Nossos num único dia, ou duas mil Ave Marias. Que sentido tem uma coisa destas? Isto nos leva a uma intimidade maior com Deus? Rezar sim, ser rezador, não. Mas devemos acrescentar ainda. A oração não deve ser ansiosa, não devemos martelar Deus e, sobretudo, exigir de Deus o que Ele não deseja oferecer-nos. Pelo contrário, a oração deve ser confiante. Não sabemos quais pedidos serão deferidos e quais não, e, no entanto, rezamos mesmo assim porque somos indigentes, e porque estamos convencidos de que aquilo que Deus nos apresentar será, verdadeiramente, o melhor. – (*)

39 -   N.T.- NO GETSÊMANI - ANGÚSTIA SUPREMA

Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca. Voltou ainda e os encontrou novamente dormindo, porque seus olhos estavam pesados. Deixou-os e foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras.( Mt 26,41.43-44 )

– A Igreja Católica, em seu conjunto e em nossa pátria também, está conhecendo um momento de crise, um momento de enxugamento. Não significa isto que ela tenha os dias contados. Pelo contrário, às vezes é melhor sacrificar a quantidade à qualidade. Menos quantidade, menor número, mas também menos peso morto que, infelizmente, a Igreja é obrigada a carregar. Tratamos aqui daquela maioria de Católicos que não dão qualquer testemunho de Jesus. Nós vivemos, sob múltiplos aspectos, uma sociedade pós Cristã e, de muitas maneiras, secularizada, onde o Evangelho de Jesus deixou de ser manchete, a não ser que seja para manifestar algum escândalo acontecido no interior da Igreja.

Neste tempo, nós que somos minoria, mas que somos minoria qualificada e que temos nas mãos o maior dom que Deus podia dar a um ser humano, qual seja, o Evangelho de Sua graça, na força do Espírito Santo presente em nós, no Batismo e na confirmação, somos chamados a dar – repito – testemunho do Evangelho de Jesus. Um testemunho feliz, um testemunho alegre que pode e deve começar na própria casa, entre os seus. Não se trata de fazer proselitismo selvagem, o Catolicismo deve sim trazer novos adeptos por atração, e não por constrangimento ou por aliciamento. Ninguém deve tornar-se discípulo de Jesus constrangidamente, aliciado, mas através de um testemunho feliz, alegre, coerente de vida. Não poucas pessoas podem sentir-se interpelar pelo Evangelho de Jesus. E neste aspecto, nós nos tornamos discípulos Seus.- (*)

40  -  N.T. - A PRISÃO DE JESUS

Ainda falava, quando chegou Judas Iscariotes, um dos Doze, e com ele um bando armado de espadas e cacetes, enviado pelos sumos sacerdotes, escribas e anciãos. Ora, o traidor tinha-lhes dado o seguinte sinal: Aquele a quem eu beijar é ele. Prendei-o e levai-o com cuidado. (Mc 14,43-44 )

—Nesta quarta-feira da Semana Santa, coloca-nos a liturgia frente a frente com o traidor de Jesus, melhor, com aquele que resolveu entregá-Lo. Sobre esta figura sinistra debruçaram-se e debruçam-se pintores, escultores, dramaturgos, teatrólogos e literatos de todos os tempos. Que terá levado Judas a tomar tal decisão com relação a Jesus? Teria ele recebido alguma censura da parte de Jesus? Ter-se-ia desencantado com Ele? Estaria frustrado com relação a sonhos nacionalistas cuja realização atribuía a Jesus? Todas estas perguntas e outras mais podemos formular sem nunca encontrar resposta satisfatória.

Alguns fariam outro tipo de indagações: onde se encontra Judas neste momento? Há quem afirme que Judas se tenha salvado, outros dizem que se condenou. Lucas, laconicamente, nos Atos dos Apóstolos, escreve a seus leitores que, tendo abandonado o posto ao qual Jesus o designou, dirigiu-se para o seu lugar. Qual exatamente o lugar de Judas, nunca saberemos.

No entanto, lendo este Evangelho, não condenemos simplesmente Judas, porque seu gesto, camuflado de mil maneiras e por vezes agravado, pode ser repetido por cada um de nós. Judas, com toda segurança, não tinha de Jesus a concepção cristológica e teológica que temos hoje, possuindo atrás de nós dois mil anos de pensamento cristão e estudos teológicos. Judas nada conhecia disso. Ele não sabia que estava para entregar o Senhor do Céu e da Terra. Sabemos que Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem e, apesar de termos uma ciência superior à de Judas, muitos de nós não se comportam de modo semelhante a ele? Quantas vezes entregamos Jesus? Quantas vezes O vendemos? Quantas vezes preferimos nosso prazer e sucesso, a Jesus? Quantas vezes O afastamos dos nossos olhos? Nesses momentos imitamos Judas. Nesta quarta-feira da Semana Santa, supliquemos humildemente a Cristo o perdão pelas injúrias e ofensas que cometemos em nossa vida.(*)

41 -   N.T. - O VERDADEIRO MESSIAS- JESUS NA CRUZ É ESCARNECIDO E INJURIADO

Confiou em Deus, Deus o livre agora, se o ama, porque ele disse: Eu sou o Filho de Deus! E os ladrões, crucificados com ele, também o ultrajavam (Mt 27,43-44)

- Afirma São Paulo no Novo Testamento: “De Deus não se zomba! O que o homem tiver plantado é exatamente isso que colherá! E quem plantar na carne, colherá corrupção! Quem plantar no espírito, colherá a vida eterna!”-(*)

- Em primeiro lugar nós; em primeiro lugar, nossos planos; em primeiro lugar, nossa comodidade; em primeiro lugar, nossos horizontes e, enfim, em primeiro lugar tudo aquilo que nos traz satisfação. E Deus?

Deus é, sistematicamente, postergado. Isto acontece no dia, porque são poucos aqueles que amanhecem pensando em Deus. As mais das vezes, o pensamento de Deus é furtivo e vem, quando vem, no final.

Mas isto acontece também durante toda uma existência, onde é privilegiado o interesse pessoal, onde é privilegiado aquilo que consideramos vantagem ou lucro, mas não aquilo que é de Deus. Um exame de consciência sincero, feito por todos nós, não revela esta despreocupação com O Divino?

Porém, eu gostaria de completar: isto acontece com muitos, e assim o catolicismo Brasileiro apresenta-se em queda livre, exatamente por causa desta preguiça e desta indolência de muitos católicos. Muitos crentes nos superam em magnanimidade, em generosidade e em prontidão. Mas isto não é, necessariamente, característica de todo Católico. Existem exceções; existem exceções honradas. São aqueles que colocam Deus sempre em primeiro lugar.

Ao levantarem-se, entregam-se a um momento de oração. Durante o dia, encontram um segundo momento de oração, e não são capazes de terminar seu dia sem se dirigirem, novamente, a Deus.

Podemos imitá-los? Podemos colocar Deus acima de nossos interesses? Caso contrário, pecamos contra o primeiro mandamento, que nos leva a amá-Lo sobre todas as coisas, e jamais antepor coisa alguma a Ele.- (*)

42 -  N.T - CONVERSÃO ENQUANTO É TEMPO - LEMBRA-TE DE NÓS

Um dos malfeitores, ali crucificados, blasfemava contra ele: Se és o Cristo, salva-te a ti mesmo e salva-nos a nós! Mas o outro o repreendeu: Nem sequer temes a Deus, tu que sofres no mesmo suplício? Para nós isto é justo: recebemos o que mereceram os nossos crimes, mas este não fez mal algum. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim, quando tiveres entrado no teu Reino! Jesus respondeu-lhe: Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso. Era quase à hora sexta e em toda a terra houve trevas até a hora nona.(Lc 23,39-44 ) .

Observamos que o ladrão perdoado ouvia falar de Jesus e no seu sofrimento teve a oportunidade de conhecê-LO (Lc 23,43-44), pediu e foi salvo. Mas o outro ladrão, que estava pregado ao Seu lado na cruz, blasfemava contra Jesus. A ele Jesus não dirigiu nenhuma palavra.

Comentário ao Evangelho do dia feito por S. João Crisóstomo (c. 345-407), sacerdote em Antioquia, mais tarde Bispo de Constantinopla, Doutor da Igreja

Homilia para Sexta-feira Santa «A Cruz e o ladrão»)

O homem da décima primeira hora: «Os últimos serão os primeiros»

Que fez, pois, o ladrão para receber em herança o paraíso, logo a seguir à cruz? [...] Enquanto Pedro negava Cristo, o ladrão, do alto da cruz, dava testemunho Dele. Não digo isto para denegrir Pedro; digo-o para pôr em evidência a grandeza de alma do ladrão. [...] Aquele ladrão, enquanto toda a populaça se mantinha à sua volta, acusando, vociferando, cobrindo-os de blasfémias e de sarcasmos, não lhes deu a menor importância. Nem sequer teve em conta o estado miserável da crucifixão que se erguia diante dele. Lançou sobre tudo isso um olhar cheio de fé. [...] Virou-se para o Senhor dos céus e, entregando-se a Ele, disse: «Lembra-te de mim, Senhor, quando fores para o teu Reino» (Lc 23, 42). Não menosprezemos o exemplo do ladrão nem tenhamos vergonha de o tomarmos como mestre, a ele que nosso Senhor não desdenhou de fazer entrar no paraíso em primeiro lugar. [...]

Ele não lhe disse, como fizera a Pedro: «Vem, segue-Me e farei de ti um pescador de homens» (Mt 4, 19). Também não lhe disse, como aos Doze: «Sentar-vos-eis sobre doze tronos para julgar as doze tribos de Israel» (Mt 19, 28). Não o agraciou com nenhum título; não lhe mostrou qualquer milagre. O ladrão não O viu ressuscitar um morto, nem expulsar demônios; não viu o mar obedecer-Lhe. Cristo não lhe disse nada acerca do Reino, nem da geena. E, contudo, deu testemunho dEle diante de todos e recebeu o Reino em herança…

- Deus nos criou livres, Deus aceita nossa liberdade e dá-se inteiramente àquele que se doa a ele. Possuímos, no entanto, a terrível potência ou possibilidade de Lhe voltarmos as costas. Neste caso, o projeto salvífico de Deus se torna vão para nós.

Deus predestina alguém ao mal? Absolutamente; a predestinação muitas vezes é mal interpretada. Há predestinação sim, pois, caso contrário, Deus estaria subordinado ao homem, à História ou ao acaso. Há predestinação, mas ela deve ser entendida da seguinte maneira: Deus predestina tudo aquilo que for valor de Cristo encontrado em nós, a ter acabamento na glória. Mas, isto dito, é preciso completar: Se Deus não vê em algum de nós nada que sequer longinquamente se assemelhe a Jesus Cristo, é evidente que esta pessoa não está predestinada. O céu não foi feito para ele pois existe um abismo entre esse pecador renitente e Deus.

Deus é capaz de converter nossos defeitos e fracassos em nosso favor, retirando do mal um bem maior. Mas isto com a seguinte condição: que verdadeiramente nos arrependamos.

Não é o caso de continuar a provocar Deus, porque quem ganha no final não somos nós. O plano de Deus pode, a curtíssimo prazo, parecer frustrado. Há quem pratique o mal e diga: nada me aconteceu. Cuidado, a médio e longo prazo o plano de Deus não se frustra jamais. Aquilo que o homem semear é exatamente o que colherá, pois de Deus não se zomba. (cfr. Gálatas 6,7).(*)

43 -  N.T.- O SEPULTAMENTO DE JESUS

Veio José de Arimatéia, ilustre membro do conselho, que também esperava o Reino de Deus; ele foi resoluto à presença de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos admirou-se de que ele tivesse morrido tão depressa. E, chamando o centurião, perguntou se já havia muito tempo que Jesus tinha morrido (Mc 15,43-44) –

Um ilustre membro do conselho, que se converteu, e esperava o Reino do Céu, não se importou com sua classe social, teve coragem de manifestar seu amor e fé .

— Neste domingo da Páscoa, solenidade maior de todo o ano litúrgico, celebramos a vitória de Jesus sobre o pecado e sobre a morte. Na sexta-feira santa nós celebramos Sua paixão e, domingo passado, lemos o texto da paixão segundo Marcos.

Ora, este Evangelista mostrou-nos como Jesus, em Sua paixão, penetrou o âmbito ou o nível mais profundo do abismo do sofrimento e da dor. Só, abandonado por todos, até mesmo sentindo-Se abandonado por Deus: “Meu Deus, Meu Deus, porque Me abandonaste?” E a isto, alguns, presentes à cruz, disseram: “Ele chama por Elias, vejamos se Elias vem a libertá-Lo.”

Deus não Se manifestou naquele exato momento, e nem Elias veio libertar Jesus da cruz. Mas apenas expirado, O Pai manifesta imediatamente a Sua presença; Ele estava presente sim na paixão, apenas não interveio, para deixar que os homens fizessem com Seu Cristo o que quisessem. E quando os homens já nada mais podiam, a não ser depositar o cadáver em um sepulcro, aí se manifesta a glória de Deus e a Sua vitória sobre o pecado e sobre a morte.

Deus, imediatamente após Jesus ter expirado, agiu. E agiu de maneira violenta e eficaz; o centurião, aos pés da cruz, realiza, antecipadamente, a nossa profissão de fé: “verdadeiramente Aquele Homem era Filho de Deus.” E o Evangelista Mateus mostra aquela quaterna de seu Evangelho famosa; as trevas e a natureza que, por assim dizer, chorou diante da mostra de Jesus, ainda que nenhum ser humano ali presente, tenha sido tocado em seu coração.

Rochas que se fenderam, sepulcros que se abriram, corpos de mortos que ressuscitaram; tudo isto um linguajar apocalíptico, para transformar-se em tentativa de arrancar esta morte única de sua, digamos, normalidade, e transformá-la na morte excepcional através da qual as relações da humanidade se modificaram eternamente e para sempre, com relação a Deus.

E o que é glorificado hoje em Jesus ressuscitado? Não apenas o Seu Corpo, mas Sua solidariedade, Seu amor sem limites, Sua obediência, Sua auto doação e Sua delicadeza. São estas as coisas que levaram Jesus à morte, e morte à maneira de cruz. E hoje, Deus Pai O glorifica.

Deus Pai não simplesmente concede um lugar à Sua direita a Jesus, mas eterniza, na glória pascal, tudo aquilo que Jesus sofreu manifestando amor, obediência a Deus e dedicação a cada um de nós. Ressurreição, que hoje celebramos é – repito pela última vez – a glorificação do estado de ânimo, sobretudo do amor apaixonante, que levou Jesus a sofrer por nós.

Neste sentido e nesta luz, eu desejo a todos os telespectadores Feliz e Santa Páscoa de Ressurreição (*).

44  -   N.T.- REALIDADE DA RESSURREIÇÃO.

Jesus ressuscitou, apareceu aos seus discípulos e explicou que era necessário que se cumprisse tudo o que está escrito sobre Ele na Lei de Moises, nos profetas e nos Salmos .(Lc 24,43-44).

Ele voltará outra vez na sua gloria um dia, assim como está escrito (At 1,9-11)

– Hoje celebramos a solenidade de todas as solenidades; a vitória de Jesus sobre a morte. De nada nos adiantaria termos nascido, se não tivéssemos sido regenerados. De nada nos adiantaria ter nascido para este mundo, para viver um lapso de tempo curto, e depois voltar para sempre ao nada de onde havíamos saído. Graças a Jesus Cristo, diz-nos o coração da fé Cristã, a morte transforma-se em passagem Páscoa para a Vida. Contemplemos neste dia radiante de Páscoa, o texto do quarto Evangelista. Ele o inicia com uma nota característica:

“No primeiro dia da semana”, querendo com isto fazer uma referência implícita ao Livro do Gênesis, ao primeiro dia da criação como lá se manifesta e vem narrado no capítulo primeiro versículo quinto. Com isto, deseja o Evangelista dizer que a Páscoa de Jesus é a completude da obra da criação. Deus não haveria jamais pensado em criar o ser humano, se não fosse para ressuscitá-lo e trazê-lo para si em Jesus Cristo glorificado. O Evangelista nos diz que quando ainda era noite nesse primeiro dia da semana, aquela noite iniciada com a traição de Judas, Maria Madalena foi correndo ao sepulcro. Ela não esperava a ressurreição, mas seu amor pelo Mestre era tão grande, que sentia-se melhor unida ainda a Seu cadáver. Para seu espanto e grande surpresa, o sepulcro está aberto e vazio.

Estupefata, atônita, sem saber o que se havia passado, corre a Pedro e João e dá-lhes a notícia: “Levaram o Senhor do sepulcro, não sabemos para onde o levaram.” Correm os dois, João à frente e Pedro atrás – aquele que parecia amar mais vai à frente, mas deixa a precedência para o que vinha atrás, Pedro. Entram. O discípulo amado não viu nada, mas a partir da ausência, percebeu em seu coração uma presença. Jesus não estava mais ali porque – intuiu ele – havia ressuscitado. E sequer necessitava daqueles panos e lençóis que envolveram Seu corpo.

É esta a vitória que nós celebramos. Pode alguém não aceitar a ressurreição de Cristo, os racionalistas e os ateus, como os agnósticos também.

Mas ninguém pode negar que, se não tivesse havido o grito da ressurreição, se não tivesse ecoado em Jerusalém pela primeira vez naquele primeiro dia da semana: “Ele ressuscitou”, não teria existido o Cristianismo, porque o Cristianismo não se prende a um cadáver, o Cristianismo não se prende a um morto, o Cristianismo prende-se ao vivo por excelência, que é Cristo ressuscitado. E de lá para cá a Igreja não anuncia outra coisa a não ser a vitória de Jesus, a partir da morte e da sepultura.– (*).

– A Igreja não deseja, nesta oitava de Páscoa, que nos afastemos do mistério celebrado, da vitória de Jesus que é também a nossa vitória. Com as santas mulheres de então, somos convidados nós também a ir ao sepulcro, e com elas somos convidados a fazer a mesma experiência. Ele lá não está mais, porque um vivo não jaz com os mortos. Seu lugar não é mais o túmulo, não é mais o cemitério, mas à direita de Deus Pai. Deus realizou um ato escatológico último em Jesus, arrancando-O da morte e da sepultura ao ponto ômega, último da história, para onde encaminhamo-nos todos.

Existem muitos que não aceitam a ressurreição. Existem muitos que iniciam este primeiro dia da semana como outros quaisquer. O mundo continua, a história continua, os problemas são os mesmos, a vida é monótona, esperam-nos, ao final, sofrimentos e a própria morte. Mas o Evangelista Mateus diz-nos que esta monotonia, esta desesperança – poderia intitular este desespero – não é apenas um apanágio do mundo moderno. Repito, há multidões que não esperam coisa alguma deste mundo, a não ser a própria morte. O Evangelista nos diz que assim foi naquele primeiro dia da semana. Os guardas, assustados, foram corrompidos, a partir de uma soma de dinheiro que receberam, com uma missão: esparramar por todos os cantos que, enquanto dormiam, o cadáver havia sido roubado pelos discípulos que, afinal, propalariam falsamente a ressurreição. De uma maneira curiosa e intuitiva, Mateus sabe retratar muitos corações.

Graças a Deus não são todos. Existem milhões também que esperam tudo da própria ressurreição de Jesus. Enquanto uns voltam para a vida comum de cada dia depois de quatro dias de feriados – para eles não houve mais do que isso – nós continuamos nesta oitava a nos alimentar com a vitória de Jesus, pregustando, antecipadamente, a nossa própria vitória, pois, se Jesus não tivesse ressuscitado, nós também não ressuscitaríamos jamais, e se nós não crêssemos em nossa própria ressurreição a partir da de Cristo, seríamos – diz o apóstolo – os mais miseráveis de todos os seres humanos. Então sim, comamos e bebamos, e nos divirtamos à vontade, porque amanhã morreremos.

Mas as coisas se passam diferentemente e Deus mesmo se encarrega, com a luz da fé, de inculcar no íntimo de nossos corações, a certeza de que Jesus venceu a morte, não apenas para Si, mas para você e para mim também (*).

            45 -   MISERICÓRDIA

É aconselhável orar às três horas da tarde pedindo misericórdia:

No principio: Pai Nosso…Ave Maria…. Credo…. Nas contas grandes: Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade do Vosso Deletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro.

Nas contas pequenas: Pela Sua dolorosa Paixão, tendo Misericórdia de nós e do mundo inteiro.

No final do terço (dizer três vezes): Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.

De fato, os povos do nosso tempo tornaram-se insensíveis as Ultimas Coisas (Morte e julgamento Final, Céu e Inferno) (Papa João Paulo II) Agora, com mais de 11 anos de anúncio da Manifestação, através da dor, mostra e aconselha a participação de um sacerdote que cuide de seu povo (Eclesiástico 50), e o conselho para se afastar do Egito (sistema de hoje) o Salmo 113 (115) (Bíblia Ave Maria), não dever ser ignorado.

Lembrar também dos condenados que foram salvos por estarem acompanhados por São Paulo (At 27, 9-44).

Quando Israel saiu do Egito e a casa de Jacó se apartou de um povo bárbaro, e a terra de Judá tornou-se o santuário do Senhor e Israel seu reino. (Sl 113,1-2)

— Nossas cidades são cidades do homem ou são cidades de Deus? O que se nota em nossas cidades? O que esperamos delas? Qual é a vida que vivemos diariamente? O que nos contraria em nossa cidade?

A palavra de Deus, hoje, ilumina e abre as portas do futuro. Deus destruirá a cidade construída no egoísmo e no amor de si, pois ela não tem aos olhos de Deus direito de cidadania; não está destinada a permanecer eternamente, ao contrário, está destinada a apagar-se totalmente. Não é aconselhável o povo de Deus se misturar com esse tipo de cidade, a não fazer causa comum com ela ou com os vícios que nela se praticam, para não terem com ela o mesmo final trágico— Pde. Fernando Cardoso(*)

O que resultou do mandato de Deus para a formação de comunidades (versículos 43 e 44 dos Atos dos Apóstolos)? O Seu mandato será que só pela Sua ação será realizada do modo que Ele quer, para santificação do ser humano que Ele tanto ama?.

É para os homens, neste tempo, utopia o que Deus pede com fundamento nos versículos 43 e 44 dos Aos dos Apóstolos, mas para Deus não.

Eclesiástico 50,1.4.15-31

Simão,filho de Onias, sumo sacerdote, foi quem, durante a sua vida, sustentou a casa do Senhor; e durante os seus dias, fortificou o templo. Ele cuidou do seu povo, libertou-o da perdição. A oblação do Senhor era apresentada pelas suas mãos diante do povo de Israel. Quando terminava o sacrifício no altar, a fim de enaltecer a oblação do rei Altíssimo, ele estendia a mão para a libação, e espargia o sangue da videira; derramava ao pé do altar um perfume divino para o príncipe Altíssimo.

Então os filhos de Aarão manifestavam-se com exclamações, e tocavam trombetas de metal batido; faziam ouvir grandes clamores para se fazerem lembrados diante de Deus. E todo o povo se comprimia em multidão, e caía com a face por terra, para adorar o Senhor seu Deus, e dirigir preces ao Deus todo-poderoso, o Altíssimo. Os cantores elevavam a voz, e do vasto edifício subia uma suave melodia. 21 O povo orava ao Senhor, o Altíssimo, até que terminasse o culto do Senhor, e que as cerimônias tivessem fim, 22 Então, descendo do altar, o sumo sacerdote elevava as mãos sobre todo o povo israelita, para render glória a Deus em alta voz, e para glorificá-lo em seu nome. 23 E (o povo) repetia sua oração, querendo demonstrar o poder de Deus.

Convite à oração

24 E agora, orai ao Deus de todas as coisas, que fez grandes coisas pela terra toda, que multiplicou nossos dias desde o seio materno, e usou de misericórdia para conosco. 25 Que ele nos conceda a alegria do coração, e que a paz esteja com Israel agora e para sempre; 26 para que Israel creia que a misericórdia de Deus está conosco, e que nos liberte quando chegar o dia.

III – APÊNDICES (50,27 – 51,38)- Provérbios sobre povos vizinhos

27 Há dois povos que minha alma abomina, e o terceiro, que aborreço, nem sequer é um povo: 28 aqueles que vivem no monte Seir, os filisteus, e o povo insensato que habita em Siquém.

Conclusão

29 Jesus, filho de Sirac de Jerusalém, escreveu neste livro uma doutrina de sabedoria e ciência, e derramou nele a sabedoria de seu coração. 30 Feliz aquele que se entregar a essas boas palavras; aquele que as guardar no coração será sempre sábio; 31 pois, se ele as cumprir, será capaz de todas as coisas, porque a luz de Deus guiará os seus passos.

No rodapé da Bíblia Ave Maria está escrito:

Versículo 21 – O culto do Senhor: a solene liturgia descrita neste texto é, sem duvida, a do dia da Expiação.

Versículo 23 – Querendo demonstrar, no grego: para receber a benção do Altíssimo.

Versículo 26 – O texto hebraico e mais claro: enquanto durarem os dias do céu. Trata-se do fim dos tempos.

Versículo 28 – O povo insensato.

É aconselhável entrarmos juntos em oração, de dia ou a noite, tendo um sacerdote que cuide do seu povo e o liberte da perdição, ou um escolhido pelo Senhor (At 27,9-44) e clamemos por misericórdia, é o que o Senhor nos aponta agora, o que também não é efeito de pesquisas ou da sabedoria humana

A saída do Egito

Salmo 113 (Heb 114)

1 Aleluia. Quando Israel saiu do Egito, e a casa de Jacó se apartou de um povo bárbaro, 2 a terra de Judá tornou-se o santuário do Senhor, e Israel seu reino.3 O mar, à vista disso, fugiu, o Jordão volveu atrás.*4 Os montes saltaram como carneiros; as colinas, como cordeiros.*5 Que tens, ó mar, para assim fugires? E tu, Jordão, para retrocederes para a tua fonte?6 Ó montes, por que saltastes como carneiros, e vós, colinas, como cordeiros?7 Ante a face de Deus, treme, ó terra,8 por quem o rochedo se mudou em lençol de água, e a pedra em fonte de água viva.

SALMO 115 DO TEXTO HEBRAICO

9 (1) Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória, por amor de vossa misericórdia e fidelidade.10 (2) Por que diriam as nações pagãs: Onde está o Deus deles?11 (3) Nosso Deus está nos céus; ele faz tudo o que lhe apraz.12 (4) Quanto a seus ídolos de ouro e prata, são eles simples obras da mão dos homens.13 (5) Têm boca, mas não falam, olhos e não podem ver,14 (6) têm ouvidos, mas não ouvem, nariz e não podem cheirar.15 (7) Têm mãos, mas não apalpam, pés e não podem andar, sua garganta não emite som algum.16 (8) Semelhantes a eles sejam os que os fabricam e quantos neles põem sua confiança.17 (9) Mas Israel, ao contrário, confia no Senhor: ele é o seu amparo e o seu escudo.18 (10) Aarão confia no Senhor: ele é o seu amparo e o seu escudo.19 (11) Confiam no Senhor os que temem o Senhor: ele é o seu amparo e o seu escudo.20 (12) O Senhor se lembra de nós e nos dará a sua bênção; abençoará a casa de Israel, abençoará a casa de Aarão, 2l (13) abençoará aos que temem ao Senhor, os pequenos como os grandes.22 (l4) O Senhor há de vos multiplicar, vós e vossos filhos.23 (15) Sede os benditos do Senhor, que fez o céu e a terra.24 (16) O céu é o céu do Senhor, mas a terra ele a deu aos filhos de Adão.25 (l7) Não são os mortos que louvam o Senhor, nem nenhum daqueles que descem aos lugares infernais.26 (18) Mas somos nós que bendizemos ao Senhor agora e para sempre.

        46  - “Apresentando a Obra”

Deus criou todos os homens e os colocou no mundo não para o mundo e quer ser por todos conhecido e amado e se dá a conhecer: “Eu conheço as minhas ovelhas, minhas ovelhas me conhecem”. Busca a criatura de todas as maneiras, porque a ama e quer ser amado por ela. Só quem conhece a Deus é que tem a vida eterna. A vida eterna consiste em: “Que te conheçam a ti, um só Deus verdadeiro e a Jesus Cristo que tu enviaste” (Jo 17,3)

Deus se deu mais a conhecer por meio de seu Filho, Jesus Cristo, que é o mesmo Deus, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, e o Verbo de Deus Encarnado. Assim, Deus também é conhecido pelo Espírito Santo, a terceira Pessoa, que é a culminância eterna do amor do Pai ao Filho, de modo infinito, e amor do Filho pelo Pai, isto é, o amor do Pai ao Filho e, reciprocamente, do Filho pelo Pai, gera o Espírito Santo. E por amor, criou o mundo e o homem. Por amor!

Antonio ao ser envolvido pelo Espírito de Deus, ­­­­­­ saiu em busca desses números 43 e 44 - capítulos e versículos e começou a ser inquietado pela necessidade de garimpar, mais e foi achando, aqui e ali, fagulhas do mais puro ouro da Palavra de Deus. Cumprindo sua missão, foi avançando, encontrando e mostrando o seu trabalho vai garimpando e acumulando ouro. Embala-o e os distribui, brasis afora.

DEUS SE MANIFESTA é um livreto que contem as máximas para, segundo suas pesquisas escriturísticas, dar a conhecer o seu Deus e nosso Deus.

Obras semelhantes já existem muitas, mas não sob as perspectivas do seu trabalho, atendendo da ordem do “abra, abra”.

Vale a pena acompanhar a sua teimosia e digo mais: os profetas, inspirados por Deus, não tinham cultura, eram elementos usados por Deus, para dá-LO a conhecer: É preciso conhecer a Deus para se poder amar a Deus. Primeiro, conhecer a Deus para, depois, amá-LO. Quem é Deus? Quem é Jesus Cristo? O que é Eucaristia? Se não conhece a Eucaristia, não se conhece Jesus Cristo! O que é salvação, trazida pela morte e ressurreição de Cristo? O que é Santa Missa? Se não se conhece a Missa não se conhece Jesus Cristo! E a Bíblia? E as verdades nelas contidas? Todo o mundo tem Bíblia e ninguém sabe nada: Tudo socializado! Ninguém pode passar fome mais... Todo mundo tem que comer bem e morrer de barriga cheia! E a Igreja? E a Eucaristia? Dizem assim: “Não há dificuldade, pois tudo é simbólico”. Nada de mistério, pois A Hóstia Consagrada não é o corpo de Cristo! É, gente, mas o nosso garimpeiro continua garimpando e acha o ouro da verdade.

Aí esta este livrinho de um leigo missionário para você ler e conhecer um pouco de Deus porque você é filho Dele, que busca conhecer o seu Pai que está no Céu, onde nós todos nos encontraremos um dia.

Em memoria do Padre Tito de Paula

 

           47  - TESTEMUNHO

Misericórdia, chamado, obediência.

Vós sois minhas testemunhas, diz o Senhor, eu sou Deus desde toda a eternidade (Is 43,12b-13a)

A conselho de um sacerdote estou justificando o chamado por Deus, não para me vangloriar ou me promover, mas para anunciar Sua manifestação e acreditem, divulguem, não a rejeitem, pois pela hora (Mt 14,22-32) do chamado, significa que é para todos os seus discípulos, pois naquela barca lá estavam todos. A omissão em dar testemunho foi por entender que em se tratando de textos bíblicos, escolhidos por Deus seriam considerados.

Quando o Senhor chama alguém para anunciar o que Ele quer não guarda para si o que Deus lhe revela, mas dá voz ao Espírito Santo e fala ao coração dos homens..

E assim procura realizar a caminhada, contando com a misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo e a salvação para a eternidade.

Após vinte anos de dores horríveis, sempre no começo de cada ano, tempo da quaresma, sobre o olho direito, sem cura pela medicina, e a graça alcançada de não sofrer mais, veio a Manifestação de Deus com a ordem a ser cumprida (Mt 14,12-33), originada no chamado pela hora, por duas vezes, as três da madrugada, o que significa as dificuldades que se encontraria, inclusive na aceitação da Sua Manifestação por completo.

Quando Jesus obrigou todos os seus discípulos, a entrarem naquela barca, as três da madrugada (Mt 14,22-33), só depois de ouvirem suas palestras, verem os seus milagres, serem obrigados a irem a sua frente, enfrentando ventos contrários, verem Jesus andar sobre as ondas, e provar a fé de Pedro, e ai reconheceram:Tu és verdadeiramente o Filho de Deus (Mt 14,22-33). Será que só depois da ação de Deus, que tem o poder sobre toda a natureza (Gêneses 43-44 : Eclesiástico 43-44), levarão em consideração a Sua Manifestação Abra, Abra 43-44, para os dias atuais.

A dor começava e terminava durante a quaresma. Somente à noite sentia a dor, não conseguindo dormir, mas pela manhã desaparecia. Já era um milagre,  não atrapalhava meus serviços, ao contrario, sentia-me alegre, disposto e sem sono.

No ano de 1994, já aposentado, começa a quaresma, a dor também, mas minha esposa me entrega uma oração, a Nossa Senhora da Cabeça, nesse instante estava com a Bíblia na mão, não sei em que texto. Seguindo através a oração, pedi a Nossa Senhora sua intercessão para que me curasse daquela horrível dor, sobre o olho direito, sem solução pela medicina. Após terminar a oração a dor passou por completo e não voltou mais.

Quando Deus quer preparar o homem para ser chamado, num mundo atormentado como o atual, não deixa de causar efeito se for pela cura de uma dor, da convicções e ainda obriga.

Não é o homem quem busca a Deus com seu próprio esforço e O encontra. Mas é Deus quem desce ao homem, embora sem poupá-lo de esforço e colaboração: “QUERO QUE ME VEJAM COMO EU SOU”.

Depois de recebida a graça de ser curado, estava repousando, três da madrugada em ponto, acordei repentinamente, sentei-me na cama, uma voz interna surgiu: “ME AJUDE QUE TE ABENÇOAREI”. Detalhe: não foi sonho, fui acordado e levado a sentar na cama com rapidez.

Alguns meses depois, aconteceu o mesmo episódio no mesmo horário, do mesmo modo “SENHOR”. Se na época conhecesse e entendesse a Sagrada Escritura, eu conseguiria compreender. Procurei um padre, mas o mesmo disse que todos são chamados, diante dessa afirmativa nada relatei.

Num certo dia, tive que cuidar de meu pai após ser operado, que se encontrava sob efeito de anestesia, num hospital durante a noite, e com a TV ligada sem som, para passar a noite, de repente aparece meu nome na tela e uma mensagem sobre salvação. Como não esperava, não houve tempo de anotar tudo, não estava preparado para isso. Ao dar entrada no hospital não fui identificado e isso me inquietou por muito tempo, mas Deus faz com que a gente veja o que Ele quer, assim foi também ao atender um pedido de um sacerdote, para fazer uma introdução a Manifestação do Senhor, quando em um computador novo, sem nada escrito, eu vi na tela, a indicação do Salmo 10.

No início do ano de 1996, atendi a um convite para fazer o curso de leigo missionário, acreditando que missão era só onde não houvesse religiosos, isto é regiões distantes, pois não havia compreendido o chamado recebido.

Depois de uma preparação, em três tardes de domingo, houve a escolha do representante para cada região, e daí aconteceu o inesperado. Não conhecia ninguém, e pessoas de outras três paróquias de Leme São Paulo, indicaram-me para representante junto COMIDI. Aceitei e recebi o envio missionário, mas teria de junto com os escolhidos de outras cidades, optar por um símbolo: vela, sal, cruz, óleo, Bíblia, água, terço. Na hora, não sabendo o que pegar resolvi ficar por último. Queria verificar qual deles restaria para mim e foi justamente a Bíblia. Passei a integrar o grupo missionário da COMIDI de Limeira, comparecendo as reuniões durante mais ou menos, dois anos e participando de algumas reuniões da COMIRE e COMINA.

No dia 19 de julho de 1997, na COMIDI, houve uma reflexão sobre a espiritualidade de Jesus. As pessoas responsáveis pela organização haviam escolhido a passagem do evangelho, para reflexão, na qual Jesus, sentindo-se cansado, pede água à samaritana (Jo 4,1-19). No período da tarde, a pedido da Irmã Inez, que presidia a reflexão, se dirigimos a uma sala para meditar sobre as palavras de um Padre, gravado em fita cassete. Durante a reflexão, começou a surgir na minha mente com muita insistência “João capitulo 13”. Eu estava começando, não lia o Evangelho de João, me dedicava a Mateus. Relatando o fato a Irmã, decidimos consultar a Sagrada Escritura e constatamos ser o lava-pés, em que Jesus lava os pés inclusive de quem Ele já sabia que o atraiçoaria, Judas Iscariotes, e também uma referência de Jesus para missões. A Irmã só disse “coragem”. Dando continuidade a reflexão agora com dois temas, sobre a samaritana e lava-pés, diante de um altar com uma cachoeira muita bem ornamentada, e vários símbolos, inclusive uma bandeja de prata, para que cada um colocasse um pedido por escrito mencionando o que mais queriam para si, ou para comunidade, ou a todos. Logo em seguida a irmã pediu a cada um que pegasse um símbolo diante desse altar e levassem a outro local para celebração e resolvi ficar por último. Para meu espanto, um colega na minha frente, o penúltimo, ficou procurando o que levar, e pegou uma pedrinha, restando para mim a bandeja de prata cheia de pedidos. Dirige-me a Irmã e falei, olha o que ninguém viu, daí ela disse outra vez “coragem”. Ficou caracterizado mais ainda meu chamado por Deus e o que pode ser mais, não sei.

Ainda participando da COMIDI, formaram um grupo de oração, onde resido, e resolvi ingressar, eu queria aprender mais. Durante a semana santa, nos orientaram a ler um salmo e meditar para fazer uma boa confissão, em seguida resolvi abrir a Bíblia no Novo Testamento. Eu queria algumas Palavras de Jesus que me chamassem atenção. Procurei abrir no N.T. mas meus dedos foram direto para Isaias 53, que eu desconhecia, em que se refere a Jesus e a sua paixão. Como interpretar? Casualidade? Eu não penso assim.

Em 1998, tendo conhecimento da passagem das relíquias de Santa Teresinha, por Teresópolis - Rio de Janeiro, fui para lá, porem quando cheguei, havia ido embora.

Permanecendo em Teresópolis, numa terça feira, acordei e comecei a refletir na minha inutilidade como membro da Comissão Missionária Diocesana para Leigos, (COMIDI), pois não havia conseguido formar as COMIPAS como me pediram, nas paróquias de minha região, tampouco na minha cidade. Comecei a meditar, rezar e pedir orientação a Deus para o que fazer,o que anunciar e voltei a um sono leve, e veio para mim “Abra, Abra 43 e 44”.

Ao levantar-me, recorri a Bíblia sobre Isaias e encontrei os capítulos 43-44, pois havia tido a experiência em Isaias 53.

Ao voltar para Leme procurei um Padre e relatei a ele o ocorrido, dizendo que se fosse para mim, não haveria possibilidade, capacidade em atender (resgatar os afastados, referência a imagens e idolatria).. Mas o Padre perguntou: – Quem falou Isaias? Respondi:-Padre, agora complicou-.

Voltando a Teresópolis, por volta do ano de 2005, o Padre Tito de Paula, me encaminhou ao Dom Afonso de Miranda, bispo emérito em Lorena, que me atendeu muito bem e disse: São Francisco de Assis, no começo também não compreenderam o que Deus lhe disse “REPARA A MINHA CASA”, só depois de algum tempo. Agora, quanto a Manifestação, diante do mundo atual, é muito mais difícil a compreensão, e acreditar em alguém que Deus chamou, sem instrução teológica, um simples católico, obrigando-o a uma missão (Mt 14,22-33), Jesus chamou Pedro e João homens sem estudo e sem instrução (At 4,13), quando se fez igual a nós. Depois de alguns meses da manifestação de Deus, em Teresópolis resolvi falar com um senhor muito religioso, que tem uma gráfica, para publicar esses textos, mas o mesmo, ao ouvir este relato, disse que não acreditava em mim, um monsenhor me disse que não teve tempo de analisar.

Com essa falta de ajuda, me enfraqueci, desisti de divulgar estes textos. Mas depois de um mês, aproximadamente, em uma nova viagem a Teresópolis, pelo Sul de Minas, ao passar por Caxambu, aquela dor horrível sobre a vista direita voltou e tive que aguardar algumas horas para continuar a viagem.

Na manhã seguinte, ao sair do apartamento em Teresópolis, a dor voltou e pedi ao meu filho que me deixasse na Igreja São Pedro de Alcântara, que graças a Deus, tem água benta na porta e passando no lugar da dor e orando passou. No entanto, durante a noite, a dor voltou com mais intensidade (fazia mais de três anos que eu tinha recebido a graça). Mas após prometer a Deus em divulgar a Sua manifestação a dor passou completamente.. (Mais adiante poderá notar que Deus usa dessa dor). Dai resolvi não me importar com a descrença de alguns, falta de apoio, e organizei um livreto copiando os capítulos e versículos, mandando imprimir imediatamente e passei a distribuir gratuitamente, dando a conhecer também a padres por onde passasse, até que um dia em Nova Ponte MG, um padre me atendeu e disse que eu deveria fazer um reflexão sobre os textos para estes dias, mas respondi que não poderia me atrever pois não tinha curso de teologia.

Porém, chegando em casa, e tendo um computador sem nada escrito, resolvi estudar uma introdução e ao iniciar, inexplicavelmente aparece o salmo 10 na tela sobre o fim dos justos e os injustos . Entendi que esta é a introdução por Deus, mas continuei e entreguei ao Padre de Nova Ponta, que aprovou e disse para continuar, que estava boa, porém respondi que não me achava capacitado. O Salmo 10, acredito que é o recado do Senhor para este tempo, por isso nunca deixo de mencioná-lo ou até copiá-lo. Se notarmos, veremos que Deus está agindo contra os injustos.

Em 1999 dei conhecimento a CNBB e a todos os Bispos de minha Diocese, e venho divulgando aos padres e leigos esta manifestação divina.

Nunca estou satisfeito com meu trabalho, cada vez mais a crueldade aumenta, e sempre venho alterando os livros ao deparar com novas realidades, sem sair dos capítulos 43-44 do A.T. e dos textos com fundamento nos versículos 43-44 do N.T. Continuo ouvindo outros, estudando, não posso me cansar em aprender para realizar uma boa missão. Modifico os livros com o intuito de despertar a leitura e que aceitem e entenda o objetivo do Senhor, um deles é a união cristã para que Ele possa ajuntar outros quer estão a caminho da salvação.

Devido à união que Deus nos pede, ou melhor, ordena, venho insistindo desde os primeiros livros pela Pastoral da Família, pois numa reunião um Bispo que a presidia afirmou que ela é a principal de todas as pastorais, que em todas as missas deveria ser cobrados dos fieis, que todos os outros movimentos e ministérios deveria ser um ramo dessa pastoral, e que todos os membros de uma família deveria pertencer a ela, e outro Bispo disse que a Igreja que não tivesse essa pastoral o padre deveria morrer, por isso venho me empenhando na sua formação.

Certo dia me foi dito “Quero que me vejam como Eu sou”. Outro dia “Quando toco o céu riem, é o céu”. Acredito que na Manifestação do Senhor tudo isto está bem claro.

Quanto ao meu chamado, “me ajude que te abençoarei”, e “Senhor”: Tempos depois ao passar diante de um oratório em minha casa, dia 7/12/2003: “Benedictus Domus”. Sei que é em latim. Em seguida telefonei ao Padre Tito de Paula, que explicou “casa abençoada” e que essa casa sou eu.

Não anotei dia nem hora, em que me foi dito “Vem do Pai, 15,15” só poderia ser o salmo, outra vez setenta, setenta, (Sl 70). Em outra ocasião em minhas orações, me dirige a Deus perguntando “porque Ele permite tanta desgraça, pessoas más no mundo” e me foi dito noventa dois e, logo percebi que deveria ser um salmo, e ao ler tudo, outra vez senti uma resposta de Deus.

Acredito que Deus me mandou deixar de se preocupar com a matéria, pois ha cerca de 9 anos, mais ou menos, estando em Minas Gerais, diante da necessidade da despedida de um funcionário que eu queria bem, pelo amanhecer me veio um número 451 e a palavra diaconato. Em São Paulo procurei saber como ser diácono, e fui informado que só é permitido até a idade de 65 anos, e eu já estava com 69, poderia haver exceção e o preparo era numa cidade distante. Desisti, mas ao chegar um padre em minha cidade, dois ou três anos depois, falei com ele, mas disse ser difícil.. Quanto ao número, não encontrei relação com nada durante aquele dia, mas a noite consultando a Bíblia Ave Maria, encontrei uma responsabilidade que até hoje toca o meu coração (Crônicas 23,32) e logo a seguir Crônicas 24, sobre os sacerdotes. Sei que muitos se tornaram santos pela atração ao sacrário.

Pensando em todas essas coisas, um dia perguntei a Deus quem sou eu para Ele: a resposta foi “instrumento”. Eu como um fraco católico, nunca havia deduzido isso. Outra vez ajoelhado diante do sacrário, perguntei o que eu deveria fazer: resposta: “Fazes o que faz agora”.

O chamado pelo Senhor ás três da madrugada (Mt 14,22-33), é o sinal das dificuldades que haveria na aceitação por completo de Sua Manifestação. Deus sabe por que chama os fracos os sem véu ou sem batina. Quanto ao barco daquele tempo, entendo que é hoje a nossa igreja, então não se deve pular fora dele ou ficar ao redor dele, quem acredita n’Ele, no barco permanece e procura ajuntar outros para dentro desse barco (Is 43-44), aqueles que estão a caminho da salvação, para que o Senhor os salve.

Outra vez em minhas orações perguntei a Deus como Ele via a minha caminhada e veio a resposta Lc 2,10 e 16. Analisando é um bom roteiro para um missionário: Anunciar Jesus (Lucas 2). Missão dos enviados “72”, evangelho revelado aos pequeninos, o bom samaritano e sobre a preocupação de escolher a boa parte, Marta e Maria (Lucas 10). Administrador infiel (aqui já tem muito a comentar e agir, de tal forma a ser aceito por Deus) e sobre o sofrimento no inferno (Lucas 16).

Quando o Senhor chama alguém para anunciar o que Ele quer não guarda para si o que Deus lhe revela, mas dá voz ao Espírito Santo e fala ao coração dos homens..

E assim procura realizar a caminhada, contando com a misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo e a salvação para a eternidade.

“A dor de não ser compreendido e aceito por aqueles que nos cercam é uma das maiores que podemos sentir. Jesus experimentou esse sofrimento e, ainda assim, com o coração livre de magoas, foi fiel ao propósito que o Pai tinha para sua vida. É certo que precisamos de palavras de estimulo e aprovação para firmar nossos passos numa direção e compor nossa estrutura emocional

Mas nem sempre são essas as palavras que ouvimos. Você já parou para pensar que nem todos ao seu redor andam no mesmo ritmo que você e, muitas vezes, não passam pelas mesmas experiências que você tem vivido? Isso pode ser fonte de incompreensão, divergências e rejeição, mesmo por parte daqueles que mais nos amam, quando eles não são capazes de respeitar nosso caminho e aceitar o chamado que Deus tem para nós” (Pe. Antonio José- Livro Basta uma palavra)

O Pde. Tito de Paula, disse “de aos pobres”, porque nada não mudou após milhares de livros e livretos distribuídos gratuitamente: mas a vontade de Deus tem de ser realizada. Jesus Cristo foi pregado numa cruz, seus apóstolos martirizados, sinais de Deus pelo mundo todo que nunca pararam de acontecer e não reconhecem tudo isso, até por vezes não divulgado como deveria de ser , e é preocupante a palavra de Jesus quanto aos indiferentes (Mt12,39-45)

 

48 -    ORAÇÃO E AGRADECIMENTO

A Saudação Angélica

É celestial, deve-se a sua excelência em primeiro lugar a Nossa Senhora, a  quem foi dirigida , a finalidade da encarnação do verbo pela qual esta oração foi trazida do céu, e, também , ao Arcanjo Gabriel que foi o primeiro a anunciá-la,  dividida em duas partes, uma de louvor e a  outra de petição..

Ave Maria, cheia de graça  o Senhor é convosco (Lc 1,28), bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre Jesus (Lc 1,42),  Santa Maria, Mãe de Deus (Lc1,43) rogai por nós os pecadores agora e na hora de nossa morte (Lc 1,50-51 ) Amém.

 

Agradecimento pela graça alcançada e o chamado.

 

Louvo a Nossa Senhora da Cabeça, a Virgem Santa, de tantos  títulos, por sua intercessão junto ao seu divino Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em conceder-me a graça de não sofrer mais, de uma dor horrível sobre a vista direita, por mais de vinte anos, na Quaresma, sem cura pela medicina. Após a oração abaixo, de imediato, pela misericórdia divina, o milagre se realizou e o chamado veio por duas vezes, após alguns meses, às três horas da madrugada..

Quando o chamado acontece por duas vezes, as três horas da madrugada não deixa duvidas que veio de Deus e temeridade seria desobedecê-lo.  Três horas da madrugada, naquele tempo, foi a hora em que Jesus  socorreu os seus discípulos, depois de obrigá-los  a irem a sua frente, e, constatou a pouca fé que havia nos seus discípulos (Mt 14,22-33).O  chamado nesta hora  significa que Jesus obriga, a mudança de vida e a irem a sua frente preparando o  Seu caminho..

 

Posteriormente, veio a missão, de divulgar a síntese da Sagrada Escritura,  capítulos do A.T 43-44 e versículos 43 e 44 do N.T.. Passado algum tempo, por não entender  a dor voltou com mais intensidade, só passando depois de resolver divulgá-la, o que demonstra a importância da Manifestação..

 

Oração a Nossa Senhora da Cabeça

 

Eis-me aqui prostrado aos vossos pés, / ó Mãe do Céu e Senhora Nossa.

Venho louvar-vos e agradecer-vos / tantos benefícios espirituais e temporais / que de Deus, nos tendes alcançado. / Que louvores vos posso dar, ó Mãe bondosa! Ah! tende compaixão de mim! Minha alma sofre o remorso de tantas vezes ter ofendido o vosso divino Filho / e sente não possuir as virtudes que mais agradáveis são aos vossos olhos de Mãe. / Daí-me, Senhora, as graças necessárias para eu ser um bom cristão / fiel cumpridor das leis da igreja, / e constante imitador das vossas incomparáveis virtudes, / iluminai a minha fraca inteligência, / para que compreenda cada vez mais / que a única felicidade na terra é servir a Deus / e trilhar com os santos o caminho do céu. / Fortificai minha vontade / para que eu não me deixe jamais levar por minhas paixões / e pelas tentações do mundo. / Tocai o meu coração / a fim de que deteste sempre o pecado / ame a vida austera e cristã que exigis de vossos devotos. / Tende piedade de minhas misérias espirituais / E ó terníssima, não vos esqueçais também das misérias / que afligem o meu corpo e enchem de amargura a minha vida  terrena. / Daí-me saúde e forças, para que possa cumprir todas as minhas obrigações  e vencer todas as dificuldades que me opõe o mundo / Não permitais que a minha pobre cabeça seja atormentada por males / que me perturbem a tranquilidade da Vida. / Pelos merecimentos de vosso Divino Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, e pelo amor que a Ele consagrais / alcançai-me graça que agora vos peço.  (Aqui cada  um pedirá a graça que deseja obter).

Ai tendes, ó Mãe poderosa, a minha súplica humilde. / Se quiserdes, ela será atendida.

Ah! não deixeis de atender-me,  ó Rainha do céu e da terra!

Por toda parte cantarei louvores à vossa bondade e ao vosso poder, / ó Senhora da Cabeça / até que chegue o dia em que, levado por vós, / eu entre no gozo eterno do céu. Assim seja.

 

Pela saúde dos doentes:

5 Ave-Marias com a jaculatória: N. Senhora da Cabeça, rogai pelos doentes

 

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

 

Antonio – Instrumento do Senhor